“Com 15 anos comecei a me automutilar”

Graziela Morais teve depressão na infância e na adolescência. Saiba como ela mudou a sua história

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A estilista de moda Graziela Morais, de 22 anos, sofreu durante muito tempo por causa de traumas do passado que desencadeavam problemas internos e medos. “Tive uma infância muito conturbada. Meu pai vivia uma vida dupla. Além da nossa família, ele tinha outras mulheres e outros filhos, o que causava muitas brigas em casa”, explica.

Com as dificuldades familiares, Graziela conta que desenvolveu depressão quando ainda era criança. “Aos seis anos tentei o suicídio pela primeira vez. A depressão me acompanhou desde a infância. Eu ouvia vozes que diziam para que eu me matasse e aos meus irmãos. As brigas constantes em casa só alimentavam os pensamentos de morte”, diz.

“Com 15 anos comecei  a me automutilar”

Graziela afirma que seu sofrimento aumentava ano após ano e tudo piorou com a chegada à adolescência. “Com 15 anos comecei a me automutilar, uma prática que logo se tornou um vício. Era difícil ficar na escola escondendo os braços, então comecei a cortar outras partes do corpo. Na mesma época tive anorexia e tive muitas noites de insônia. Cheguei a ficar cinco dias seguidos sem dormir”, relembra.

Ela destaca que seus complexos pareciam cada vez maiores. “Além de ver vultos, às vezes eu chorava por nada, sentia uma tristeza que não sabia de onde vinha. Quem olhava de fora para a minha família achava que tínhamos uma vida perfeita, mas só nós sabíamos o inferno em que vivíamos.”

Aos 18 anos, Graziela revela que chegou ao fundo do poço, quando, sentindo-se cansada de tudo o que vivia, decidiu colocar um ponto final em sua história. “Decidi que iria cometer suicídio. Fiz uma lista de coisas para fazer antes de morrer. Quando chegou o dia que marquei, já estava tudo preparado.”

“Com 15 anos comecei  a me automutilar”

Porém, no momento em que pretendia tirar a própria vida, ela relata que se lembrou de algumas vezes em que seu pai a havia levado à Igreja Universal e decidiu ir a uma reunião antes. “Não acreditava em Deus e odiava o Bispo Macedo, mas decidi ir à Igreja como mais uma das coisas que eu iria fazer antes de morrer. No dia que eu fui estava acontecendo a reunião da FJU (Força Jovem Universal) e, a partir daquele dia, Deus me separou”, salienta ela, que naquele instante se sentiu protegida por Deus. Também era época de Fogueira Santa de Israel e ela decidiu se entregar completamente a Deus.

Hoje ela está com sua vida e seu interior transformados. “Ele me deu vida, porque eu não tinha. E não só vida, mas vida com abundância!

Hoje sou feliz e tenho o Espírito Santo. Minha família foi restaurada e não me falta nada, graças a Deus”, completa.

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Autor

Camila Teodoro / Fotos: Arquivo Pessoal