Como você tem protegido a sua vida?
Entenda o que é preciso fazer para evitar sua queda espiritual
Viver exige responsabilidade. Uma pessoa responsável por si mesma, naturalmente, demonstra responsabilidade com as outras pessoas e esse é um claro indicativo de maturidade.
Por mais que na convivência outras pessoas de algum modo possam interferir em nossas vidas, cabe a nós sabermos lidar com tais situações para proteger a nossa vida.
Há uma orientação no livro de Deuteronômio que chama a atenção para esta responsabilidade e nos ensina uma lição preciosa a respeito do autocuidado com a vida espiritual: “Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela.” (Deuteronômio 22.8).
Havia um motivo para que se desse este tipo de orientação. O eirado, mencionado no versículo, era um telhado plano, mais comumente chamado de terraço. Naquela época, este tipo de construção era muito comum. Nele, as pessoas poderiam passar um tempo juntas, fazer alguma atividade, colocar grãos para secar e, para evitar que alguém caísse lá de cima, a orientação é que fosse construído um parapeito, uma proteção em forma de muro erguido até a altura do peito, construído em torno do terraço. Por ser uma área de intensa atividade, deixá-la sem este muro de proteção era perigoso para o dono da casa, os que com ele moravam e para aqueles que eventualmente a frequentassem. Uma queda daquela altura poderia gerar uma invalidez oucausar a morte.
Cabia ao dono da casa construir o seu parapeito para evitar que aqueles que porventura fossem ao terraço caíssem acidentalmente. Se ele não fizesse tal proteção, a culpa pela morte de quem caísse de seu terraço recaíria sobre sua própria casa, ou seja, não construir esta proteção seria negligenciar sua responsabilidade.
Construa o seu parapeito
Há muitas lições que podemos extrair para edificar a “casa nova”, que é a vida com Deus que estamos construindo. Muitos que não estão bem espiritualmente culpam a Igreja pela própria queda. Eles alegam que ninguém lhes deu atenção, que não se preocuparam em como estavam, que alguém lhes disse algo que os feriu, que foram injustiçado pelo Pastor, pelo Bispo, pelo obreiro. Eles colocam em terceiros a culpa por sua frieza espiritual, seu distanciamento de Deus, por ter tirado a mão do arado. Contudo isso só revela uma coisa: que eles não construíram o seu “parapeito”.
O Bispo André Cajeu, responsável atualmente pelo trabalho evangelístico da Universal no Estado do Rio Grande do Norte, explica que, na prática, esse “parapeito” é o temor a Deus.
A Bíblia afirma que “no temor do Senhor há firme confiança e será um refúgio para seus filhos” e que ele (o temor) é fonte de vida, para desviar dos laços da morte (Provérbios 14.26-27).
Temer a Deus é obedecer à Sua Palavra, pois nEla estão todas as orientações capazes de nos proteger fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. “A Palavra de Deus nos ensina, nos faz saber até onde podemos ir com nossas palavras, atitudes e reações”, esclarece o Bispo.
Quando não cuidamos da nossa vida espiritual, podemos nos tornar motivo de queda para outras pessoas. No entanto se construímos nosso parapeito, ainda que outras pessoas negligentemente não façam os seus, nossa vida estará protegida. Nada nos isenta da responsabilidade de construir o nosso próprio parapeito.
Nestes tempos de pandemia, por exemplo, mesmo com restrições sanitárias em muitas localidades e não realização de cultos nas Igrejas, não existe motivo para descuidar da vida espiritual.
Fazer da meditação na Palavra de Deus o seu alimento diário, se comunicar incessantemente com Deus por meio da oração, estar presente quando houver a possibilidade de ir à Igreja para fazer suas orações individuais, não apenas assistir, mas participar dos cultos transmitidos pela TV, rádio ou internet como se estivesse na Igreja e se afastar de tudo que desagrada a Deus são sinais de uma pessoa madura em sua Fé e de quem zela na construção do seu próprio parapeito para, dessa forma, não cair dele nem ser motivo de tropeço para outras pessoas.
“Se nós construirmos o nosso parapeito, que são os nossos limites, saberemos onde colocar o nosso pé, portanto, não cairemos. Construamos o nosso parapeito e não o da casa do vizinho”, alertou o Bispo Cajeu. Aqueles que têm maturidade na Fé não caem e não culpam os outros por seus infortúnios.
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