O Brasil não preserva o direito das crianças, diz estudo
O País caiu 64 posições, a maior queda entre todas as nações analisadas
Segundo um estudo da ONG holandesa Kids Rights, as crianças brasileiras estão em risco. A instituição analisou 163 países em relação à proteção dos direitos da criança e do adolescente. Em 2015, o Brasil ocupava o 43o. lugar e, neste ano, está em 107a. posição. Essa foi a maior queda entre todas as nações analisadas.
A pesquisa analisou os seguintes critérios: direito à vida, à saúde, à educação e à proteção, além do ambiente favorável aos direitos da criança.
De acordo com o pesquisador Eduardo Marino, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, o ambiente desfavorável no País impede a inclusão e o acesso à educação, sendo o maior responsável pela queda do Brasil no ranking.
Desafios
O especialista aponta que o País tem muitos desafios, entre eles a falta de vaga nas creches das capitais. Ele também lembra que o governo estabeleceu em 2016 a meta de 100% de cobertura da pré-escola. Mas em 2015 o País atingiu apenas 82%, por causa do corte no orçamento.
Marino faz referência aos estudos da Unicef, que mostram que países em crise cortam em primeiro lugar os investimentos destinados à infância. Esse fator deixa as crianças em situação vulnerável.
Para o pesquisador, as medidas praticadas por Portugal são referência para o Brasil, pois, “mesmo passando por crises econômicas e enfrentando o desemprego, o país aparece em segundo lugar no ranking, em razão dos cuidados em relação aos direitos das crianças e da ampliação do acesso à creche”, ressalta.
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