Armadura de Deus: Para que serve a espada da Palavra?
A Reunião dos Obreiros foi dedicada ao uso dessa arma da Fé e ao resgate de pessoas que estavam afastadas de Deus
Resgatar aqueles que estão afastados da Presença de Deus e que um dia O serviram também é um dos objetivos das Reuniões de Obreiros realizadas aos sábados no Templo de Salomão, em São Paulo, com transmissão ao vivo para todo o Brasil. No dia 13 de fevereiro, o Bispo Júlio Freitas, responsável pelos obreiros em todo o País, realizou este resgate.
Na ocasião, dando continuidade ao estudo sobre a Armadura de Deus iniciado em 2 de janeiro, o Bispo falou da última peça da Armadura, a única que serve tanto para defesa quanto para ataque: a Espada, que é o Espírito da Palavra.
Contudo, ao contrário do que muitos imaginam, esta Espada não serve apenas para atacar o diabo ou para tomar posse das bênçãos. A primeira atitude que cada pessoa precisa tomar é usar essa Espada em si mesma, pois ela mostra o que ninguém vê e às vezes até o que não se quer enxergar ao próprio respeito. “Se não a usarmos primeiro em nós, para cortar o que está tentando nos derrubar e nos reprovar, então seremos abatidos”, alertou o Bispo.
Resgatado
Foi justamente por deixar de usar a Espada da Palavra em sua própria vida que o ajudante de produção Patrick Maia, de 32 anos (foto a esq.), ficou 12 anos afastado da Presença de Deus. Em 2003, aos 15 anos, ele chegou à Igreja por causa de problemas familiares. Com o passar do tempo, ele entendeu que, muito mais do que a resolução dos problemas, ele precisava de Deus. Patrick então se batizou nas águas, se libertou e recebeu o Espírito Santo. Um ano depois, ele foi levantado a obreiro. Pouco depois, toda a sua família se converteu e também passou a fazer parte da Obra. Diante de tantas bênçãos, nasceu nele o desejo de servir no Altar e ele foi preparado para se tornar um Pastor, mas, ao passar pela entrevista com o Bispo, não foi aprovado, o que gerou muita tristeza nele.
Depois dessa reprovação, ele conta que viveu outros momentos difíceis dentro da Igreja e percebeu que não era mais o mesmo: “tive maus olhos e me contaminei com coisas inúteis. Deixei de orar, de sacrificar minha vontade e de fazer meus propósitos com Deus. Quando me dei conta, estava frio espiritualmente e, aos poucos, fui perdendo a vontade de ir à Igreja”, detalha.
Na mesma época, Patrick conheceu pessoas e lugares que o atraíram para comportamentos contrários à Fé. Ainda como obreiro, ele conta que bebia e se envolveu sexualmente com uma mulher por quem tinha se apaixonado. Depois de três anos na Obra, apesar das tentativas de ajuda oferecidas pelo Pastor, ele entregou seu uniforme.
A falsa sensação de liberdade que sentiu ao sair logo deu lugar a todo sofrimento de uma vida longe de Deus. Ele usou drogas, se tornou garoto de programa e sofreu inúmeras agressões, inclusive uma tentativa de assassinato. Patrick diz que teve depressão profunda e serviu durante um ano a “encostos”. Ele revela que tinha o desejo de voltar para Deus, mas não conseguia por achar que não tinha mais jeito para ele.
Até que seu cunhado, que é obreiro, perguntou se o Pastor poderia fazer um resgate em sua casa e Patrick aceitou. Ele relata que o processo de libertação não foi fácil, mas que estava decidido a perseverar por sua alma. “Eu decidi mudar e deixar tudo de errado. Me batizei nas águas e me entreguei para o Senhor Jesus. Lutei contra as minhas vontades e os pensamentos de que eu não conseguiria.”
Apesar de se libertar, ele ainda se sentia triste e vazio. Foi quando em uma vigília, ao ouvir que quem não tinha o Espírito Santo não pertencia a Deus (Romanos 8.9), Patrick determinou que não sairia dali sem ser batizado. “Me ajoelhei diante do Altar e me humilhei para Deus. Confessei tudo o que atrapalhava a minha Fé, supliquei confessando o quanto necessitava da Sua Presença. Uma alegria invadiu o meu ser e quando fiquei de pé foi como se o próprio Deus tivesse me levantado. Ali nasceu um novo Patrick, cheio do Espírito Santo. Ao abrir meus olhos, foi como se tudo fosse novo, um recomeço de vida, uma nova chance com Deus. Me tornei um homem totalmente completo e feliz”, diz.
Desde que voltou para a Fé, há oito meses, Patrick destaca que participar aos sábados das reuniões de obreiros tem
sido fundamental.
A triste experiência de ex-afastado o credencia a dizer o que é essencial para se manter na Fé: “é importante renunciar à própria vontade. Elimine tudo aquilo que pode afastar você de Deus”. E ainda deixa uma orientação para quem está afastado: “você pode recomeçar agora, neste momento. Procure uma Universal mais próxima. Não perca tempo”.
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