“Divórcio do sono”: quando dormir separado pode esfriar a relação
Em uma rotina tomada por trabalho, filhos e responsabilidades, a noite pode ser um dos poucos momentos que ainda pertencem somente ao casal
Dormir em camas ou quartos separados mesmo estando casado ganhou um nome: “sleep divorce”, ou “divórcio do sono”. A prática tem ganhado espaço entre casais que buscam alternativas para lidar com dificuldades na hora de dormir.
Uma pesquisa do ELSA-Brasil¹, publicada em 2026, avaliou 1.420 pessoas. Entre os 901 participantes casados ou em união estável, 16,5% dormiam separados. Entre os principais motivos estavam ronco ou apneia, horários incompatíveis e movimentação durante a noite.
Separar as camas pode parecer uma solução prática para uma noite mal dormida. No entanto, quando isso vira rotina, surge outra questão: essa distância pode abrir espaço para um esfriamento na relação?
Quando a distância parece inofensiva
Existem exceções. Um problema de saúde, uma recuperação médica ou uma situação temporária podem exigir que marido e mulher durmam separados. Nesses casos, algumas adaptações podem ser necessárias para preservar a proximidade e evitar que a circunstância provoque um esfriamento na relação.
O cuidado está em transformar a exceção em hábito sem buscar resolver o que provocou o afastamento. Se existe ronco intenso, apneia ou outro distúrbio, por exemplo, mudar de quarto pode acabar com o incômodo de quem está ao lado, mas não resolve a causa.
Além disso, o esfriamento conjugal nem sempre começa com uma grande briga. Muitas vezes, ele aparece aos poucos: menos conversa, cada um no celular, horários diferentes e, depois, cada um no seu espaço.
Até o nome “divórcio do sono” provoca uma reflexão. Não se trata de um divórcio de fato, mas já existe uma separação em um momento que antes era compartilhado.
O que ainda pertence somente ao casal?
Trabalho, filhos, contas, casa e compromissos ocupam praticamente todo o dia. Muitas vezes, é somente à noite que marido e mulher conseguem ficar a sós.
É quando surgem conversas sem tanta pressa, um abraço, uma brincadeira, planos ou simplesmente alguns minutos de proximidade. Parece pouco, mas são justamente esses momentos que ajudam a manter a intimidade e evitam que a relação esfrie no meio da rotina.
No livro Casamento Blindado 2.0, Renato e Cristiane Cardoso chamam atenção para a necessidade de proteger as noites:
“Essa é a hora do dia em que você deve investir mais no seu relacionamento, o contrário do que muitos têm feito.”
A obra também alerta para casais que, com o passar dos anos, vão se afastando fisicamente e deixam de compartilhar a cama, até que a convivência se torne cada vez mais distante.
Por isso, antes de separar os quartos, vale uma pergunta: se durante o dia quase tudo disputa a atenção dos dois, quando marido e mulher terão um momento somente deles?
Em uma rotina que já cria tantas distâncias, preservar a proximidade é uma forma de proteger o casamento do esfriamento. Se existe um problema na hora de dormir, talvez seja melhor tentar resolvê-lo juntos do que permitir que dormir separado se torne o novo normal.
Confira abaixo algumas dicas para manter o relacionamento blindado:
Quando o relacionamento precisa de atenção
Quem percebe que a rotina, os conflitos ou o distanciamento têm afetado a vida a dois pode participar das palestras da Terapia do Amor, realizadas todas as quintas-feiras no Templo de Salomão e em uma Universal mais próxima. Os encontros trazem orientações para solteiros, casados, divorciados e viúvos cuidarem da vida amorosa e dos relacionamentos.
Outra oportunidade para investir na relação é a Caminhada do Amor (The Love Walk). A próxima edição será realizada no dia 24 de outubro, às 9h, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e também acontecerá em diferentes localidades do Brasil. A proposta é justamente reservar um tempo longe da correria para conversar, se aproximar e fortalecer o relacionamento.
Para encontrar o local da Caminhada do Amor mais próximo de você, consulte os endereços oficiais. Confira onde participar da Caminhada do Amor.
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