Ansiedade: quando o alerta natural se torna sofrimento emocional
Entenda os sinais e os impactos desse transtorno e quais cuidados adotar para ter equilíbrio
Os relatórios World Mental Health Today e Mental Health Atlas 2024, publicados em meados de 2025 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo têm transtornos mentais. Já o relatório Panorama da Saúde Mental, realizado no primeiro semestre de 2024 pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, mostra que 68% dos brasileiros relatam sentimentos de nervosismo, ansiedade e tensão. Apesar desse cenário preocupante, 55,8% dessas pessoas nunca buscaram ajuda profissional para lidar com o problema.
Uma “epidemia” emocional
Para a psicóloga Danielli Prado, o aumento dos casos nos últimos anos, que atinge diferentes faixas etárias e variados contextos sociais, caracteriza, de fato, o problema como uma “epidemia”. Ela cita que essa elevação está relacionada a mudanças no ritmo de vida, insegurança, excesso de estímulos, sobrecarga de informações, pressão por desempenho e dificuldades emocionais acumuladas. “Não se trata de uma epidemia no sentido médico tradicional, mas de um fenômeno social e de saúde emocional que exige atenção”, enfatiza.
Buscar ajuda: uma iniciativa necessária e de coragem
Danielli ressalta ainda que, apesar do alto número de registros, muitas pessoas ainda não encontram espaço de escuta e acolhimento, o que favorece o acúmulo de tensões e o sofrimento emocional. O preconceito em relação a quem sofre com o transtorno e o medo do julgamento seguem como barreiras para que se busque ajuda. “Muitos resistem em procurar apoio psicológico por causa do estigma, da desinformação ou por acreditarem que conseguem ‘dar conta sozinhos’. No entanto buscar ajuda é um ato de coragem e de cuidado com a própria saúde emocional”, conclui.
O apoio espiritual é essencial
O ser humano é formado por corpo, alma e espírito. Por isso, além dos cuidados físicos e emocionais, o apoio espiritual também é essencial. As preocupações fazem parte da vida, mas, quando se tornam excessivas, podem afetar profundamente a pessoa. Nesse aspecto, a fé em Deus atua como uma fonte de equilíbrio e esperança.
A cura para a ansiedade
Somos ensinados, em 1 Pedro 5:7, a lançar sobre Deus toda a ansiedade porque Ele cuida de nós. Na Bíblia Sagrada com Anotações de Fé do Bispo Edir Macedo, lemos o seguinte comentário do Bispo em relação ao versículo citado: “Quem de fato crê lança fora todas as inquietações da alma, e assim, deixa de viver aflito com os problemas do dia a dia ou aterrorizado com o medo do futuro.” Já na reflexão de Mateus 6:34, ele destaca: “Não andeis ansiosos. As preocupações fazem parte do dia a dia do ser humano. Em alguns casos, elas se tornam tão intensas que muitos são levados a fazer tratamentos psicológicos e até psiquiátricos para amenizar a ansiedade. E há quem não consiga viver sem os ansiolíticos ou calmantes, pois se tornaram dependentes desses medicamentos. Mas a confiança em Deus é a cura para toda ansiedade! Ao falar sobre como o Pai Celestial alimenta as aves do céu e veste os lírios do campo, o Senhor Jesus quis trazer segurança e tranquilidade para a nossa alma.”
A fé como alicerce
Vale lembrar que a fé não anula a adoção de cuidados médicos, mas é um alicerce para enfrentar e vencer a ansiedade, pois promove paz e confiança no cuidado de Deus. Saiba mais com a leitura dos quadros ao lado.
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