Brasil gera 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano

Descubra como fazer o descarte corretamente e proteger sua saúde e o meio ambiente

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Mais de 62 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram geradas no mundo em 2022, segundo o Global E-waste Monitor 2024. O Brasil é um dos maiores produtores, com 2,4 milhões de toneladas anuais. Parte desse volume ainda é descartada de forma inadequada e vai para aterros ou lixões, o que gera diversas consequências ambientais e para a saúde. Muitos não sabem diferenciá-lo do lixo comum ou têm dificuldade para descartá-lo nos locais adequados.

Descarte inadequado

Para o engenheiro ambiental Fernando Rodrigues, especialista em logística reversa e gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree), descartar os eletroeletrônicos no lixo comum impede a reciclagem. “Outros erros são entregá-los para sucateiros informais, que desmontam produtos sem a estrutura adequada, ou abandonar produtos em calçadas, terrenos baldios ou pontos de entulho, o que pode causar a contaminação do solo e da água”, afirma.

Diferença

Ele diz que é preciso saber diferenciar o lixo eletrônico do comum antes do descarte. “Resíduo eletroeletrônico é qualquer aparelho ou acessório sem utilidade ou quebrado, seja por obsolescência, seja por falta de peças ou desuso. Entre eles se incluem desde itens pequenos, como celulares, fones, carregadores, cabos e tablets, até grandes, como geladeiras, TVs, fogões, máquinas de lavar e micro-ondas, além de componentes internos, como placas e fontes de energia”, esclarece.

Pontos de recebimento

É simples encontrar os locais certos de descarte, segundo Rodrigues: “A Abree mantém uma rede com mais de 4,2 mil pontos localizados em mais de 1,3 mil municípios brasileiros, em lojas de varejo, redes de supermercados, assistências técnicas e estabelecimentos parceiros. Os consumidores podem localizar o ponto de recebimento mais próximo no site da Abree, informando o CEP, além de consultar a lista completa de produtos”. Leia mais no quadro ao lado.

Seguro e gratuito

Rodrigues explica que os produtos recebidos seguem para transportadoras credenciadas e recicladores especializados e são desmontados, separados e destinados conforme as normas ambientais. “É um processo seguro e gratuito para o consumidor. Quanto mais consumidores aderirem ao descarte adequado, maior será o índice de materiais reciclados e menor será o impacto ambiental”, conclui.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Arte: Gean França