Festa de Aleluia: gigantesca ação social ocorreu em todo o Brasil
O objetivo foi levar o cristianismo prático para toda a sociedade
No dia 8 de abril, sábado da Semana Santa, foi realizada a Festa de Aleluia em todo o Brasil. O intuito da ação foi fazer que os cristãos pensassem no próximo e adotassem atitudes de amor, atenção, de doação de alimentos ou outra iniciativa pessoal. Isso significa, em outras palavras, a ação do cristianismo prático, aquele que leva algo positivo para as pessoas.
Ao todo, foram mais de 195 mil pessoas ajudadas na ação conduzida por mais de 66 mil voluntários. Em 1.527 cidades dos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal, os integrantes dos grupos sociais visitaram albergues e comunidades carentes e prestaram ajuda a pessoas em situação de rua. No Templo de Salomão, em São Paulo, por exemplo, uma fila quilométrica se formou para que pessoas recebessem as doações.

No País inteiro, o evento especial ofereceu 62.995 cafés da manhã e 77.064 almoços. Foram doadas 37.790 cestas básicas, 125.823 peças de roupa, 26.734 pares de sapato, 23.061 kits de higiene e 4.200 brinquedos.
Além disso, diversos profissionais ofereceram serviços gratuitamente, como cortes de cabelo e manicure, atendimento jurídico, aferição de pressão, design de sobrancelha, limpeza de pele, consultas odontológicas, assistência social, consultas com fisioterapeutas, atendimento com psicólogos e testes de glicemia. Também foram disponibilizados chuveiros para banhos quentes e espaços com brinquedos para as crianças. Até o Poupatempo participou e ofereceu vagas de emprego.

O Bispo Fernando Souza, no Ceará, falou à multidão sobre a necessidade de se aproximar de Deus para conseguir mudar a própria vida: “quando você se arrepende e se volta a Jesus, Ele muda sua vida. Ele não vai dar para você apenas um prato de comida, mas vai te dar vida, paz, uma família e, sobretudo, quando você morrer para o mundo, vai receber a vida eterna”.
De acordo com o Bispo, levar esse apoio espiritual e material aos mais necessitados é praticar, de fato, o cristianismo: “o segundo e maior mandamento é: amar ao próximo como a ti mesmo. Esse é o verdadeiro jejum que agrada a Deus. É você dar de si ao próximo. Não existe coisa melhor do que você se doar. Lembrando que Jesus disse que é maior bem-aventurança dar do que receber”.

O voluntário Sérgio Coelho da Costa concorda com as palavras do Bispo Souza. Ele já morou na rua e, com o uso da fé, reconstruiu sua vida. Hoje, ele é voluntário, auxilia quem precisa e leva a Palavra de Deus adiante. “É muito gratificante poder estender a mão ao próximo. Até porque eu vivi o que eles estão vivendo hoje e senti na pele. Então, é gratificante poder ver o que Deus fez na minha vida e hoje estender a mão ao próximo”.
Abra os olhos
No Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso destacou a importância de estar atento à necessidade das pessoas que estão ao nosso redor: “as pessoas que estão ao nosso lado – não precisa ser uma pessoa em situação de rua –, às vezes, se sentem invisíveis. Às vezes, dentro da nossa própria casa, tem um filho, um marido ou alguém se sentindo invisível. Não é somente a necessidade material, de comida ou de roupa que temos que suprir para auxiliar as pessoas. Uma das atitudes de ‘ser cristão’ que estamos procurando exaltar nesta Semana Santa é exatamente a de pensar no próximo. É o que o Senhor Jesus falou: ‘amar o próximo como a ti mesmo’ (Mateus 22.39). Então, pense em quem está próximo de você. Será que esta pessoa está precisando de uma coisa que você pode suprir? A ideia cristã é: tenho e posso dar, então ofereço para quem não tem. Pode ser amor, atenção, um ouvido, uma roupa, um alimento, etc. Esta é a ideia que estamos promovendo aqui”.

Filipe Santos, responsável pelo Unisocial EVG, grupo organizador do evento, destaca que “o maior objetivo dos voluntários da Universal é acolher, valorizar e mostrar a cada pessoa que ela não está sozinha e que é importante e especial para nós e para Deus”.
Para a voluntária Elaine Tomaz, iniciativas como essa ajudam a resgatar a autoestima das pessoas, pois elas se sentem acolhidas, vistas e lembradas. “Essa ação é uma oportunidade para que as pessoas recebam atenção, cuidado e suporte para as suas necessidades mais básicas, como alimentação, higiene e saúde.
Participar desse trabalho me faz crescer como ser humano e ser grata ao ver o quanto os meus problemas são pequenos se comparados aos de outras pessoas”.
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