Ele planejou matar a ex e o amante dela
A vontade de terminar com a vida dos dois foi só uma das expressões cruéis de Hudson Alvarez, que sentia prazer em roubar a felicidade das outras pessoas
A vingança é uma prática prejudicial e proposital contra alguém que nos causou danos físicos ou morais. Por anos o engenheiro da computação Hudson Alexandre Moreira Alvarez, de 42 anos, alimentou pensamentos de vingança e o sentimento de ódio em relação a várias pessoas. “Eu era uma pessoa extremamente vingativa, falsa, vazia e que guardava facilmente mágoa e desejos de retaliação.
Além disso, eu era invejoso. Às vezes ninguém tinha feito nada contra mim e eu desejava o mal daquela pessoa. Ninguém podia ser mais feliz do que eu”, revela.
Ele explica que sua adolescência foi desequilibrada. Ele é o penúltimo dos sete filhos e único homem, nutria complexo de inferioridade e se sentia muito cobrado para se tornar uma pessoa bem-sucedida.
“Minhas irmãs venceram na vida, então eu me sentia na obrigação de fazer, no mínimo, igual a elas. Eu não tinha boa autoestima. Me sentia o mais pobre, o mais feio e o mais fraco. Eu sempre acreditava que ninguém gostava de mim”, conta.
Desde jovem, Hudson imaginava que jamais constituiria família, chegando mesmo a desejar ficar sozinho por toda a vida.
Ele cresceu egoísta e desejava machucar as outras pessoas. “Eu não tinha alegria e meu prazer era roubar a felicidade do próximo. Quando alguém conquistava algo, eu sentia inveja. Eu tinha que ser melhor do que todo mundo e queria eliminar as pessoas do meu caminho a qualquer custo. Me tornei um homem mentiroso e cruel. Eu acreditava que conseguiria alcançar meus objetivos por meio do fracasso das pessoas”, diz.
Quando alcançou uma boa condição financeira, ele adquiriu um carro e o usava para chamar a atenção das mulheres. Ele iniciou um namoro com uma moça que conheceu no interior de São Paulo e teve um filho com ela. Por conta da gravidez, eles foram morar juntos. Contudo ele passou a sair com outras mulheres simultaneamente, adquirindo um comportamento que, conforme ele mesmo afirma, o tornou incapaz de reconhecer a si mesmo: “eu era imoral e mau-caráter, mas as coisas estavam dando certo na minha vida, então segui despreocupado. Eu achava que era mais esperto do que todos”.
A queda
A demissão de Hudson chegou sem que ele esperasse. Contudo, apesar de ficar assustado, ele se manteve arrogante e fingiu que estava tudo bem. Ele não conseguia se recolocar no mercado de trabalho e, desesperado, tentou abrir seu próprio negócio, mas logo faliu.
Na vida amorosa, Hudson também passou por sérios transtornos. Sua namorada o traiu, pois levou outro homem para a casa deles. Quando Hudson descobriu, saiu de casa desejando retaliar o casal: “eu tinha que fazer alguma coisa. Eu planejava como a mataria e ao seu amante. Planejei um acidente de carro, mas não cheguei a concretizá-lo”.
Hudson fazia “bicos” para se sustentar. Certo dia, ele prestou serviços em uma loja e, quando foi receber o pagamento, o dono do estabelecimento o pagou com salgados. “Eu nunca me senti tão humilhado. Eu precisava de dinheiro, trabalhei o dia todo e, em troca, ganhei coxinhas”, relata. Naquele momento, Hudson se viu no fundo do poço e se lembrou de um convite que recebera muito tempo atrás para conhecer a Universal. Foi onde ele buscou ajuda.
A subida ao Altar
“Quando cheguei à Universal fui embalado pela paz e pelo silêncio daquele templo sagrado”, revela. Era a primeira vez que ele realizava uma oração na Igreja. Ele tinha 25 anos. “Pedi socorro a Deus porque queria me matar”, destaca.
Ao frequentar as reuniões, Hudson soube da Fogueira Santa de Israel e decidiu entregar sua vida no Altar. “Deus me chamou não porque eu era inteligente ou porque eu tinha algo, mas porque Ele me ama. Entendi que este mundo é um cisco perto do que Deus desejava fazer na minha vida.”
Hudson participou de sua primeira Fogueira Santa visando receber o Espírito Santo. “O meu maior sacrifício não foi financeiro, mas a renúncia da minha carne. Deixei a vingança, o ódio e a raiva. Pedi perdão a todas as pessoas que ofendi. Eu não desci do Altar esperando um emprego ou uma mala de dinheiro, mas desejava, acima de tudo, a Presença de Deus dentro de mim”, ressalta.
Cerca de um mês depois daquela Fogueira Santa, veio o Jejum de Daniel, no qual Hudson se lançou completamente. “Minha súplica foi atendida. Deus me deu minha maior riqueza, que diploma nenhum foi capaz de proporcionar, que é o batismo com o Espírito Santo. Ele me encheu de luz e os problemas não me dão mais medo, pois minha força vem do Senhor”, salienta.
Ele ressalta que participa sempre da Fogueira Santa para manter-se firme na Presença de Deus. “A única coisa que peço é que Ele me ajude a conquistar a maior virtude que posso ter, que é a Salvação da minha alma, e que Seu Espírito permaneça em mim. O Altar me deu a maior alegria da minha vida.”
Hoje Hudson é casado com uma mulher que o ama e o completa, como esclarece: “eu e minha esposa somos unidos e felizes. Sou um homem abençoado por Deus em todas as áreas da vida”, conclui.
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