Eleições 2026: como funciona a identificação biométrica?

Uso das impressões digitais auxilia na prevenção de fraudes, sem comprometer o sigilo do voto

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No dia a dia dos brasileiros, a impressão digital já está presente em diversas situações como desbloquear celulares, acessar aplicativos bancários e confirmar a identidade em alguns tipos de serviços.

E nas eleições, a biometria também se mostra uma aliada da segurança e da redução ao risco de fraudes — sem comprometer o sigilo do voto –, permitindo que a Justiça Eleitoral confirme a identidade do eleitor de forma rápida e confiável antes da liberação da urna eletrônica.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para o pleito de 2026, 88% dos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar já possuem o cadastro biométrico.

O que é a biometria eleitoral

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitora e eleitor de forma única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta das impressões digitais, da fotografia bem como da assinatura. Essas informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas para a identificação da pessoa tanto no atendimento eleitoral quanto no momento da votação. 
 
Além de conferir mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui, sobretudo, para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado e torna diversos procedimentos mais eficientes. Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado. 

Entenda melhor sobre a biometria nas eleições

Ainda posso cadastrar minha biometria?

Não. O cadastro da biometria eleitoral, bem como a atualização cadastral e a transferência de título, encerrou-se em 6 de maio para que a Justiça Eleitoral pudesse organizar o pleito.

A biometria substitui o documento de identificação?

Não. Mesmo com o cadastro biométrico, é indispensável apresentar um documento oficial com foto.

Posso votar sem biometria?

A biometria não é exigência para votar nas Eleições 2026. A saber, o início do cadastro biométrico se deu em 2008 para facilitar a identificação do eleitor na hora da votação. No entanto, a ausência desse dado no cadastro eleitoral não impede, por si só, o exercício do voto.

Em todos os casos, o mais importante é estar com a situação eleitoral regular para poder votar no 1º e 2º turno que ocorrem dias 4 e 25 de outubro, respectivamente.

Prazo para tirar e regularizar o título de eleitor termina em 6 de maio

Como funciona a identificação na urna? 

Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para os eleitores que possuem biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto por meio da conferência da impressão digital. 

Mas o que acontece se a digital não for reconhecida? 

Nesse caso, a urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada, o sistema adota outro procedimento para garantir o exercício do voto. 

E para quem está no exterior? 

Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação. 

Ordem de votação

Vale ressaltar que neste ano, os eleitores farão seis escolhas na urna eletrônica, seguindo uma ordem específica de votação:

  • Deputado Federal, com quatro dígitos;
  • Deputado Estadual (ou distrital), com cinco dígitos;
  • duas vagas para Senador (1ª e 2ª opções), com três dígitos cada;
  • Governador, com dois dígitos;
  • Presidente da República, com dois dígitos.

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(*) Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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Redação / Foto: imagem gerada por IA