Duas maneiras de lidar com a insegurança

Muitas mulheres se apegam ao papel de vítimas por se sentirem inseguras, mas é possível vencer essa postura

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LIA

Como você se sente quando percebe que não é a pessoa favorita em um círculo social ou, pior, dentro da sua própria casa? Já imaginou sentir a dor de ser preterida por quem você ama e ainda ter de conviver com o sucesso de alguém que parece ostentar a posição que você deseja? Nesse tipo de situação, há quem escolha se colocar no papel de vítima e foque em uma única sentença: “Eu não sou amada”.

A Bíblia narra, no capítulo 29 de Gênesis, a história de Lia, uma mulher que viveu exatamente sob essa sombra. Casada com Jacó, que amava explicitamente sua irmã Raquel, Lia era desprezada. Diante dessa injustiça, Deus decidiu dar filhos a ela, enquanto a irmã permanecia estéril. Lia recebeu um benefício extraordinário, uma vantagem que poderia ter mudado sua postura diante da vida.

Entretanto, há duas maneiras de lidar com a insegurança e com situações que não estão sob o nosso controle. A primeira é a de Lia: focar obstinadamente no que falta. Ao dar à luz seu primogênito, Rúben, ela declarou: “O Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido (Gênesis 29:32)”. Em vez de usar a bênção para se tornar uma mulher mais segura, sábia e madura, ela tentou usá-la como moeda de troca para comprar o afeto de Jacó. Assim, ela colocou sobre o filho a responsabilidade de resolver um problema que estava no coração do marido e na sua própria insegurança.

Como enxergar além da dificuldade

Já a segunda forma de lidar com desafios é olhar para dentro de si e perguntar: “O que eu posso fazer de diferente com o que Deus me deu?”. Deus poderia ter feito muitas coisas por Lia, mas Ele não força mudanças em quem não quer enxergar além do problema. A insegurança cega a mulher para o próprio valor e a faz acreditar que sua felicidade depende exclusivamente de uma mudança externa ou do reconhecimento alheio.

Quantas vezes você, agindo como Lia, ignora os benefícios que já possui por estar obcecada pelo que não tem? A verdadeira mudança não vem de conquistar o amor de alguém, cargos ou bens, mas de se tornar uma mulher virtuosa que não se diminui diante das circunstâncias.

Lia poderia ter sido a referência espiritual de sua família, mas preferiu a competição, e isso gerou consequências ruins para ela e seus filhos. E você? Vai continuar vivendo em função do que falta ou vai usar os talentos que Deus lhe deu para construir uma nova história? Aprofunde-se neste tema assistindo à série Mulheres da Bíblia, no Univer Vídeo. Acesse univervideo.com e busque pela Temporada 5 (T5), episódio 1.

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