As duas faces da insegurança
Entenda o lado obscuro de um problema tão comum e o que fazer para vencê-lo
A frase “quem sou eu para ter tal coisa?”, vista por muitas pessoas como um sinal de humildade, revela, na verdade, só uma das duas faces da insegurança. O assunto foi tema do Godllywood Autoajuda realizado no último sábado do mês de março, dia 27, e transmitido pela internet diretamente do Templo de Salomão, em São Paulo.
No início do encontro, Cristiane Cardoso explicou que, por ser uma fraqueza comum no universo feminino, a insegurança é vista como uma simples deficiência. Segundo ela, a pessoa insegura acha que, como não pode mudar isso, o jeito é aprender a conviver com suas inseguranças e as justifica alegando tudo o que já viveu de ruim na vida. É quando ela expõe a primeira face da insegurança:
a vitimização.
Porém, ao ver outras pessoas conquistando o que ela não tem, a pessoa insegura começa a ter comportamentos que revelam outra face do problema: a vilania. A inveja e a cobiça fazem parte de suas reações e, assim, ela passa a procurar erros nas outras pessoas para se sentir melhor consigo mesma – e o pior é que, secretamente, até torce para que percam o que têm. Como a mulher insegura lida com este lado mau? Vitimizando-se, disse Cristiane. “Ela se justifica com tudo o que já passou. E, quando a pessoa justifica, se colocando como vítima, ela não faz nada a respeito da insegurança.”
O que muitas pessoas não entendem é de onde vem a insegurança e como ela configura um pecado. A insegurança é medo. Medo é falta de Fé, ou seja, é uma incredulidade. Por isso que, quando uma pessoa é insegura, na verdade ela não crê. “A incredulidade é o maior pecado que existe. Quando você não crê, está rejeitando a Deus”, alertou Cristiane.
Por essa razão, a única maneira de resolver a insegurança é por meio da Fé e ela é materializada quando a pessoa crê. “Crer é entregar. É entregar a sua vida, seus medos, suas paixões e a obsessão por alguma coisa que você tenha na vida. Crer é aceitar e não resistir à Palavra de Deus. É confiar que você não vai ter mais controle de sua vida – e, diga-se de passagem, você nunca teve. É entregar a sua vontade, os seus sonhos e confiar, pois está escrito que a vontade de Deus é perfeita e agradável.” Também é importante entregar o passado e não usá-lo como credencial para não ser julgada. “Ao parar de ser vítima, você vence a insegurança”, afirmou Cristiane.
Eu venci
A atendente Michelle de Oliveira, de 31 anos, acompanhou o encontro virtualmente, pois um decreto em vigor em São Paulo proibiu eventos coletivos presenciais por causa da pandemia.
Ela revela que hoje é fácil falar de insegurança porque ela venceu este problema. E foi justamente em outras reuniões do Godllywood que ela descobriu que era assim. Ela conta que conviveu com a insegurança por um tempo até que, ao perder o controle em uma situação, entendeu o mal por trás daquele comportamento. “No fundo eu tinha medo, me importava com que as pessoas iriam pensar de mim, não me via capaz. E, enquanto isso, eu via todos ao meu redor se desenvolvendo e minha vida estagnada. Quando coloquei tudo que estava dentro de mim diante de Deus, o Único que poderia transformar aquela situação, eu venci aquela insegurança”, disse. Por isso, Michelle valoriza todos os eventos do Godllywood: “a cada reunião eu consigo me enxergar. É como um espelho que reflete o que está dentro de mim”, concluiu.
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