COVID-19: prostitutas e garotos de programa recebem ajuda humanitária

Voluntários circulam ruas de SP distribuindo álcool em gel, máscaras e cestas básicas a quem vive da prostituição

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Tendo a prostituição como a única fonte de renda, garotas de programa e travestis não conseguem obedecer à quarentena e ficam expostos ao risco de contágio pela COVID-19. Com o objetivo de ajudar na prevenção da doença, o EVG Night – programa social da Igreja Universal do Reino de Deus – incrementou as visitas a pontos específicos de meretrício, em todo Brasil, para prestar assistência social ao grupo.

Kits com álcool em gel e máscara são distribuídos todas as sextas-feiras pelos voluntários do programa social. Além disso, desde o início da quarentena, cerca de mil cestas básicas foram entregues para prostitutas que enfrentam maior dificuldade financeira.

“Sem recursos nesta época de pandemia, muitas têm visto na prostituição a única forma de tirar o sustento e de saída para os problemas. Nos mobilizamos para ajudar porque entendemos a importância e a necessidade de um amparo social para elas neste momento”, explica Francisco de Assis Pedrosa Júnior, responsável pelo EVG Night.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apontam que 90% da população trans tem a prostituição como fonte de renda.

 Realidade difícil

Na cidade de São Paulo, o EVG Night realiza, todas as sextas-feiras, o trabalho social nos bairros Indianópolis, Santana e Barra Funda.

Uma voluntária, que preferiu não se identificar, foi uma das pessoas ajudadas pelo grupo quando atuava como garota de programa no bairro de Indianópolis. Ela viveu durante 1 ano e meio no mundo da prostituição e afirma “foi a pior época da minha vida”.

“Eu estava em uma situação complicada, vivendo em um lugar que não era apropriado e minha vida estava em risco. Infelizmente, a sociedade não olha com preocupação e, sim, descaso. Mas, através dos integrantes da EVG Night, recebi a oportunidade que ninguém havia me oferecido: de mudar de vida. Eles me ajudaram a conseguir um emprego que me proporcionou muitos aprendizados e uma moradia adequada”, relata a voluntária.

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Colaborador

UNIcom