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Notícias | 11 de outubro de 2018 - 09:44


Datafolha: Bolsonaro tem 58% dos votos válidos; Haddad, 42%

Pesquisa divulgada com o cenário para o 2º turno mostra ainda o candidato do PSL com 49% dos votos totais, contra 36% do petista

O Datafolha divulgou no início da noite desta quarta-feira (10) a primeira pesquisa do instituto para o segundo turno da corrida presidencial. Os dados apontam Jair Bolsonaro (PSL) com 58% dos votos válidos, contra 42% de Fernando Haddad (PT).
Quando analisado os votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Bolsonaro teve 49% das citações e Haddad foi o candidato escolhido por 36% dos entrevistados.
A quantidade de eleitores que declararam não saber qual dos candidatos vai escolher soma 6%. Já os que vão votar em branco ou anular a escolha são 8%.
Diante dos números revelados pela pesquisa, é possível analisar que ambos os candidatos tiveram um crescimento parecido desde a disputa do último domingo (7), na faixa dos 12 pontos percentuais.
Encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o Datafolha ouviu 3.235 eleitores de 227 municípios nesta quarta-feira (10). O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00214/2018.
Migração dos votos
A pesquisa também questionou os eleitores em quem eles votaram no primeiro turno das Eleições 2018 e constatou que 75% dos eleitores de Ciro Gomes (PDT) têm preferência por Haddad e que 58% dos que escolheram Geraldo Alckmin (PSDB) tem Bolsonaro como opção.
Entre os que votaram em João Amoêdo (Novo), 73% diz preferir o candidato do PSL no segundo turno. Já entre os que votaram em Marina Silva (Rede), 67% afirma que deseja votar no petista no próximo dia 28.
Pouca chance de reviravolta
A jornalista especializada na cobertura de política e economia desde 1993, Vera Magalhães, disse ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, que não vê uma chance de reviravolta nas urnas.
“Eu não vejo chance de reviravolta, e aqui estou sendo bastante realista. Eu sei que os eleitores do Fernando Haddad têm feito clamores pelas redes sociais, mas para que isso fosse revertido, ele precisaria não só obter o apoio dos eleitores dos outros candidatos e dos indecisos em maior medida, porque sabemos que isso não vai 100% para ele. Ele precisaria também provocar uma reversão de votos dos eleitores do deputado Jair Bolsonaro. Mas não vemos essa onda em nenhum lugar, não vemos nenhuma onda de ceticismo entre aqueles que foram seus apoiadores no primeiro turno, pelo contrário, a onda que segue, nas redes, que segue nas ruas, nas conversas, continua sendo esse sentimento anti-PT. Mesmo quem não votou em Bolsonaro no primeiro turno, manifesta algo como: ‘agora não tem jeito, eu não voto no PT de jeito nenhum'”, destacou.
Vera também enfatiza que não é garantia que os eleitores de outros candidatos derrotados no primeiro turno seguirão a orientação dos partidos sobre a indicação de votos. “Acho que esses apoios tendem a ser inóculo na sua maioria. Segundo, acho que essa onda de voto anti-PT ainda é mais forte do que qualquer pregação anti-Bolsonaro, pelo o que ele representaria de riscos à democracia, risco de violência, que é a tentativa que seus adversários têm feito para atingi-lo. Por hora, acho que isso não está sendo suficiente, e a larga vantagem de Bolsonaro na pesquisa mostra que não foi eficaz até agora. E o segundo turno é uma corrida de tiro curto. Não existe registro na história dos segundos turnos brasileiros de virada, mesmo quando a coisa estava mais próxima, como por exemplo no caso do Aécio Neves e da Dilma. Ele chegou perto dela, mas não operou essa virada em nenhum momento”, concluiu.
 


  • R7 / Fotos: Ricardo Moraes/Washington Alves/Reuters - 5.10.2018 



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