Dê o preço certo ao seu produto ou serviço

Veja o que considerar para lucrar e garantir saúde financeira ao seu negócio

Imagem de capa - Dê o preço certo ao seu produto ou serviço

Ao abrir ou gerenciar um negócio, um dos grandes desafios do empreendedor é colocar o preço certo para produtos ou serviços. Muitos têm dúvidas se funciona apenas basear-se na concorrência e outros não sabem quais custos considerar para garantir a manutenção da empresa. Como resolver essa equação?

Matemática e estratégia

Luiz Carlos Vivian Corrêa, consultor de empresas em gestão econômica e financeira e gestão de processos de qualidade do Sebrae-RS, diz que a precificação certa é uma soma entre matemática e estratégia. “Qualquer erro vira prejuízo. Se o empreendedor subestima custos, ele vende achando que está ganhando, mas, na prática, está pagando para trabalhar. Custos precisos garantem preço mínimo real, margem de lucro verdadeira, sustentabilidade financeira e capacidade de reinvestir no negócio”, avalia.

Ponto de partida

Corrêa afirma que o preço da concorrência não deve ser o único critério para precificar: “Antes de tudo, veja custos totais, tempo investido, valor percebido pelo cliente, concorrência, se a marca é popular, intermediária ou premium, impostos e taxas e a margem de lucro desejada. O preço mínimo deve cobrir todos os custos variáveis mais a parte proporcional dos custos fixos”, orienta. Ele destaca que é preciso considerar tudo o que envolve a operação, entre custos fixos e variáveis.

Margens

O mapeamento de custos ajuda ainda a manter o negócio aberto, identificar gastos desnecessários, ajustar preços, planejar crescimento, evitar surpresas no caixa e estabelecer margens para descontos. “Elas devem ser calculadas acima do preço mínimo, garantindo que, mesmo com desconto, o negócio continue lucrando. Se o valor total é de R$ 50, considerando custos fixos e variáveis, e a margem de lucro desejada é 40%, o preço cheio será de R$ 70, com preço mínimo de R$ 55. Você pode oferecer até R$ 15 de desconto sem comprometer a saúde financeira do negócio”, observa.

Preço vivo

Segundo Corrêa, quando o cliente compara preços ou pede redução, é importante destacar diferenciais como qualidade, garantia, atendimento, suporte, entrega e personalização. “Ofereça alternativas, como outros produtos ou condições de pagamento. A negociação pode incluir benefícios, prazos, bônus e brindes, preservando o valor da oferta e evitando disputar clientes apenas pelo menor preço. E lembre-se de atualizar a precificação regularmente. Custos mudam, mercado muda e estratégia muda. Preço não é definitivo, é vivo”, dispara.

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Autor

Eduardo Prestes / Arte: Gean França