A violência escondia um vazio que ninguém via

Apesar da carreira na Polícia Militar e da vida aparentemente estável, Nilson Patricio de Faria vivia dominado pela agressividade e por decisões que colocavam tudo a perder

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Em 1988, Nilson Patricio de Faria, hoje com 59 anos, ingressou na Polícia Militar. A realização profissional se somou ao casamento, e a vida parecia caminhar bem. Porém, apesar das conquistas, o atual subtenente da reserva remunerada carregava uma raiva incontrolável. “Esse relacionamento foi marcado por muitas brigas e ciúmes, até que o divórcio aconteceu. A partir daí, comecei a me afundar nas noites, na bebida e nos relacionamentos casuais.”

A violência se tornou a forma que Nilson encontrou para lidar com as frustrações e os traumas que carregava. “Cheguei a fazer academia para poder agredir as pessoas. Em um episódio, deixei de pagar a bebida em um bar só para arrumar confusão. Quando o segurança me abordou, atirei dentro da boate. Quando cheguei em casa e deitei a cabeça no travesseiro, fiquei pensando: ‘Poxa, o que eu fiz?’.”

Outro relacionamento, os mesmos erros

Na tentativa de preencher o vazio que sentia e aliviar a angústia, Nilson decidiu dar uma nova chance ao amor. Após dois meses de relacionamento, descobriu que seria pai. Pouco depois, o namoro se transformou em casamento. “Eu estava endividado, passamos muitas dificuldades e isso gerava brigas. Com dois anos de casados, eu já pensava em deixá-la”, confessa.

Para evitar uma segunda frustração, o subtenente e a esposa, Rosemeire Patricio dos Santos, de 50 anos, buscaram ajuda na religião. Contudo, mesmo seguindo as orientações, a situação piorou. “Até que minha esposa ouviu um programa da Igreja Universal e me convidou para participar de uma reunião”, relata.

Confrontando a si mesmo

Com muito preconceito, Nilson não queria sequer colocar os pés na Universal. “Eu tinha ódio do Bispo Edir Macedo. Minha mãe, inclusive, era da Universal, e eu e meus irmãos sempre fomos muito resistentes. Mas, diante de tudo o que eu estava passando, mesmo sem gostar, eu fui. Na primeira oração, minha mente já mudou. Quando a reunião acabou, eu já não era mais o mesmo. Ali decidi que voltaria.”

O subtenente começou a frequentar as reuniões, participar dos propósitos de fé e a priorizar sua vida espiritual. Em seguida, se batizou nas águas. “Ali ouvi falar sobre o Espírito Santo, e um versículo me despertou: ‘Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo’ (1 João 5:4). Eu sabia que precisava vencer o mundo a partir de mim mesmo, então comecei a buscar o Espírito Santo”, relata.

Nova mente, nova vida

Nilson conta que direcionou todo o seu empenho para buscar o Espírito Santo. “Passei a fazer propósitos de oração, jejuns e me entreguei a Deus por completo. Até que, em uma quarta-feira, Ele desceu sobre mim e, com Ele, veio a certeza de que Deus era comigo. Naquele momento, minha visão se abriu, e eu percebi quanto tempo havia perdido”, relata.

A presença de Deus passou a ser evidente na vida do policial. Falar do Senhor Jesus às pessoas tornou-se algo natural. “A tristeza foi embora, a revolta que eu carregava desapareceu, e a minha vida foi transformada. Hoje estou casado há 30 anos, tenho três filhos e posso ajudar aqueles que passam pelos mesmos problemas que um dia eu enfrentei.”

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Autor

Cinthia Cardoso / Foto: Produção Solo Sagrado Brasília