Após uma cirurgia simples, um diagnóstico

Em um procedimento de rotina, Valquíria Carvalho se viu diante de um câncer raro e dias de incerteza

Imagem de capa - Após uma cirurgia simples, um diagnóstico

Valquíria Garcez Carvalho, de 52 anos, é gestora pública, mora em São Paulo e está na Universal há 41 anos. Casada com o administrador Eduardo Carvalho, ela enfrentou, ao lado do marido, uma situação muito difícil em 2021.

“Eu estava na academia quando tive um desconforto abdominal. Mesmo sem sinais intensos de gravidade, decidi procurar o pronto-socorro, pois estávamos em plena pandemia de covid-19 e tive febre à tarde. Os exames apontaram uma apendicite aguda. Fui internada imediatamente para ser operada no dia seguinte. Mesmo surpresa, enfrentamos a situação com tranquilidade e confiança em Deus, pois já participávamos da Corrente dos 70”, conta.

Evento aleatório

A cirurgia ocorreu com sucesso e, após dois dias, Valquíria recebeu alta, acreditando que o pior já havia passado. “Durante a recuperação em casa, o hospital tentou entrar em contato, mas, como meu celular estava no conserto, não conseguiram. Somente 30 dias após a alta, quando fui fazer o acompanhamento pós-operatório, descobri que meu prontuário estava marcado para a oncologia. No material retirado na cirurgia foi diagnosticado um adenocarcinoma tubular no apêndice, um tipo de câncer raro que afeta apenas 0,2% da população e não tem causa genética aparente, sendo considerado um evento ‘aleatório’ pelos médicos”, relata.

O que é o adenocarcinoma tubular do apêndice?

É um tipo raro de tumor maligno que se desenvolve a partir das glândulas que revestem a mucosa do apêndice. Seus sintomas costumam ser indistinguíveis dos de uma apendicite aguda, como dor no lado inferior direito do abdômen.

Geralmente, é diagnosticado de forma incidental, após uma cirurgia por suspeita de apendicite aguda ou em exames de imagem que identificam uma massa na região.

O tratamento principal consiste na remoção do apêndice e, em muitos casos, também de parte do intestino grosso, a fim de garantir a retirada de linfonodos e possíveis metástases locais, especialmente quando o tumor apresenta caráter invasivo.

Fontes: Hospital Universitário Alzira Velano; Ministério da Saúde

Choque inicial

A notícia trouxe choque e medo inicial para Valquíria e seu marido. “O médico explicou que o câncer comprometia o resultado da primeira cirurgia, sendo necessária uma nova intervenção apenas dois meses depois da operação inicial. Apesar do impacto emocional, o susto deu lugar a uma paz profunda. Eu me sentia amparada pela fé, convicta de que Deus estava conduzindo cada etapa, e decidi enfrentar o novo desafio com serenidade.”

Pós-operatório difícil

A segunda cirurgia ocorreu conforme o planejado e também foi bem-sucedida. “O problema é que o pós-operatório foi extremamente severo. Tive fraqueza intensa, não conseguia me alimentar e apresentava vômitos constantes de bile verde, que causavam dor e queimadura interna. Os médicos alertaram que, se o quadro não melhorasse, seria necessário o uso de sonda e o prolongamento da internação. Mesmo debilitada, mantive a fé e, no hospital, acompanhava as transmissões das reuniões da igreja pelo celular e orava”, relata.

Melhora espantosa

Diante das dificuldades, Valquíria decidiu fazer um voto com Deus ao assistir a uma reunião. Após uma madrugada difícil, marcada por mal-estar intenso, ocorreu uma virada inesperada: “Na quinta-feira, apresentei uma melhora espantosa, consegui me alimentar e, no dia seguinte, recebi alta médica, surpreendendo até a equipe de saúde. Posteriormente, o resultado da biópsia da segunda cirurgia confirmou a notícia que tanto aguardávamos: não havia qualquer foco cancerígeno no material retirado e o tumor havia desaparecido completamente do meu corpo”, conta.

Resposta Divina

Valquíria atribui sua cura à fé inabalável. “Foi a resposta de Deus ao meu clamor. Estou totalmente curada e deixo uma mensagem para quem passa por algo semelhante: não desista, mesmo quando tudo parece dar errado, pois Deus não falha. Volte-se urgentemente para a fé. O poder da Palavra de Deus anula a agonia, o medo, a tristeza, o perigo da morte, e oferece sustentação. Busque a Deus e não desista. Lembre-se de que a última palavra é d’Ele e a vitória é certa para quem crê”, conclui.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

Saiba mais

Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.

Folha Universal, informações para a vida!

imagem do author
Colaborador

Eduardo Prestes / Foto: sirawit99/gettyimages e cedidas