“Cuspiram em mim e jogaram o dinheiro na minha cara”

Paloma Gouvêa se envolveu com mulheres e foi garota de programa, mas teve a vida transformada ao conhecer a Deus

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A jovem Paloma Gomes Gouvêa tem 23 anos e trabalha com administração financeira. Ela nasceu em Porto Alegre (RS), mas, aos dois anos, se mudou com os pais para Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Paloma conta que via muita agressão verbal e física entre seus pais.

“Cresci com aquilo me ferindo. Quando tinha quatro anos, meus pais se separaram e fui morar com a minha mãe em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense”, diz.

Quando sua mãe saía para trabalhar, Paloma ficava sozinha em casa. “Com seis anos, sofri abuso por parte de uma pessoa próxima. Desde pequena, eu bebia e fumava escondido. Com 11 anos, uma amiga de escola me ensinou a ver pornografia. Eu também via a minha mãe e minha irmã mais velha tendo relações sexuais com seus parceiros e já me masturbava”, revela.

Aos 12 anos, Paloma conheceu o primeiro namorado. “Ele era legal comigo, mas eu o traí. Quando ele me pediu uma prova de amor, entreguei minha virgindade. Quando o relacionamento acabou, eu já fumava maconha. Vivia mais na rua do que em casa, mas não tinha dinheiro para sustentar as festas e os vícios, até que uma amiga me convidou para ser garota de programa”, lembra.

Paloma teve o primeiro cliente com 14 anos. “Eu me maquiava e passava por maior de idade, dançava em pole dance com outras mulheres nuas e fazia sete programas por noite. Uma vez, saí com cinco homens juntos, mas não foi como eu esperava. Eles estavam bêbados e drogados e me bateram, cuspiram em mim e jogaram o dinheiro na minha cara. Eles falaram que eu era um lixo. Fui embora muito machucada fisicamente e sentia um vazio interno enorme”, conta.

Depois, Paloma acabou se envolvendo com uma jovem. “Ficamos juntas por dois anos e nosso plano era nos casarmos. Quando a minha namorada soube que eu me prostituía, depois de ver mensagens trocadas com clientes no meu celular, tudo acabou”, relata.

Paloma explica que era muito complexada. “Eu era rejeitada por toda a minha família. Ficava me perguntando se estava com HIV ou grávida. Minha mãe chegou a me levar a uma psicóloga que chorou por tudo o que eu contei e disse que não tinha como me ajudar. Eu só pensava em me matar”, relembra.

Depois de muito tempo, a mãe de Paloma passou a ir à Universal e a convidou para participar de uma reunião. “Minha mãe estava diferente. Não gritava nem brigava e não usava as emoções para resolver os problemas. Na Igreja, manifestei com espíritos, depois recebi direções, obedeci a Deus e O conheci de verdade. Quando percebi, estava rindo e chorando ao mesmo tempo, com uma segurança que nunca tinha conseguido encontrar antes. Tive certeza de que Deus estava perto de mim.”

Em razão de sua experiência, Paloma aconselha a quem está passando por problemas parecidos a dar uma chance a Deus: “é só dar o primeiro passo, que é ouviLo, e ter interesse de mudar, porque ainda não é o fim. Hoje não sou mais viciada, não me prostituo, não me envolvo com mulheres nem tenho mais complexos. Sou casada há um ano e cinco meses e muito feliz com meu marido. Sei que só precisamos crer para que a mudança aconteça”, avalia.

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Autor

Eduardo Prestes / Fotos: Cedidas