39 anos ajudando a quem precisa
No aniversário da Universal, mostramos o trabalho que a instituição realiza e que vai muito além dos templos. Confira
Quem observa a imponência do Templo de Salomão, em São Paulo, pode ter a falsa impressão de que as atividades da Universal estão concentradas apenas em reuniões em espaços para muitas pessoas. É certo que os 100 mil metros quadrados de área do local impressionam, assim como os outros milhares de templos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Mas o trabalho evangelístico não é realizado apenas em grandes cidades.
A trajetória de 39 anos da Universal, comemorados em julho, também passa por lugares quase invisíveis. São estradas de terra, comunidades sem infraestrutura, populações ribeirinhas quase isoladas, presídios, asilos, hospitais e bairros atingidos por catástrofes. É nesses locais que atuam cerca de 220 mil voluntários, divididos em diferentes grupos.
Nos últimos seis meses, foram 7,5 mil ações com pessoas em situação de rua, 3,7 mil atividades em comunidades, 13 mil hospitais visitados e 54 mil reuniões feitas em residências, além do trabalho diário em presídios, visitas a cemitérios e eventos para idosos. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram impactadas em todo o País.
Além de levar apoio espiritual, os grupos doaram milhares de cestas básicas, água potável, refeições prontas, roupas, brinquedos e material de higiene pessoal. As ações também incluíram serviços de corte de cabelo, manicure, massoterapia, aferição de pressão arterial e glicemia, cursos, auxílio de assistentes sociais, orientação jurídica, diversão para crianças, música, atendimento médico, odontológico, nutricional e psicológico.
O que move o trabalho
O bispo Alessandro Paschoall, responsável pela Evangelização da Universal no Brasil, explica que o trabalho dos voluntários é movido pela fé. “O significado do trabalho é seguir o que Jesus ensinou, que é partir o pão e amar ao próximo como a si mesmo. Quem nasce de Deus tem esse espírito de levar palavras de fé, apoio e orientação aos que estão sofrendo”, diz.
Ele revela que o grupo Anjos da Madrugada, que oferece auxílio a pessoas em situação de rua às sextas-feiras, distribuiu 130 toneladas de alimentos e 52 mil litros de café em todo o Brasil só neste ano. Já o grupo A Gente da Comunidade, que promove a cidadania em comunidades sem infraestrutura, levou apoio a 351 mil pessoas em 2016.
O bispo ainda destaca o batismo de 4,8 mil pessoas em leitos de hospitais e os dois novos projetos de evangelização da Universal. “Temos o trabalho do Consolador, um projeto novo em que vamos a cemitérios e oferecemos assistência a pessoas que perderam um familiar. E o projeto mais recente é o Núcleo no Lar, em que os voluntários vão a residências e realizam orações”, diz ele, que também atuou em grupos de evangelização na década de 1990.
Transformação
O amazonense Marcelo Rabelo, de 48 anos, atua há sete anos como voluntário e já passou por diversos grupos. A transformação na vida das pessoas beneficiadas é seu grande incentivo. “Nosso objetivo é ajudar, independentemente de a pessoa ser ou não da Universal. Esse trabalho é como um chamado de Deus, o que recebemos de graça nós também queremos dar. Levamos o amor de Jesus às pessoas”, afirma.
Calil Barroso de Lima, de 43 anos, (foto ao lado) saiu das ruas após o apoio de voluntários da Universal em Manaus (AM). Ele havia passado 10 anos seguidos dormindo em calçadas, além de 20 anos entre idas e vindas de albergues. “Eles não me olharam como um morador de rua, mas como uma pessoa que precisava de ajuda. Eu me senti um ser humano. Passei a frequentar as reuniões, vi mudanças em minha vida e me libertei dos vícios”, diz. Hoje, Calil tem um trabalho e dedica parte de seu tempo ao voluntariado.
Reconhecimento
Nos presídios, a atuação dos voluntários da Universal ajuda a reduzir conflitos, melhora a qualidade de vida e valoriza o potencial humano. É o que explica a diretora substituta Patrícia Apda Gonçalves de Andrade, da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto (SP). No local, a Universal nos Presídios promoveu uma ação que contou com serviços gratuitos de psiquiatras, psicólogos, ginecologistas, enfermeiros e advogados.
Outra atividade destacada pela diretora são os cursos de fabricação de bonecas e pintura em tecido. Eles são oferecidos a mulheres sentenciadas em Medida Preventiva de Seguro Pessoal, situação em que elas são mantidas sem convívio com as demais sentenciadas. A diretora conta que o abandono familiar e a ociosidade geravam depressão e conflitos entre as presas. “Após o início da ação, a disciplina melhorou 100%, sendo observada a melhoria na autoestima dessas mulheres. Algumas delas resgataram a esperança e a maioria deseja obter autonomia financeira através de seus artesanatos”, avalia Patrícia.
Durante um café da manhã para familiares de presos feito na porta da Penitenciária de Alcaçuz, a maior unidade prisional do Rio Grande do Norte, o diretor do local, Ivo Freire, também elogiou a atuação da Universal. “Esse trabalho é bastante importante porque o apoio ao familiar é sempre um apoio a quem está atrás das grades. É importante para quem quer mudar o rumo da vida e ir para um caminho melhor quando sair daqui”, declarou ele, em vídeo feito pelos voluntários.
