2020: um ano para esquecer ou aprender?

Este foi o tema do último encontro para professores e profissionais da educação do ano. Confira

Imagem de capa - 2020: um ano para esquecer ou aprender?

O ano de 2020 foi marcante para toda a Humanidade por conta da pandemia do novo coronavírus. Isso mudou a realidade de bilhões de pessoas na forma de trabalhar e se relacionar, e até a sala de aula teve de se reinventar.

2020: um ano para esquecer ou aprender?

Por isso, o Grupo EducaAção, em parceria com o Namoro Blindado nas Escolas, realizou uma palestra no dia 5 de dezembro para profissionais da educação. O objetivo foi ajudá-los a superar este momento de crise e dificuldade. “Queremos fazer uma reflexão sobre 2020, mostrar para o professor que ele sobreviveu e que precisa guiar os alunos, encontrar formas de não se perder na missão da educação”, disse o Pastor Walber Barboza, responsável pelo grupo.

Desafios
O primeiro palestrante foi Igor Duarte, especialista em neurociência, que ensinou como o sistema nervoso é formado e como isso implica no comportamento dos professores. Ele falou sobre os novos desafios profissionais e como eles influenciam o emocional. “O professor foi obrigado a virar youtuber, bancou isso por conta própria, sem a ajuda de ninguém. Além disso, enfrentou a falta de perspectiva de futuro, vendo as instituições pensando em fechar as portas”, disse.

Mas Duarte também ensinou ferramentas para os docentes driblarem estas dificuldades. A primeira delas é ter períodos de descanso de qualidade. “Ele (o docente) precisa tirar férias, viajar, pois se ele emendar um semestre no outro, isso intensificará os problemas, ele terá uma grande tendência de adoecer psicologicamente”, alertou.

Em relação à nova realidade trazida pela pandemia, Duarte explicou que o docente pode se precaver. “O profissional deve fazer uma lista de possibilidades, cursos e se planejar para que não seja pego de surpresa. Mesmo que as instituições fechem, ele está pronto para entrar no mercado de trabalho com esta nova visão.”

O momento também contou com a participação do jornalista Arnaldo Duran, (foto abaixo) que, além da pandemia, comentou sobre outras dificuldades presentes neste ano, como casos de racismo e violência, aos quais os professores estão sempre expostos. “É uma categoria de trabalhadores exposta ao desrespeito, violência e baixos salários. Com tantos percalços é preciso apoiá-los. Este convite foi uma chance para eu cumprir minha obrigação de jornalista. Afinal, o conhecimento só tem valor se for compartilhado”, disse ele, por videoconferência.

2020: um ano para esquecer ou aprender?

Comentários e reações positivas
No total, 2.319 pessoas participaram presencialmente da palestra. Ela também foi transmitida para todo o Brasil pelo YouTube, com média de 3.100 conexões, e pelo Facebook, com 647 conexões. O evento rendeu muitos agradecimentos e deixou os profissionais estimulados. “Esta reflexão é importante, pois muitas pessoas estão vendo este ano como negativo, mas aprendemos muito a mexer com novas tecnologias, a viver um dia de cada vez, a ter paciência e a não nos entregarmos à depressão, ao desespero”, disse a diretora Bárbara Molina, de 42 anos.

Além disso, os profissionais constataram que o projeto é uma porta aberta que oferece apoio em momentos de dificuldade. “As palestras ajudam no autoconhecimento, na inteligência emocional e a encontrar forças para insistir na arte de educar. Precisamos cuidar do professor, para ele poder cuidar dos alunos”, afirmou a diretora e psicopedagoga Vilma Farias, de 49 anos.

Para o ano que vem, o Pastor Walber informou que os encontros, além de valorizarem o professor, contarão com programações voltadas para o retorno presencial dos alunos. “O grande desafio é tirar o pânico de voltar às aulas”, contou.

imagem do author
Autor

Rafaella Rizzo / Fotos: Demetrio Koch