“As pessoas falavam que eles iam pegar tudo que era meu”

A vida de Cleusa Cruz estava destruída e só mudou depois que ela deixou seus preconceitos de lado. Saiba mais

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Cleusa Cruz, de 43 anos, formada em marketing, não gostava da Universal nem do Bispo Edir Macedo. Ela sempre passava bem longe da Igreja, pois sempre via nos noticiários a informação de que era um lugar que pegava o dinheiro das pessoas. Familiares também afirmavam que a Igreja roubava.

Quando alguém tentava lhe entregar um exemplar do jornal ou uma rosa, ela atravessava a rua. “Eu tinha medo, porque as pessoas falavam que eles iam pegar tudo que era meu. O engraçado é que, na época, eu nem tinha nada e pensava assim.”

Cleusa tinha depressão e problemas financeiros. Convivia com pessoas que tinham boas condições financeiras e mantinha as aparências fazendo empréstimos no banco, mas as dívidas viraram uma bola de neve.

“Eu sentia muita vontade de morrer, me sentia muito triste e tinha depressão. Eu me olhava no espelho e me sentia feia”, conta Cleusa.

Ela chegou a pedir dinheiro emprestado para o próprio pai, pois não tinha mais como pagar a faculdade. Ele não emprestou e disse a ela que o esquecesse, caso o motivo das ligações fosse dinheiro. “Fiquei sem chão, pois eu achava que tinha alguém com quem pudesse contar.”

Cleusa ligou para uma amiga e falou dos seus problemas. Ela a orientou a ir à Universal. “Ela me disse: ‘eu não posso dar dinheiro a você, mas conheço um Deus que pode mudar sua vida.’ A Universal foi a última porta que eu tinha para buscar ajuda.”

Ela deixou o preconceito de lado e foi para a Igreja. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e as demais coisas lhe serão acrescentadas.” (Mateus 6.33). Essa passagem a tocou e a fez buscar a paz interior que não tinha. As pessoas passaram a perceber a diferença em seu semblante. “Eu vi que a Universal era um lugar diferente. Já tinha frequentado a Igreja Católica, centros espíritas, macumba, mas nada se compara à Casa de Deus.” Cleusa foi acolhida, orientada e acompanhada por muito tempo. “Ninguém me obrigou a nada. Eu fazia tudo porque eu queria. Cada dia eu estava mais feliz.”

Ela não tem mais dívidas, tem casa própria, carro e um trabalho abençoado. “Posso dizer que eu nasci de Deus. Sou outra pessoa”, diz.

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Autor

Kaline Tascin / Foto: Reprodução