Estudos desenvolvem anticorpos para o novo coronavírus em laboratório
Descobertas podem abrir caminho para tratamento e vacina contra a COVID-19
O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica, órgão do Ministério da Defesa do país, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o novo coronavírus. A descoberta pode abrir caminho para um tratamento e para a vacina contra a COVID-19. Em comunicado, o instituto assegurou que o anticorpo ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes.
O anúncio divulgado nesta terça-feira (05) não sinalizou se já foram realizados testes em seres humanos, mas confirmou que o instituto prepara a patente, para depois entrar em contato com empresas farmacêuticas, com o objetivo de produzir em escala comercial.
No dia anterior, pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, já haviam afirmado que conseguiram reproduzir em laboratório um anticorpo capaz de inibir a infecção de células pelo novo coronavírus – e outras doenças relacionadas. Nos testes realizados, o anticorpo experimental neutralizou a proteína que fica na superfície do vírus que provoca a COVID-19. E, também evitou os sintomas que causam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).
Segundo os cientistas, o processo de ação do anticorpo necessita de novos estudos in vitro, em um ambiente controlado de laboratório, para verificar com qual precisão atua. O estudo, ainda preliminar e não testado em humanos, foi publicado na revista científica Nature Communications.
Anticorpos e plasma para conter a pandemia

Diante da pandemia os esforços de cientistas, laboratórios e órgãos de saúde do mundo todo aceleraram a corrida contra o tempo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 102 pesquisas em vários países à procura de uma vacina contra o novo coronavírus.
Na Itália, por exemplo, um dos países mais afetados pela propagação da COVID-19, um estudo com os anticorpos presentes no plasma sanguíneo de pessoas curadas tem obtido resultados promissores. O diretor do departamento de doenças infecciosas do Instituto Superior da Saúde do país declarou que o tratamento com a terapia plasmática está dando um bom resultado em hospitais da região. E, também pode levar a reprodução em laboratório de anticorpos para o novo coronavírus. Mas, que ainda aguardam provas científicas sobre a eficácia do tratamento.
A saber, a terapia com plasma faz a transfusão da parte líquida do sangue de pessoas recuperadas para as pessoas enfermas. Dessa maneira, se espera que os anticorpos presentes no plasma forneçam imunidade aos doentes. Hospitais britânicos e brasileiros também estão fazendo uso do chamado tratamento com “plasma convalescente”. No Brasil, o procedimento foi orientado por meio de uma nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Enquanto os estudos para conter a pandemia se mostram promissores, o número de pessoas curadas também cresce. Já são cerca de 1,2 milhão no mundo todo. O Brasil está próximo de alcançar os 46 mil, segundo os dados do Ministério da Saúde.
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