Responsável pelo grupo de Evangelização nos Presídios no Brasil, o bispo Afonso Silva ressalta que os resultados positivos são observados em penitenciárias femininas e masculinas. O trabalho da Universal chega a 80% dos presídios brasileiros. “Nesses longos anos, vi pessoas desacreditadas até pela família reconstruírem suas vidas com dignidade e respeito. Muitas retomaram os estudos, fizeram faculdade, conseguiram um emprego. Algumas se tornaram empresárias e muitas retornaram à prisão como voluntários”, comemora. O bispo, que já foi refém durante uma rebelião na extinta Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, diz que o trabalho em prisões não provoca medo. “Nosso trabalho tem proteção divina.”
Em todos os lugares
Os voluntários da Universal não medem esforços para chegar a comunidades atingidas por catástrofes ou por outros problemas sociais. No Rio Grande do Sul, mais de 500 pessoas levaram alimentos e roupas para 200 famílias da Ilha dos Marinheiros, em Porto Alegre, após uma das piores enchentes ocorridas no local, em julho de 2015. Os voluntários chegaram a muitas casas de barco, pois o nível do Rio Guaíba ainda não havia baixado.
Já no Pará, a ajuda chegou à Vila de Itupanema, um reduto de pescadores e artesãos no município de Barcarena. A ação foi promovida depois do naufrágio de um barco com 5 mil bois vivos no Porto de Vila do Conde, em outubro do ano passado. O desastre ambiental espalhou combustível e animais em decomposição no Rio Pará, deixando parte da população sem água, comida e trabalho. Os voluntários da Universal distribuíram 300 cestas básicas, uma tonelada de roupas, 700 brinquedos e mais de mil litros de água mineral aos moradores do local. “Muitos voluntários se dedicaram durante dias arrecadando donativos, o que nos permitiu realizar o evento. A Universal se empenha para poder oferecer às pessoas condições dignas de vida e todos os esforços são válidos”, afirma o pastor Max Serrão, coordenador da Evangelização no Estado.
No bairro da Lapa, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro (RJ), 200 voluntários ofereceram um jantar especial para 500 pessoas em situação de rua, em dezembro. Já em maio deste ano, eles fizeram orações e distribuíram cestas básicas durante uma caravana realizada na comunidade da Rocinha, na zona sul. “Fomos onde nem as autoridades do local chegam, levamos uma palavra de vida para aqueles que pensam estar esquecidos”, diz o pastor Dirlei Oliveira, responsável pela Evangelização no Rio.
Em Roraima, 70 voluntários levaram cestas básicas a 800 pessoas da comunidade indígena canauanim, em abril de 2015. Também foram oferecidos serviços como corte de cabelo, manicure e atendimento médico. “A comunidade foi escolhida porque vinha sofrendo com suicídios, uso de bebidas alcoólicas, entre outros problemas”, conta o pastor Cláudio Souza.
No último dia 5, cerca de 3 mil moradores do município de Santo Antônio do Descoberto, localizado no entorno de Brasília, foram beneficiados por uma ação do A Gente da Comunidade. Sob a coordenação do pastor Wellington Silva, 600 voluntários atuaram no aferimento de pressão e glicemia, atendimento jurídico, médico e odontológico, distribuição de cachorro quente, pipoca e algodão doce, corte de cabelo, manicure e maquiagem.
Já nos grandes centros urbanos, os voluntários do grupo Calebe oferecem apoio e atividades a idosos. Só em junho, mais de 24 mil pessoas participaram de aulas de ginástica e quase 25 mil fizeram cursos de artesanato em todo o Brasil. “Nosso trabalho é atender a melhor idade. Muitos idosos sofrem violência, são agredidos fisicamente e/ou verbalmente ou são desprezados pela família e pela sociedade. Muitos se sentem sozinhos, tristes, deprimidos. Aqui, eles conversam, trocam experiências e isso melhora a autoestima”, opina o pastor Danilo Sgambatti, responsável pelo grupo, que tem mais de 10 mil voluntários espalhados pelo País. “Tem pessoas que chegam doentes e, depois de começar a ginástica, ficam curadas. Outras passam a ver mais valor na vida”, conclui.
A Universal mantém diversos projetos sociais e, por meio de seus voluntários, atua em vários setores da sociedade, com o objetivo de levar auxílio emocional, psicológico, material e, sobretudo, espiritual aos que necessitam, em asilos, orfanatos, hospitais, presídios, comunidades, entre outros locais.
Clique nos links abaixo e conheça alguns desses projetos:
Projeto Raabe (Auxílio a mulheres vítimas de violência doméstica)
Projeto T-Amar (Apoio a adolescentes grávidas e mães solteiras)
Projeto Ler e escrever (Alfabetização de jovens e adultos)
Anjos da madrugada (Ajuda a moradores de rua)
A Gente da comunidade (Ações sociais em comunidades)
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