Por que o homem deve aproveitar o sol com qualidade?

A capacidade para realizar tarefas simples do dia a dia pode ter relação direta com essa atitude

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O homem de hoje tem passado muito tempo envolvido com suas atividades profissionais, dentro de escritórios ou de empresas, para buscar o sustento de sua família. Não há nada de errado nisso. Contudo a ida para o trabalho e a volta para casa são feitas muitas vezes de carro, de metrô ou de ônibus e quase sem exposição à luz direta do sol. Quando chegam o sábado e o domingo, em virtude de sua rotina agitada durante a semana, parece que ele só quer descansar e não tem disposição para nada.

Os filhos reclamam que gostariam de fazer algo com o pai, a esposa cobra mais atenção e a mente do homem não entende o que está ocorrendo. Muitos se angustiam com a sensação de falta de vontade para fazer programas em família ou até de dedicar um tempinho só a si mesmos e até chegam a acreditar que podem estar com depressão, mas talvez não seja o caso. Não se trata de brincadeira, mas pode ser simplesmente falta de exposição ao sol.

Tomar banhos de sol na medida certa e em horários específicos sempre foi algo recomendado pela medicina e não simplesmente para quem quer ter um belo bronzeado, mas porque a exposição adequada estimula a produção de vitamina D, necessária para a proteção dos ossos, para a prevenção de problemas cardiovasculares, a manutenção e controle do peso e no combate a gripes e resfriados.

Um estudo divulgado recentemente pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aponta que a deficiência de vitamina D em homens tem relação com o desenvolvimento de incapacidade funcional para atividades diárias como cuidar das finanças, da higiene pessoal, do preparo de refeições e até o uso de aparelhos de comunicação, por exemplo. Quanto menos vitamina D o homem tem em seu corpo, maiores são as chances dele ter algum tipo de incapacidade – elas aumentam em 43% quando a vitamina não é suficiente.

Outras pesquisas relatam ainda que a falta da vitamina D no organismo pode estar associada a um aumento nas taxas de depressão. Por isso, o jeito é aumentar a quantidade da substância no corpo. Mas não adianta sair correndo e ficar horas debaixo do sol. O tempo médio diário deve variar entre 15 e 20 minutos, sem protetor solar nos braços, pernas, abdome e costas, mas com o rosto sempre protegido. É que o filtro solar impede que a vitamina D seja metabolizada.

Contudo há um detalhe: nos grandes centros urbanos, a qualidade da exposição fica prejudicada em virtude da poluição que impede que os raios UVB penetrem de forma adequada na pele e auxiliem na reação fotoquímica que produz a vitamina D. Também não adianta sair tomando suplemento vitamínico por conta. A superdosagem pode elevar os níveis de cálcio no sangue e causar náuseas, vômitos, fraqueza, anorexia, desidratação e quadro agudo de insuficiência renal.

Antes de qualquer ação impensada, aja com inteligência. Procure um médico ou nutricionista que possa fazer uma avaliação de como anda a vitamina D no seu organismo e quais medidas (dieta adequada, suplementação vitamínica e prática de exercícios) podem ajudá-lo a não ficar prostrado não só para as atividades em família, mas também para enfrentar os desafios que a vida impõe. Não esqueça que o corpo é o Templo do Espírito Santo e precisa ser tratado como tal.

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Autor

Eduardo Prestes / Ilustração: Eder Santos