Pode entrar: essa casa é sua também

Há 45 anos, as portas da Universal se abriram pela primeira vez. De lá para cá, milhões de fiéis mostram a importância de uma Igreja que propaga uma Fé arrojada, que é socialmente incansável e que espiritualmente ergue vidas

Certamente – e convenhamos – a maioria das pessoas não abre a porta de casa para qualquer um, ainda mais a um desconhecido desinteressante do ponto de vista moral, a alguém que apresente algum sinal de descontrole ou a quem corriqueiramente vá a clínicas psiquiátricas ou de reabilitação, por exemplo.

Junte-se a esses indivíduos as pessoas falidas, desorientadas, socialmente desprezadas e até desprezíveis. Um ambiente assim, esteticamente desagradável, arrota uma aparência um tanto quanto distópica e repulsiva, mas essas características fazem parte da realidade de muitas pessoas e também compõem a história daquelas que, todos os dias, dormem e acordam com vergonha de ser quem são. O fato é que, se nenhuma porta ou poucas se abrem para elas, a Igreja Universal as quer. A elas, muitas vezes, o que resta é a compaixão vinda de alguns e um pouco da fé que ainda lhes é própria. Contudo quando essa Fé nitidamente tímida é despertada não há quem as segure.

O caos espiritual, a partir de então, dá espaço para uma força inexplicável, vinda do próprio Autor dela, e a vida, antes limitada aos fracassos, passa a testemunhar o que Deus faz quando alguém se alia a Ele. É essa Fé arrojada que revoluciona milhões de pessoas que colocam os pés em uma Universal. Trata-se de uma Fé que não dá vez aos reveses e que, por vezes, até chega a incomodar achismos e crenças minúsculas, mas que é eficiente e nada fadada a ladainhas religiosas.

Embora o que a Universal promova socialmente e, sobretudo, espiritualmente seja indiscutível, ela não é benquista por todos.

Ela é ferrenhamente ridicularizada, acusada e, por vezes, cai na boca daqueles que, um dia, aparentavam gratidão por ela. É o nome dela estampado nos títulos que aguça a curiosidade e facilmente angaria likes e views. É essa igreja também que atrai manchetes transvestidas de verdades, mas que, articuladamente, são carregadas de desdém e preconceito.

Enquanto mais um desabafo ganha aplausos e mais um especialista formado pela internet escreve uma nova série de fake news sob uma ótica aumentada pela própria implicância, ninguém se propõe a dedicar as 24 horas do dia de sua vida para alcançar o próximo, a exemplo do que é feito na Universal. Quem abriria tantas Casas de Deus para acolher os desprezados?

Paralelamente, surge um questionamento: se há pessoas que condenam a Igreja, como é o caso da Universal, por que há milhares que contribuem para a construção dela e querem ajudar a difundi-la ainda mais? Seria isso mérito de palavras altamente sedutoras que encurralam e aliciam multidões espiritualmente carentes, promovendo uma espécie de lavagem cerebral? Seria, enfim, isso sinal do limite da ingenuidade e do cúmulo? Para essas e outras perguntas, venha e veja (João 1.46).

QUEM EXPLICA UM SONHO?
De uma forma que humanamente pode até intrigar, ajudar na propagação da Palavra de Deus por meio da construção e da manutenção das Igrejas são ações que pulsam dentro de muitas pessoas que, um dia, tiveram suas vidas transformadas pelo Senhor Jesus quando Ele lhes foi apresentado. Em razão disso, elas têm contribuído para que essa mesma transformação seja vista na vida de outras pessoas.

Esse sonho em comum tomou forma há 45 anos, no dia 9 de julho de 1977, data que marca o começo da trajetória da Universal. Foi na Avenida Suburbana, 7.248, no bairro Abolição, no Rio de Janeiro, que, em pleno sábado, a Igreja Universal deu seus primeiros passos após engatinhar em um coreto do Jardim do Méier. Em alguns meses, o espaço para 225 pessoas se tornou pequeno e o galpão de uma então fábrica de móveis passou a abrigar essa Fé crescente. Com o passar do tempo, a Universal passou a ser conhecida como a Igreja dos Milagres. Se as paredes daquela antiga funerária pudessem contar alguma coisa, provavelmente seria sobre a presença de uma Fé avassaladora que levantou os que se encontravam espiritualmente caídos. Mas, como elas não podem falar, Ide Bernardo Martins (foto abaixo) falará por elas.

Dona Ide, como é conhecida, chegou à Universal há 44 anos, justamente ao passar por aquela avenida. “Venho da Universal da Abolição, da ‘Casa da Mãe’, e falar da Igreja Universal, para mim, é falar da minha vida”, diz ela, aos 74 anos. Até então, ela lembra que frequentava terreiros: “diziam que eu era médium de berço”.

Dona Ide passava sempre por aquela rua, pois ali era caminho para o local do tratamento para a saúde que a irmã dela realizava em um terreiro no Largo dos Pilares, na zona norte do Rio. “Nesse dia, passamos em frente à Igreja e minha irmã mostrou interesse de conhecer. Passados alguns dias, ela faleceu. Eu fiquei sem chão e, com o decorrer do tempo, passei a ir aos cultos. No início, eu achava que alguém contava a minha vida aos pastores – um deles era o Pastor Edir Macedo –, já que eles falavam exatamente o que eu vivia”, conta.

Ela descreve como foi seu início na Fé: “eu cheguei na igreja com trajes do espiritismo e a intrepidez que eles tinham no Altar me conquistou. Ao me deparar com a Fé, vi o que estava errado na minha vida: muita tristeza, angústia e depressão. Soube que havia Alguém maior que poderia curar as minhas feridas, tive paz e nasceu o desejo de fazer parte daquele trabalho”. Foi assim que ela começou a patrocinar o avanço da Obra de Deus.

Hoje, Dona Ide frequenta a Universal em São Pedro da Aldeia, também no Rio de Janeiro, mas observa que “em qualquer Universal, eu me sinto em casa. Até porque é onde vemos a mesma Palavra, o mesmo amor, o mesmo carinho, a mesma Fé, o mesmo bem-querer pelas almas. Meu desejo é ganhar almas e ver essa Obra crescer. Os motivos para eu patrociná-la são a alegria e o prazer em saber que essa Palavra poderá alcançar outras pessoas que, por sua vez, poderão ter a paz que alcancei e isso não tem preço. Tudo o que eu fizer é pouco”, conclui.

TIJOLO POR TIJOLO
Esse sonho de salvar almas para o Reino de Deus faz parte de um DNA celestial e Divino e os que assim desejam acreditam que cada vez que a Universal abre uma porta é como se estivesse abrindo a entrada para o Reino dEle. Há, inclusive, quem abra mão de um sonho pessoal para priorizar esse desejo. Foi o que fez o casal Luiz Carlos Patslaff, (foto abaixo) de 57 anos, que atua na área comercial, e Mariluci Novelo Patslaff, de 53 anos, engenheira agrônoma. Há 18 anos, Luiz nutria o sonho de construir uma Casa para Deus e não foi à toa: ele, que mora em Ampére, no interior do Paraná, enfrentava, ao lado da esposa, um trajeto de mais de 60 quilômetros para chegar à Universal em outra cidade.

Luiz conta que chegou à Universal sem sonhos, mas que tudo foi transformado em sua vida. “A maior transformação que recebi foi a paz espiritual, a visão e a direção de Deus e, desde então, em meio a tantas lutas, superamos todas, sempre praticando a Fé e sendo fiel à Palavra que nos é ensinada.” Ele relata como teve o desejo de construir uma Igreja: “apesar das necessidades e dos sonhos que passamos a ter, optamos pelo sonho de Deus, que é o sonho de almas, e acredito que esse sonho decorreu da dificuldade que tínhamos de ir à Igreja. Ter a Igreja com as portas abertas é como se tivéssemos um pronto-socorro físico onde, no entanto, nos atentamos para os valores espirituais”, narra ele, que viu esse sonho se erguer em tijolos há três anos com o início da execução do projeto que se tornou a Igreja Universal de Ampére.

Luiz e Mariluci, pais de trigêmeos, ainda não têm casa própria, mas esse amor por desconhecidos que hoje podem estar com eles na igreja e terem a mesma experiência com Deus como eles tiveram tem um valor inestimável.

Imensamente grata a Deus por tudo o que Ele tem realizado, Mariluci observa que a família é abençoada pelo fato de sempre priorizar a Salvação. “As bênçãos estão sendo acrescentadas em nossas vidas. Hoje não tenho palavras para descrever meu sentimento de gratidão para com Deus, pois tudo o que pudermos fazer ainda será pequeno diante da grandeza dEle.”

VOTO DE CONFIANÇA
Natural de Anápolis (GO), o comerciante Galdino Nunes Melo, de 85 anos, chegou a Brasília, em 1958, “de chinelo de dedo, com uma mão na frente e outra atrás”, segundo menciona, e tudo mudou ao se deparar com a Fé. Seu Galdino, como é conhecido, foi um dos primeiros fiadores para que a Palavra de Deus não fosse impedida de ser anunciada. “Cheguei à Universal convidado pela minha irmã, que falou da chegada da Universal em Taguatinga. Ela começou a assistir aos cultos e gostou”, descreve ele, que sentia um enorme vazio naquela época. “Gostei da maneira como a Palavra de Deus era pregada: com disciplina, cuidado, zelo, além de muito amor e carinho para com as pessoas que estavam ali assistindo. Gostei tanto que convidava outras pessoas para participarem também.”

Recém-chegada ao Distrito Federal em meados de 1997, a direção da Universal encontrava dificuldade para poder alugar lojas e transformá-las em templos. Foi então que Seu Galdino (foto abaixo) decidiu se tornar fiador da Igreja para que ela não fosse impedida de levar sua mensagem de Fé. “O trabalho da Universal era bastante tímido no início, mas depois começou a deslanchar. Logo o local estava pequeno e começamos a trabalhar com toda força para o crescimento da Obra e da Palavra de Deus na vida das pessoas.

Começamos, na época, na C12, no centro de Taguatinga, em um lugar chamado ‘Lojão do Bebê’. Ali logo ficou pequeno e decidimos alugar o Cine Lara, um espaço maior. Assim a Palavra de Deus foi sendo divulgada com amor às pessoas e começamos a abrir templos em todo o Distrito Federal.”

Casado há 51 anos com Arabela de Cunha Melo, de 83 anos, ele relata o que o levou a dar esse voto de confiança: “o que me fez confiar é que, além de a Igreja desenvolver um serviço social importante, a Palavra de Deus precisa alcançar as pessoas.

Naquele momento, eu percebi que, como ela era recém-chegada, ninguém a conhecia. O que fiz foi dar o aval para que a Igreja pudesse crescer sem temer a nada, porque eu já tinha noção do que era o trabalho e que não é fácil. Ele depende de muita inspiração, cuidados e gostar do que se faz. Quando a gente se predispõe a servir a Deus, precisa ser com toda alma e todo ser.

Além disso, encontrei na Universal os requisitos que combinavam com a minha maneira de ver as coisas e, então, abracei a causa e fui fiador até que a Igreja tivesse condições de ter seus imóveis. Foi bom e gratificante”.

 

Para ele, “todos nós precisamos da Palavra de Deus para servir o Criador, o Todo-Poderoso. Temos que ter essa visão não só para nós mesmos, mas para os demais. É para isso que somos chamados e escolhidos: para levar a Palavra. O Senhor Jesus disse aos discípulos para irem e não levarem alforje nem nada (Lucas 10.3-4) e, assim, acontece em cada local que a Igreja Universal prevaleceu. Para onde ela foi, Deus indicava alguém para garantir o sustento e o local para se estabelecer e divulgar a mensagem”, conclui.

ELES ODIAVAM A UNIVERSAL
A esteticista Carla Rodrigues Borges Bernardo, de 39 anos, e o barbeiro Djenessis Castro Bernardo, (foto abaixo) de 38 anos, frequentam a Universal em Azenha, em Porto Alegre (RS). Carla chegou à Universal há 15 anos e Djenessis, há 16, e eles tinham algo em comum: como outras pessoas, não gostavam da Universal.

Carla conta como era sua vida quando conheceu a Igreja: “cresci vendo meus pais brigarem, se agredirem e a polícia vir para dentro da minha casa, pois meu pai bebia muito. Então, me tornei uma mulher triste, apesar de ter um bom trabalho, amigos e família. Sofri na vida amorosa com dois relacionamentos frustrados e tive dois filhos do primeiro relacionamento, que não deu certo. Em busca de dar alguma estrutura para meus filhos, entrei em outro relacionamento no qual sofri agressões físicas e verbais a ponto de, um dia, ser trancada dentro do quarto. Ameaçada de morte, consegui fugir. Foi assim que cheguei à Universal, depois de dizer que nunca frequentaria essa Igreja”.

Ela recorda que já no primeiro dia viu que a Igreja era diferente do que ela pensava: “fui acolhida e recebida e minha visão mudou. Também me livrei de toda tristeza e dos traumas. Ao receber o Espírito Santo, me tornei feliz de verdade”.

Por ter sido ajudada, hoje Carla vê na construção de novas Igrejas uma chance de mudança para outras pessoas. “Meu maior aprendizado aqui é que sempre existe uma chance de fazer uma nova história. Não importa o que já tenha acontecido: basta dar liberdade para Deus agir dentro de nós. Só estou aqui hoje porque as portas da Igreja estavam abertas para me receber. Muitas pessoas chegam à Igreja desesperadas, algumas pensando em suicídio e recebem uma Palavra, uma oração, uma direção para mudar a situação que estão vivendo. Aqui sempre tem alguém pronto a ajudar. Se essas portas estivessem fechadas, muitas vidas seriam interrompidas e pessoas em busca de uma mudança de vida não a achariam.”

Djenessis também relembra como foi ajudado e que, por isso, tem o objetivo de contribuir com a construção dos templos: “consumi maconha, cocaína e bebidas para ter alguns momentos de alegria”, expõe ele, que também teve crises de ansiedade e síndrome do pânico. “Eu tomava uma sacola de remédios controlados e, por conta disso, passava mal no trabalho e, em casa, tinha pesadelos. Eu também quase tive uma overdose, apesar de ter conhecido a Universal na adolescência. No meu retorno à Igreja, eu participava das reuniões com os olhos abertos e com a mão no bolso, com medo de ser roubado, mas fui aprendendo que Deus não queria apenas me curar, mas salvar a minha alma. Então, fui restaurado e recebi o Espírito Santo, que me sustenta a todo momento. Hoje sei qual é a importância da Igreja e que, se ela não estivesse com as portas abertas quando eu mais precisei, provavelmente eu nem estaria vivo”, finaliza.

Novos templos
No ano passado, 76 Igrejas Universal foram inauguradas, entre elas o Solo Sagrado, no Distrito Federal; e o Esconderijo do Altíssimo, na Vila Leopoldina, em São Paulo. Além disso, nos presídios, 23 novas Igrejas também foram inauguradas. Neste ano, 27 novos templos estão sendo construídos, sem contar as mais de 180 igrejas que serão transferidas para imóveis melhores.

Está descrito em Provérbios 11.25 que “a alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido” e é isso o que tem se cumprido na vida daqueles que creem neste trabalho e contribuem para ganhar almas. É por isso que o Bispo Renato Cardoso faz um convite: “imagine você construindo uma Casa para Deus, sendo participante desse projeto de ganhar almas. Sua oferta vai ajudar a realizar o sonho do Altíssimo. Ainda que não possa construir uma igreja inteira, você pode dar um tijolo e tenha certeza que Deus realizará os seus sonhos”. Se você também tem o desejo de ajudar a construir novas igrejas, informe-se na Universal mais próxima.

*Colaborou: Kelly Lopes

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Autor

Flavia Francellino / Colaborou: Kelly Lopes / Fotos: cedidas, Guilherme Vieira, Demetrio Koch e Mídia FJU