Como a infância afeta a vida amorosa e o que fazer para mudar

Entenda como as experiências do passado moldam seus relacionamentos e o papel do autoconhecimento para mudar padrões de comportamento

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A infância afeta a vida amorosa — e muitas vezes invisível — na forma como uma pessoa se comporta nos relacionamentos. Traumas, exemplos familiares e experiências vividas moldam atitudes, reações e expectativas, tanto para solteiros quanto para casados. O desafio não está apenas no que aconteceu, mas em como e quanto isso ainda influencia o presente.

Veja o que a Bíblia diz:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6)

Isso mostra que os caminhos aprendidos na infância tendem a ser repetidos ao longo da vida — sejam bons ou ruins.

O problema começa quando a pessoa:

  • Não reconhece esses padrões
  • Repete comportamentos automaticamente
  • Acredita que “é assim mesmo” e não pode mudar

Solteiros: padrões que você já carrega

Mesmo antes do casamento, muitos comportamentos já estão formados.

Exemplos comuns:

  • Dificuldade de demonstrar afeto
  • Medo de abandono ou rejeição
  • Tendência a se fechar emocionalmente
  • Escolha de parceiros com padrões semelhantes aos vividos na infância

O risco: entrar em um relacionamento já carregando expectativas e reações que vêm do passado — e não da realidade atual.

Casados: conflitos que têm raiz na infância

No casamento, esses padrões ficam ainda mais evidentes. Durante a última palestra da Terapia do Amor (9), o Bispo Renato Cardoso explicou como experiências da infância influenciaram diretamente seu comportamento dentro da relação:

“Cresci em um ambiente onde faltava diálogo. Quando havia problemas, o silêncio predominava. Sem perceber, levei isso para o meu casamento. Diante dos conflitos, eu me fechava, não sabia me comunicar. Ao mesmo tempo, aprendi a valorizar o trabalho acima de tudo, e isso me fez negligenciar o relacionamento. Só mais tarde entendi que aquele comportamento não era uma escolha consciente, mas um reflexo do que vivi.”

Já Cristiane destaca o contraste entre realidades diferentes: “Eu cresci em uma família estruturada, com carinho, atenção e diálogo. Quando me casei, esperava viver o mesmo padrão. Mas meu marido tinha outra referência. Demorei para entender que ele não agia assim por maldade, mas porque era o que ele aprendeu. E eu também precisei reconhecer que minha visão de casamento estava baseada na minha própria experiência, não em uma verdade absoluta.”

O resultado:

  • Expectativas diferentes
  • Frustrações constantes
  • Dificuldade de entendimento
  • Conflitos repetitivos

O erro mais comum: culpar sem resolver

Um dos maiores perigos é identificar a origem do problema e parar aí. Sobre isso, Cristiane faz um alerta importante:

“Quando a pessoa descobre que age de determinada forma por causa da infância, muitas vezes ela passa a culpar os pais ou o passado. Mas isso não resolve. O foco precisa estar em mudar a si mesma, não em encontrar culpados. Enquanto a pessoa se vê como vítima, ela não avança.”

A boa notícia: é possível mudar

A Bíblia apresenta a solução para romper esses padrões:

“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7)

“Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3)

Renato explica esse processo de transformação: “O novo nascimento representa uma nova formação interior. A pessoa reconhece que foi moldada por experiências e pensamentos que muitas vezes a prejudicam, e decide aprender novamente — como uma criança. Essa humildade permite que Deus transforme a mente, os sentimentos e as atitudes, criando, finalmente, uma nova base para a vida.”

Exercício prático: olhar para si mesmo

Por fim, o principal ensinamento da palestra é o autoconhecimento.

Perguntas essenciais:

  • Quais comportamentos eu tenho que me prejudicam nos relacionamentos?
  • De onde isso pode ter vindo?
  • O que eu aprendi na infância sobre amor, casamento e convivência?
  • O objetivo não é julgar o passado, mas identificar padrões para transformá-los.

Participe:

A Terapia do Amor acontece todas as quintas-feiras, nos seguintes horários e locais:

  • Catedral do Brás (Av. Celso Garcia, 499) – às 7h, 10h, 12h e 15h.
  • Templo de Salomão (Av. Celso Garcia, 605) – às 20h

Mas, para saber os horários e endereços em outras localidades, clique aqui.

Além disso, se você precisa de aconselhamento, a partir das 18h, toda a equipe de pastores e suas respectivas esposas estarão no hall do Templo de Salomão atendendo a todos que precisam de uma direção para o relacionamento.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: iStock - Reprodução