Ela saiu de casa decidida a não voltar
Sem saber que sofria de depressão, Zalia Novaes conviveu durante anos com uma dor silenciosa que a levou ao limite do sofrimento
Ainda adolescente, a aposentada Zalia Novaes, de 71 anos, viu sua vida mudar completamente. Após a família enfrentar perdas financeiras, ela deixou a Bahia com os pais e os irmãos em busca de uma nova oportunidade em São Paulo. Por ser a mais velha entre oito irmãos, começou a trabalhar aos 14 anos para ajudar no sustento da casa.
Além das dificuldades financeiras, Zalia carregava uma dor que ninguém enxergava. “Eu chorava muito, mas escondida”, lembra.
Uma dor sem explicação
Sem saber que sofria de depressão, Zalia convivia com uma tristeza profunda, insônia e pensamentos negativos. “Eu sentia que carregava um fardo muito pesado. Era uma dor que não tem explicação”, relata.
O vazio se intensificava a cada dia. “Vinha uma voz dizendo: ‘Ninguém gosta de você, você é infeliz’. Eu olhava no espelho e acreditava nisso”, conta. Sem encontrar alívio para o sofrimento, ela passou a recorrer à bebida e ao cigarro.
O dia decisivo
Certo dia, decidida a acabar com a própria vida, Zalia saiu de carro com a intenção de se jogar em uma ribanceira. No caminho, porém, passou em frente a uma Igreja Universal e resolveu entrar. “Saí dali diferente. Não tive mais vontade de morrer. Senti um abraço de Deus”, afirma. A partir daquele momento, ela iniciou uma caminhada de fé e de transformação.
Hoje, mais de 30 anos depois, Zalia afirma que a alegria que encontrou no Espírito Santo aumenta a cada dia. Ao recordar aquele momento decisivo, ela resume sua transformação: “O dia em que eu ia dar cabo da minha vida foi o dia em que Deus me deu vida”.
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