Entrelinhas aborda os perigos do Carnaval

Confira como foi e não se deixe enganar pelo brilho

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Exibido na noite deste domingo, 8 de fevereiro, o programa Entrelinhas propôs aos telespectadores uma reflexão sobre o carnaval, indo além da festa popular e discutindo suas consequências sociais, emocionais e espirituais.

Como foi

Logo na abertura, o programa contextualizou a origem do Carnaval, desde rituais pagãos da antiguidade até sua consolidação como um período de excessos antes da Quaresma.

O Entrelinhas destacou que, apesar das mudanças ao longo do tempo, a festa ainda está associada a problemas como violência, impactos na saúde pública e conflitos familiares, além do aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre jovens e da presença de símbolos e rituais religiosos que reacendem debates sobre espiritualidade no Carnaval.

O que os Bispos alertam para consequências do Carnaval

Durante o programa, o Bispo Renato Cardoso afirmou que não é possível dissociar o Carnaval de práticas espirituais e dos impactos negativos que o cercam.

Segundo ele, embora todos tenham o direito de escolher participar da festa, ninguém está isento das consequências dessas escolhas. Nesse contexto, Bispo Renato ressaltou que, ano após ano, os índices de violência, acidentes e excessos confirmam que o Carnaval é um dos períodos mais críticos do calendário social.

Em seguida, o Bispo Adilson Silva destacou o contraste entre a cobertura midiática da folia e as notícias envolvendo acidentes, overdoses, mortes e rupturas familiares.

Para ele, o saldo do Carnaval é amplamente negativo, atingindo não apenas a saúde física, mas também a emocional e a espiritual das pessoas. “A alegria é momentânea, mas o vazio permanece”, pontuou.

Em suma, ainda durante o programa, o Bispo Renato enfatizou sobre a chamada “ressaca moral” vivida por muitos foliões após os dias de excessos. Ele alertou para o que chamou de ingenuidade de acreditar que é possível participar do Carnaval sem se envolver com o ambiente que o cerca, inclusive em seu aspecto espiritual.

Ex-carnavalescas relatam vivências e arrependimentos

O programa apresentou os relatos de Marilise Lima Gimenes (à esquerda, na foto abaixo) e Vanessa dos Santos (à direita, na foto abaixo), que participaram do Carnaval por anos e hoje analisam a festa.

Marilise apontou o aumento da exposição do corpo feminino e do consumo de álcool e drogas, enquanto Vanessa afirmou que práticas antes veladas se tornaram mais explícitas, inclusive no campo espiritual.

Já Vanessa contou que desfilou por cerca de sete anos em uma escola de samba de São Paulo e descreveu rituais que antecediam os desfiles. Ambas destacaram que a euforia era sustentada por excessos, resultando, ao fim da festa, em sentimentos de vazio e frustração.

Dor, vazio e transformação

As convidadas afirmaram que, após o Carnaval, enfrentavam tristeza profunda, sensação de peso espiritual e conflitos familiares. Marilise disse que costumava chorar na Quarta-feira de Cinzas, sem entender o motivo da angústia após dias de aparente alegria.

Nesse sentido, os bispos destacaram que a alegria momentânea não representa felicidade verdadeira, que estaria ligada à paz interior, sobretudo fora do ambiente festivo.

Vanessa e Marilise disseram ter abandonado o Carnaval após uma transformação espiritual, afirmando que a festa já não preenchia o vazio que sentiam.

Confira como foi o Entrelinhas na íntegra, aqui.

 

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Colaborador

Débora Picelli / Fotos: Reprodução