Dependência de profecias: quando buscar respostas só aumentou o sofrimento
Elida Silva conta como viveu anos presa a revelações, promessas vazias e medo constante antes de encontrar uma saída
A dependência de profecias levou Elida Silva a viver por quatro anos sem autonomia, paz ou direção própria. Em busca de respostas para problemas pessoais, financeiros e emocionais, ela passou a depender diariamente do que outras pessoas diziam sobre seu futuro — uma rotina que, em vez de trazer alívio, aprofundou o sofrimento e a confusão interior.
Dependência de profecias e controle da vida
Elida conta que sua rotina passou a ser totalmente guiada por revelações. Nada era decidido sem antes ouvir o que alguém dizia sobre o seu dia. “Durante quatro anos, eu vivi através de uma profecia. Eu dependia de alguém para me dizer o que ia ser conduzido a minha vida naquele dia”, admite.
O convite para conhecer uma denominação veio de uma amiga, em um momento de desespero. A promessa era clara: revelações capazes de mudar tudo. “Ela viu o desespero que eu estava e me convidou dizendo que lá tinha revelações, e que através delas Deus ia mudar a minha vida.”
Promessas condicionadas a dinheiro
Com o tempo, Elida começou a perceber um padrão. As profecias só eram entregues a quem ajudava financeiramente. “Quando você não ajudava, você não recebia profecia. A gente começou a perceber que só davam a profecia para quem ajudava no valor para o profeta chegar até a igreja”, lembra.
Mesmo assim, a dependência só aumentava. Ela desejava receber revelações diariamente, dentro da própria casa. “Eu queria que eles fossem todo dia na minha casa me revelar o que seria do meu dia. Era como se fosse um horóscopo”, compara.
Palavras bonitas, problemas sem solução
As mensagens recebidas sempre falavam de prosperidade e promessas grandiosas, mas a realidade permanecia a mesma. “Eles diziam: ‘Abre as tuas mãos que delas vai sair ouro’. Mas continuava tudo do mesmo jeito. Eu ficava na esperança de que realmente haveria uma mudança, mas nada acontecia”, fala.
A expectativa de mudança não se cumpria — nem na vida financeira, nem sentimental, nem interior.
Exclusão, confusão e sofrimento emocional
Em um dos momentos mais marcantes, após se batizar nas águas, Elida relata episódios de descontrole e confusão espiritual. “Eu comecei a rolar no chão, rir, me estribuchar. O profeta disse que eu tinha recebido o Espírito Santo.”
Na prática, o que veio depois foi isolamento. “Eles me colocavam num quartinho porque lá não podia manifestar. Diziam para eu fugir do diabo, mas eu sabia que não era isso. Eu precisava de uma libertação de verdade, pois cada vez eu ficava mais perturbada, mais nervosa. Eu ia e voltava do mesmo jeito.”
O alerta que mudou o caminho
O ponto de virada começou quando um dos próprios profetas foi direto ao falar com Elida. “Ele disse: ‘Eu não posso te ajudar. Quem vai poder te ajudar é a Igreja Universal’.”
Mesmo com a orientação contraditória de ir, mas não permanecer, ela decidiu buscar ajuda. “Eu fui para Igreja Universal, foi onde eu conheci a verdade, porque o pastor começou a pregar que a verdade liberta.”
No vídeo abaixo, ela conta o que aconteceu depois dessa decisão e como tudo mudou a partir dali. Assista:
Participe:
Para saber como o Espírito Santo pode transformar sua vida, participe dos encontros que acontecem às quartas-feiras.
Você pode ir ao Templo de Salomão ou à Universal mais próxima de sua casa.
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