Ela tinha raiva de Deus
Por trás da dedicação à Obra de Deus, os conflitos revelavam o que realmente havia dentro dela
Aos 15 anos, a professora Juliana Martim, hoje com 44, entrou pela primeira vez em uma Igreja Universal para acompanhar a mãe. Apesar de frequentar algumas reuniões, seu interesse estava longe dali. Adepta de novelas, ela logo encontrou uma desculpa para não acompanhar mais a mãe, pois as reuniões aconteciam no mesmo horário de seus programas favoritos.
Iniciando na Fé
Com o passar do tempo, ela perdeu o interesse nas novelas, e aceitou o convite da mãe para participar da Vigília da Virada. A partir daquele momento, Juliana passou a frequentar as reuniões, ingressou no grupo jovem, batizou-se nas águas e começou a ajudar na Escola Bíblica Infantil (EBI). Dois anos depois, tornou-se obreira.
Servindo a Deus sem conhecê-Lo
Juliana acreditava ter recebido o Espírito Santo porque não vivia mais no pecado. No entanto, a responsabilidade como obreira trouxe à tona algo que até então ela não conseguia enxergar. “Eu me tornei orgulhosa. Não vi aquilo como uma missão dada por Deus, mas como um título”.
Embora estivesse envolvida com as atividades da Igreja, ela reconhece que não tinha comunhão com Deus e que sua fé era religiosa. “Eu era uma pessoa muito resistente, encrenqueira. Não aceitava que ninguém mandasse em mim”, admite.
Os conflitos revelavam o interior
No trabalho e dentro de casa, o comportamento de Juliana também provocava problemas. Depois de receber uma promoção, por exemplo, passou a confrontar o patrão. No casamento, as diferenças entre ela e o marido também se transformavam em motivo de conflitos. “Eu era carne e ele, espírito. Por isso, tínhamos visões diferentes”, destaca.
Por 17 anos, Juliana permaneceu nessa condição, sem perceber que a raiz de suas dificuldades não estava nas pessoas ao seu redor, mas no que ainda carregava dentro de si.
Ela enxergou a diferença
Durante a gestação de sua única filha, a situação se agravou. Juliana passou a enfrentar noites sem dormir e sinais de depressão. Ao mesmo tempo, também se sentia incomodada com um pastor da Igreja.
Certo dia, decidiu participar de uma reunião em outro horário justamente para evitá-lo. Para sua surpresa, porém, ele estava lá.
Durante a pregação, o pastor contou como havia recebido o Espírito Santo e descreveu a paz e a alegria que passou a ter depois daquela experiência. Ao ouvi-lo, Juliana começou a comparar aquelas palavras com a própria condição. “Tenho mais tempo como obreira do que ele como pastor, e ele está feliz e eu não. Isso está errado”, concluiu.
O começo da transformação
Naquele mesmo dia, Juliana decidiu expor a Deus tudo o que havia dentro dela. “Eu estava com raiva d’Ele e, quando O questionei, ouvi: ‘Um pai sempre dá o melhor para o seu filho, não para os outros’. Então, pedi para também ser filha d’Ele. Na mesma hora, reconheci que precisava mudar. Foi como se Ele me abraçasse e dissesse: ‘Pronto, agora acabou’.”
Aquele momento mudou a maneira como ela enxergava sua relação com Deus. Juliana entendeu que precisava, de fato, nascer de Deus.
Os frutos do novo nascimento
Depois disso, ela passou a buscar o Espírito Santo com um entendimento diferente. Mais tarde, ouviu da esposa de um pastor uma frase que a marcou: “Se você nasceu de Deus, Ele já te registrou”.
Essas palavras a fizeram lembrar de Atos 19:2: “Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?”. Naquele momento, ela decidiu crer que havia nascido de Deus, e sua maneira de agir começou a refletir essa transformação. “Agora, eu não sinto mais raiva de ninguém. Aprendi a ceder, vivo em paz e em obediência, sem me achar melhor do que ninguém”, finaliza.
Agora, eu não sinto mais raiva de ninguém. Aprendi a ceder, vivo em paz e em obediência, sem me achar melhor do que ninguém
Juliana Martim, de 44 anos, professora
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo