Depressão, medo e pensamentos suicidas

Fernando Stelzer buscou ajuda para os terrores noturnos e a tristeza em médicos e até em casas de espíritos, o que só piorava a situação. Saiba como ele inverteu este quadro

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Há coisas que a ciência explica e até consegue propor soluções e outras para as quais não encontra a raiz do problema. Era o que acontecia com Fernando Stelzer, de 23 anos, instrutor de artes marciais. Ele sempre levou uma vida ativa e equilibrada, mas, por volta dos 16 anos, começou a desenvolver problemas internos.

O vazio e o sentimento de medo passaram a dominar a sua mente. “Eu tinha terror noturno, acordava assustado, com o coração acelerado, ia para o hospital com palpitação como se eu fosse ter uma parada cardíaca e, chegando lá, não era nada porque o problema era totalmente espiritual”, explica.

Os dias de Fernando eram tristes. “Eu sofria com depressão e ansiedade. Cheguei a tomar dois remédios tarja preta para amenizar a situação. Os remédios sugavam as minhas forças. No desespero de tentar resolver esses problemas, fui a psicólogos, psiquiatras e a todo tipo de médico, mas nenhum deles descobria o que eu tinha. Fui inclusive à casa de encostos achando que os espíritos poderiam ajudar, mas a cada dia tudo só piorava”, afirma.

Por algum tempo, as fotos com um sorriso no rosto conseguiram enganar quem o via de longe, até que ficou insustentável fingir e Fernando deixou de fazer até as atividades mais simples de sua rotina. “Nesse período, eu deixei de ir à escola. Não conseguia sair de casa nem tomar banho. Eu só ficava sentado, parecia que eu estava preso na minha própria mente e não conseguia fazer nada. Cheguei a pensar em me matar e aos meus familiares, mas eu não tinha coragem”, diz.

Ele relata que vivia em uma verdadeira roda-gigante de emoções. Certa ocasião, um primo chegou à sua casa alcoolizado e drogado. “Sempre que estava nesse estado, ele me agredia, a ponto de deixar a marca da sua mão no meu rosto, mas, nesse dia, minha mãe entrou na frente dele e ele tentou agredi-la. Eu o empurrei e ele caiu da escada. Na hora, ele pegou uma faca para vir atrás de mim”, conta.

Para sair de casa naquele momento, Fernando aceitou o convite de uma tia para ir a uma reunião da Universal, apesar de não gostar da Igreja. “Quando saí da reunião, eu já estava diferente. Ao chegar em casa, o meu primo me pediu desculpas e naquele dia eu consegui dormir sem tomar remédio”, relata.

Por constatar os sinais do poder de Deus em sua vida, Fernando continuou participando das reuniões. Com o passar dos dias, a depressão, a ansiedade, o medo e os terrores noturnos acabaram. Ele lutou por sua libertação e alcançou a cura, mas percebeu que isso não era o suficiente, pois queria ter o Espírito Santo. Fernando revela que recebeu o próprio Deus depois de sacrificar amizades e comportamentos ruins, além de realizar orações e jejuns. “Hoje eu tenho paz e a minha vida é completamente diferente. Ele é o meu maior tesouro e sei que não preciso ter medo de mais nada porque Ele é comigo. Hoje eu posso ajudar outros jovens que passam pelo mesmo problema que eu passei e superei”, finaliza.

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Autor

Cinthia Cardoso / Fotos: Cedida e Arquivo Pessoal