Corpo de Cristo e Igreja: por que ninguém vive a fé sozinho

Reunião no Templo de Salomão explica o papel da Igreja na vida cristã e por que congregar é uma decisão espiritual, não um costume religioso

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Fazer parte do Corpo de Cristo vai muito além de frequentar cultos ou se identificar como cristão. Durante a reunião desta quarta-feira (14), no Templo de Salomão, o Bispo Adilson Silva explicou que a fé cristã não foi projetada para ser vivida de forma isolada — e que a Igreja tem um papel fundamental no fortalecimento espiritual, especialmente nos tempos atuais.

A mensagem trouxe um alerta direto para uma realidade cada vez mais comum: pessoas que se afastam da congregação acreditando que podem manter a fé sozinhas. Segundo o Bispo, essa ideia não é nova — mas continua sendo um engano espiritual.

O que significa, na prática, fazer parte do Corpo de Cristo

“Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.”

Hebreus 10:24-25

A partir desse trecho, o Bispo destacou quatro lições práticas sobre o que significa, de fato, ser Igreja — o Corpo de Cristo.

1. Ninguém é Igreja sozinho

A primeira lição do texto bíblico é clara: “consideremo-nos uns aos outros”. De acordo com o Bispo, isso revela que a fé cristã é coletiva. “Jesus não disse ‘onde estiver uma pessoa’. Ele disse ‘onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome’. Ninguém sozinho é Igreja.”

Ele explicou que a Igreja é o Corpo de Cristo, onde Jesus é a cabeça e cada cristão é um membro. Assim como no corpo humano, nenhuma parte funciona de forma independente. “O braço precisa da mão, os pés precisam das pernas. Se um dedo dói, o corpo inteiro sente. Assim somos nós no Corpo de Cristo.”

Na prática:

Ser parte do Corpo de Cristo exige convivência, humildade e reconhecimento de que ninguém é autossuficiente espiritualmente.

2. A Igreja existe para estimular a fé, o amor e as boas obras

O segundo ensinamento do texto é o estímulo mútuo: “para nos estimularmos ao amor e às boas obras”.

Segundo o Bispo, é na convivência da Igreja que a fé é renovada: “Quando você se reúne com pessoas da fé, você é estimulado. Um anima o outro, um levanta o outro.”

Ele destacou que testemunhos, propósitos e orações em conjunto despertam a fé de quem está enfrentando lutas. “Às vezes, você está passando por algo difícil e ouve alguém contar um testemunho exatamente sobre aquilo. Isso reacende a fé.”

Na prática:

Congregar não é obrigação religiosa, mas uma fonte de fortalecimento espiritual constante.

3. Abandonar a congregação é um risco espiritual

O texto bíblico também alerta: “não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns”. O Bispo observou que, desde a Igreja primitiva, já existiam pessoas que defendiam que congregar não era necessário. “Hoje isso aparece com força na internet. Muitos dizem: ‘Eu sou a igreja’, ‘não preciso ir ao templo’.”

Embora Deus ouça a oração em qualquer lugar, ele ensinou que isso não substitui a vida em comunhão. “É engano pensar que se pode viver a fé isolado. A Igreja é a oficina espiritual onde somos ajustados.”

Na prática:

Quem abandona a congregação se torna espiritualmente vulnerável.

4. Quanto mais o fim se aproxima, mais firmes devemos estar

O último alerta de Hebreus é direto: “tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia”, referindo-se à volta de Jesus.

O Bispo Adilson relacionou esse alerta aos sinais atuais:

  • Guerras e rumores de guerras
  • Multiplicação do conhecimento e da ciência
  • Avanços tecnológicos acelerados
  • Cumprimento visível das profecias bíblicas (Mateus 24; Daniel 12:4)

“Nunca vimos as profecias se cumprirem de forma tão clara. Por isso, não é hora de retroceder, de esmorecer, é hora de se fortalecer. O cerco está apertando, mas é olhando para Jesus que permanecemos firmes”, pontuou.

Em resumo:

  • Pare de tratar a Igreja como algo opcional
  • Retome a constância na congregação
  • Se envolva espiritualmente, não apenas assista
  • Rejeite a ideia de viver a fé de forma isolada
  • Fortaleça o compromisso com Deus e com o Corpo de Cristo

Fazer parte do Corpo de Cristo significa viver a fé em comunhão, com responsabilidade espiritual, perseverança e compromisso. Até porque, Igreja não é um prédio — é o lugar onde Deus nos fortalece por meio uns dos outros.

Participe:

Dessa forma, durante o mês de janeiro as reuniões de quarta-feira abordarão este tema, o Corpo de Cristo. Participe dos encontros que acontecem no Templo de Salomão às 20h.

Além disso, você também pode ir à Universal mais próxima de sua casa. Clique aqui para encontrar endereços e horários.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: iStock - Reprodução