Ela gastou cerca de R$ 40 mil em busca da cura

Durante 15 anos, Ana Claudia Pereira enfrentou dores incapacitantes, sangramentos prolongados e uma longa espera por um diagnóstico

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Aos 13 anos, quando começou a menstruar, a contadora Ana Claudia Pereira, hoje com 31 anos, passou a sofrer com fortes dores abdominais e pélvicas, além de períodos menstruais que chegavam a durar 15 dias.

Diante dos sintomas, ela procurou ajuda médica, mas ouviu que sua condição era normal e que as dores provavelmente tinham origem psicológica. Ao consultar outros especialistas, recebeu a mesma explicação e foi encaminhada para acompanhamento psicológico.

Durante 15 anos, Ana conviveu com dores incapacitantes, que comprometeram sua rotina e a fizeram até perder empregos. “Por vezes, precisava de atestado médico, não conseguia ficar em pé. Não tinha ânimo nem forças para nada. Era uma sonolência e irritabilidade constante. Muitas vezes, chegava a desmaiar de dor”, recorda.

Finalmente, um diagnóstico

Depois de passar por seis especialistas de diferentes estados, Ana encontrou, no Pará, uma médica que solicitou uma ressonância magnética. Em 2023, recebeu o diagnóstico de endometriose profunda, em estágio avançado. “Passei a fazer tratamento com hormônio, o que me fez engordar 25 quilos, além dos diversos efeitos colaterais. Depois de um tempo, os remédios já não faziam mais efeito. As dores voltaram a aumentar e o período menstrual também. Cheguei ao ponto de sangrar por 25 dias”, detalha.

O que é endometriose?

É uma doença ginecológica crônica caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina, principalmente na região pélvica.

Principais sintomas

  • Cólicas menstruais intensas.
  • Dor pélvica crônica, que pode piorar com o tempo.
  • Dor durante a relação sexual.
  • Alterações intestinais, como distensão abdominal, constipação e sangramento nas fezes.
  • Dificuldade para engravidar.

Diagnóstico

É feito por meio da avaliação clínica, do histórico da paciente e do exame físico. Exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética, também podem auxiliar
na investigação.

Tratamento

Depende dos sintomas, da localização e da extensão da doença. Pode incluir medicamentos hormonais, analgésicos e, em alguns casos, cirurgia. Fisioterapia, atividade física, acupuntura e acompanhamento psicológico também podem contribuir para o controle dos sintomas e a qualidade de vida.

FONTE: HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN

Após gastar cerca de R$ 40 mil em consultas e tratamentos, Ana se viu sem saída ao ouvir do médico que, em seu caso, não era possível realizar uma cirurgia. Segundo ela, todos os tratamentos disponíveis já haviam sido tentados. “Eu me vi sem dinheiro, pois já havia gastado tudo o que tinha, e sem a solução para o problema. Foi então que decidi usar a fé”, afirma.

A resposta pela fé

Ana já frequentava a Igreja Universal desde criança e concluiu que somente por meio da fé poderia ser curada. Então, passou a participar do propósito da água consagrada, realizado aos domingos durante as reuniões do Encontro com Deus, e a apresentar sua situação no Altar.
Em maio de 2026, ao realizar novos exames, recebeu uma notícia que, segundo ela, confirmou que estava curada.

“Ao olhar o resultado dos exames, a médica disse que não tinha mais os focos da doença. Desde então, as dores sumiram e os sangramentos também normalizaram. Hoje, consigo realizar todas as minhas atividades e tenho uma vida saudável. Jesus me curou por completo”, finaliza Ana.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

Antes e Depois

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Autor

Camila Dantas / Foto: Maielly Rodrigues