Dependência química na família: quando o pai deixa de ser herói
A vida desregrada de Anderson Paschoalin trouxe traumas para os filhos
A dependência química na família não afeta apenas quem usa drogas — ela marca filhos, destrói referências e deixa feridas emocionais profundas. Foi assim na história de Anderson Paschoalin e de seus filhos, Bruno e João, que cresceram lidando com a ausência do pai, o vazio dentro de casa e o medo de repetir um ciclo que parecia não ter fim.
Dependência química na família e a dor que começa dentro de casa
Bruno conta que, desde pequeno, sentia que algo estava errado na relação com o pai. “Quando a gente fala em figura paterna, pensa em alguém que protege, aconselha, cuida. E eu não via isso no meu pai.”
Apesar de Anderson se esforçar materialmente, os filhos sentiam falta de algo essencial. “Eu via que ele fazia de tudo por nós, levava para sair, dava o que podia. Mas, com o tempo, percebi que eram coisas superficiais”, relembra Bruno.
As lembranças mais marcantes não eram de cuidado, mas de frustração. “Quem deveria ser meu herói se tornou meu vilão. Eu queria ter orgulho de dizer que meu pai era um bom exemplo, mas eu só via péssimos exemplos nele”, completa.

O vazio que passa de pai para filho
Anderson também carrega uma história marcada pela dor. Ele perdeu o pai ainda criança e cresceu sem referência. “Eu perdi meu pai com 7 anos. Não sabia o que era uma relação de pai e filho. Fui aprender quando tive meus filhos — e mesmo assim tinha medo de fracassar.”
Esse medo, somado a traumas antigos, abriu espaço para a dependência química. “Comecei com maconha, depois lança, cocaína, LSD… por fora era a brisa, mas por dentro existia um vazio enorme.”
A situação saiu do controle e atingiu diretamente os filhos. “Eu não imaginava que aquela vida ia trazer tanta dor para os meus filhos”, admite Anderson.
O fundo do poço e o pedido por uma chance
Em uma madrugada, após mais uma noite de excessos, Anderson se viu sem forças. “Eu estava numa balada, muito drogado, e encostei numa pilastra. Falei: ‘Meu Deus, o que eu estou fazendo aqui?’ Eu não queria estar daquele jeito.”
Já em casa, o desespero virou oração. “Eu falei: ‘Deus, se tem jeito para mim, me dá uma oportunidade.’ E ali eu senti que tinha uma chance.”
Enquanto isso, os filhos faziam algo simples — e decisivo. “A gente orava pelo nosso pai desde criança”, conta João. “A gente acreditava que aquilo podia mudar tudo.”

O dia em que o orgulho foi quebrado
Mesmo resistente, Anderson decidiu dar um passo diferente: ir à igreja e quebrar o orgulho.
Para os filhos, a surpresa foi imediata. “Quando eu vi meu pai ali, foi como se minha oração tivesse sido respondida. Eu sabia que dali para frente ele seria outro homem.”
Anderson também sentiu que algo estava acontecendo. “Eu passei a reunião inteira chorando. Parecia que o mundo tinha me feito tanto mal… e ali tudo começou a sair de dentro de mim.”
O que acontece depois — e como está a vida dessa família hoje — você pode ver no vídeo completo do testemunho, onde pai e filhos mostram as transformações a partir dessa decisão. Assista ao vídeo e veja como essa história continua:
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