"Todos os caminhos" não a levaram a Deus
Procurando conhecê-Lo, Celma Azevedo passou por várias religiões, encontrou apenas conflitos e quase perdeu a fé. Entenda
Em seu desejo de conhecer a Deus e enganada pelo sofisma de que todos os caminhos a levariam até Ele, a analista administrativo Celma de Azevedo, hoje com 47 anos, passou grande parte da vida perdida em meio a diversas religiões. Ela relata que seus pais a educaram com bons princípios e valores e que, apesar de afirmarem que eram católicos, também frequentavam o espiritismo: “era comum receber passe na sexta-feira e, no domingo, ir à missa”.
Na adolescência, Celma passou pelos conflitos inerentes a esta fase, mas, além deles, ela também tinha conflitos com relação à fé. Por não se sentir adequada à religião tradicional que sua família praticava e também por não ter respostas ao seu desejo de conhecer a Deus, aos 17 anos, Celma decidiu deixar o catolicismo para se dedicar completamente ao espiritismo. Contudo a frustração começou a fazer parte da sua rotina porque, segundo ela, em vez de respostas positivas aos rituais que dedicadamente fazia, as entidades só alegavam que tudo o que ela fazia não estava bom. “Eu passei vários anos tentando acertar, dando o meu melhor e a minha vida só piorava. Eu era doente, não via resultado em nenhuma área da minha vida e, mesmo não faltando no emprego, eu também não tinha dinheiro. Eu não tinha paz, já não conseguia mais dormir e comecei a beber. Então chegou um dado momento da minha vida que eu já não tinha mais força de servir a algo, de fazer algo e estar sempre errada”, destaca.
Depois de seis anos, ela se desligou dessa vertente do espiritismo e passou a frequentar uma que, segundo ela, era mais “neutra”. Porém, também não encontrou lá as respostas que tanto procurava e seus conflitos só aumentaram, pois, conforme revela, no local distorciam o que estava escrito na Bíblia. “Como o mesmo versículo que está na Bíblia poderia falar algo tão diferente?”, questionava. Foram mais três anos de sua vida sem resultados e sem entender o porquê dessa situação. “Eu tinha um senso de justiça muito grande dentro de mim. Eu me achava certa e, se eu fazia tudo certo, onde estava o erro?”, se perguntava.
Foi quando ela decidiu ir para uma denominação evangélica. Ali, apesar de desenvolver um grande conhecimento teórico da Palavra de Deus e ser ativa na congregação, ela ainda sentia um enorme vazio interno: “eu ainda tinha uma insatisfação, não tinha um projeto para a minha vida e me sentia perdida. Essa frustração me trouxe uma decepção com Deus porque até então eu estava servindo a Ele”.
Em meio a tantas buscas frustradas e ao contínuo declínio em todas as áreas da sua vida, ela tomou uma decisão: “eu não queria mais Deus na minha vida porque para mim a esperança
tinha acabado. Passei a achar certo ser ateia porque achava Deus injusto, pois, para mim, Ele favorecia a quem queria e as outras pessoas continuavam como eu, sem respostas e frustradas”.
Fé pequena
Finalmente, aos 30 anos, depois da insistência de uma amiga, Celma aceitou ir à Universal. Na primeira reunião ela ouviu o Pastor pregar que, mesmo se uma pessoa tivesse fé, ainda que pequena como um grão de mostarda, Deus faria uma grande Obra em sua vida (Mateus 17.20). E, para ilustrar o que estava sendo pregado, o Pastor distribuiu cartões contendo a semente mencionada na pregação. Ao pegar esse cartão, Celma ficou surpresa com o quão realmente era pequena a semente. Ela esclarece que neste momento o Próprio Deus falou em seu íntimo: “filha, vou fazer a Obra na sua vida. Você tem uma fé desse tamanho?” Nesse instante, a única reação dela foi se dirigir ao Altar com a semente em mãos e fazer a seguinte oração: “Deus, Você sabe da minha história e do quanto me custou chegar até aqui. Uma fé desse tamanho eu ainda tenho”. Ali ela deu início à caminhada com o Deus que tanto buscou.
Pouco tempo depois, teve início a campanha de fé da Fogueira Santa e Celma percebeu que ainda trazia muito medo de se entregar totalmente a Deus em razão das inúmeras decepções que viveu ao longo da vida. Foi quando decidiu sacrificar com o objetivo de conhecer a Deus e fez um desafio. “Era a última chance que eu dava para Deus. Cheguei no Altar e falei: ‘meu Deus, o Senhor conhece todas as coisas, mas eu não Te conheço completamente. De que adianta o Senhor me conhecer e eu não Te conhecer, o Senhor me ouvir e eu não entender o som da Sua voz? Como é que pode eu me dar para Ti e não Te receber?’”
Celma diz que naquele momento recebeu o Espírito Santo: “aí eu O conheci. Daquele dia em diante, Deus começou a guiar meus passos e meus pensamentos. Eu passei a entender o que é servi-Lo e a minha vida começou a mudar. Eu não tinha mais dúvida e o futuro não me causava medo. Deus curou meu físico e o meu emocional”.
Hoje, Celma diz que aquela fé tão pequena quanto o grão de mostarda deu frutos: “vivo em novidade de vida todos os dias para servir a Deus e ser sua testemunha. Minha vida não mudou apenas em uma área. Foi uma transformação completa”.
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