A falta de perdão adoece a alma e bloqueia a vida espiritual
Confira esta mensagem do Bispo Macedo
Na meditação matinal desta sexta-feira (23), o Bispo Edir Macedo pontuou que o Senhor Jesus fala muito sobre justiça e também sobre injustiça.
Então, o Bispo destacou que existe uma forma de injustiça que se sobrepõe a todas as outras: a falta de perdão. Segundo ele, essa não é apenas uma questão espiritual, mas também de raciocínio. “Perdoar é uma questão de inteligência”, afirmou, explicando que, ao perdoar o outro, a pessoa perdoa a si mesma.
Quando a alma adoece por falta de perdão
A ausência do perdão aprisiona quem guarda a mágoa. Mesmo quando o outro não sabe do ressentimento, quem carrega a ferida sofre. E, por sua vez, a mágoa produz tristeza, amargura, insônia, depressão e outros males espirituais.
“A alma enferma é porque ela não está em paz”, explica, reforçando que a ausência dessa paz nasce da recusa em perdoar.
Segundo o Bispo, não há outro caminho para eliminar rancor, tristeza e angústia, senão o perdão. “O único remédio que há para eliminar esse rancor é o perdão”, afirmou. E acrescenta: quem não perdoa, não é perdoado.
Ele ainda vai além ao afirmar que ofertas feitas a Deus, quando acompanhadas de ressentimento, perdem completamente o valor espiritual. São ofertas “maculadas”, que Deus não aceita. Ele relembra o episódio de Caim e Abel para reforçar que não é o tamanho da oferta, mas a pureza do coração que agrada a Deus.
Então, ele citou a passagem bíblica, quando Jesus fala:
“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” Mateus 5:23-24
E observou que o ensinamento fala que antes de apresentar a oferta no Altar, é necessário reconciliar-se com o irmão. A reconciliação antecede qualquer ato religioso, pois Deus não aceita uma oferta impura.
Perdão não é sentimento, é decisão
Em seguida, o Bispo Macedo alertou que muitas pessoas permanecem por anos na igreja, fazem jejuns, propósitos e orações, mas não avançam espiritualmente porque não perdoaram, e não foram perdoadas. E sem perdão, não há como receber o Espírito Santo.
Então, ressaltou um ponto central deste ensinamento que é a distinção entre sentimento e decisão.
“O perdão que Deus quer que você dê à pessoa não é do coração, do sentimento, é o perdão intelectual, racional, inteligente”, afirmou.
Perdoar, portanto, é um ato de obediência à Palavra de Deus, uma atitude de fé, e não uma resposta emocional, pois o coração é enganoso, cruel e incontrolável. Por isso, mesmo quando o sentimento resiste, a decisão consciente de perdoar agrada a Deus.
A fé racional e o uso da Palavra
Nesse ínterim, o Bispo também compartilhou, por meio de uma experiência pessoal, que a fé precisa ser guiada pela Palavra, e não pelo desejo do coração. Ele relatou como insistiu em algo que agradava ao seu querer, usando até promessas bíblicas, e quase colocou sua salvação em risco.
“Deus é sabedoria, é Palavra, é o Verbo que se fez carne, é pensamento. Deus não é emoção, não é alma”, afirmou ao ressaltar que a fé deve ser exercida com consciência e responsabilidade. “A gente tem que usar a cabeça para agir a fé”, disse.
Um chamado à decisão consciente
Por fim, o que se pode refletir a partir da meditação é que quem escolhe não perdoar acaba colhendo os frutos da maldição que lança contra si mesmo. Por outro lado, o perdão rompe as correntes do inferno.
O texto conclui com um convite à reflexão e à decisão racional: entregar a mente a Deus, escolher o perdão e agir segundo a verdade. “O Espírito Santo vem para nos guiar em toda a verdade, não em toda emoção”, comentou o Bispo.
Perdoar é possível para todos. E quem perdoa, é perdoado. A partir dessa escolha, abre-se o caminho para uma vida espiritual plena, guiada pela verdade e pela presença de Deus.
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