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Notícias | 15 de julho de 2018 - 03:05


Água engarrafada é segura para a saúde?

Pesquisa mostra que 11 marcas apresentam contaminação por partículas de plástico

Apesar das iniciativas de sustentabilidade adotadas para reduzir o consumo de plástico no mundo, o uso de garrafas de politereftalato de etileno (PET) ainda faz parte da rotina de muitas pessoas. Você sabe quais os riscos que elas podem causar à saúde?

Um estudo feito por Sherri Mason, pesquisadora da Universidade Estadual de Nova York, revelou que 11 marcas de água líderes no mundo estavam contaminadas com partículas de plástico. Foram analisadas 250 garrafas em nove países, incluindo o Brasil. Dentre as marcas estavam Aqua, Evian, Nestlé Pure Life e San Pellegrino.

A análise mostrou que 93% das amostras apresentavam partículas de náilon, tereftalato de polietileno e polipropileno (material das tampinhas). Para cada litro de água era possível encontrar ao menos 10 partículas de plástico de 0,10 milímetro. O dado é preocupante, pois 300 bilhões de litros de água são engarrafados anualmente no mundo.

José Carlos Giordano, professor em segurança alimentar e diretor da JCG Assessoria, explica que o plástico impera cada vez mais no cotidiano. “O PET e o náilon já estão presentes há muito tempo na comida e bebida. Essas resinas a longo prazo podem gerar distúrbios digestivos e câncer.”

Rui Dammenhain, especialista em vigilância sanitária e diretor do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa), reforça que o plástico é toxico para a saúde, pois demora para ser metabolizado pelo corpo. “O acúmulo de plástico no organismo produz também problemas renais graves”, destaca.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) iniciou um estudo em março para avaliar o potencial risco do plástico nos alimentos e na água consumidos ao longo da vida pelas pessoas.

Reutilização

Além da presença de micropartículas de plástico, o reúso de garrafas PET pode tornar o produto um criadouro de bactérias, já que a superfície do recipiente possui microfissuras que facilitam a fixação de micro-organismos, como salmonelas, leveduras, estafilococos e coliformes fecais (agentes de doenças gastrointestinais infecciosas e de distúrbios alimentares.

A situação se agrava quando as garrafas são reutilizadas após contato com a boca. “A saliva tem bactérias e facilita a reprodução delas em questão de minutos”, alerta Dammenhain.

Outro perigo dos recipientes plásticos é a existência do componente químico bisfenol-A (BPA), presente em polímeros, plásticos e resinas. A contaminação por BPA causa uma série de problemas hormonais, tireoidianos, câncer, pode provocar aborto, déficit de atenção e visual e infertilidade, entre outros.

Giordano explica que, no Brasil, o BPA já é banido em alguns utensílios e que o uso de plástico em temperatura ambiente não gera a liberação do componente. Mas, quando o plástico é aquecido no micro-ondas pode liberar o BPA. “Deixar a garrafa ao sol ou armazená-

la em temperaturas elevadas facilitam a formação de BPA.” Ele reforça a importância de ler as letras pequenas dos rótulos, onde as empresas são obrigadas a identificar os componentes do produto. Mantenha-se sempre atento.

Fique alerta!

  • Prefira recipientes de vidro. Além de diminuir a contaminação por bactérias, eles evitam o aumento de resíduos no meio ambiente
  • Não beba água diretamente da garrafa. Use um copo de vidro e, após o uso, higienize-o com detergente para eliminar micro-organismos
  • Não reutilize garrafas de plástico, pois elas são feitas para uso e descarte imediato
  • Tome cuidado com o armazenamento em geladeiras mal higienizadas e com gelo produzido com água não potável
  • Não esquente nem coloque no freezer bebidas ou alimentos acondicionados em embalagens de plástico
  • Descarte recipientes de plástico amassados ou arranhados

    • Por Katherine Rivas / Foto: Fotolia 


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