O que a sua consciência tem falado sobre você?
Por orgulho, muitos a ignoram e preferem continuar na mentira a se renderem à Verdade e se libertarem por meio dela
Em todo o Evangelho é impossível encontrar um só relato em que o Senhor Jesus despreze um pecador. Ele esteve entre ladrões, prostitutas, adúlteros e se alegrava quando um deles se arrependia de seus pecados e se voltava para Deus. Afinal, foi para isso que Ele veio ao mundo: para salvar os pecadores.
No entanto havia uma classe de pessoas que o Messias “abominava”: os fariseus. O Mestre os chamava de hipócritas e alertava para que não fôssemos iguais a eles, visto que pregavam a Verdade – a Palavra de Deus –, mas viviam na mentira, ou seja, nas trevas. E, por viverem em trevas, odiavam a Luz – o Senhor Jesus –, por expor as más obras que eles praticavam.
Jesus disse aos hipócritas: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer lhes os desejos. Quando o diabo profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8.44).
Para pôr um fim a toda essa exposição, em vez de mudarem a sua maneira de viver, os fariseus preferiram tramar a morte do Messias e assim O crucificaram. Recentemente essas cenas foram retratadas na novela Jesus, exibida pela Record TV.
De alguma forma, eles já tinham ouvido falar que Jesus ressuscitaria no terceiro dia. E, para que ninguém pudesse tirá-Lo do sepulcro, tomaram todas as precauções: colocaram guardas de escolta e selaram o local com uma pedra.
Mas o que eles insistiam em não acreditar ficou claro quando Jesus de fato ressuscitou, conforme está escrito: “Ele era, verdadeiramente, o Filho de Deus. (…) E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos. (…) E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido.” (Mateus 28. 2-4 e 11).
Tudo o que eles providenciaram se tornaram provas incontestáveis para eles mesmos da ressurreição do Senhor Jesus. Agora, eles tinham um grande problema para resolver: como explicar o desaparecimento do corpo do Senhor Jesus se o sepulcro permaneceu vigiado o tempo todo? Se admitissem o testemunho dos guardas, automaticamente estariam assumindo perante o povo que eles tinham matado o Filho de Deus e que agora Ele estava vivo. Então, para que a Verdade não fosse divulgada, expondo ainda mais a própria farsa, eles decidiram mais uma vez fazer o que era natural para eles: mentir. Essa passagem está em Mateus 28. 11-15: “E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.”
O que isso tem a ver com a realidade de muitas pessoas?
Depois da morte e da ressurreição de Jesus, os fariseus, especialmente o sumo sacerdote Caifás, não deram o braço a torcer, nem mesmo diante da Verdade. De igual modo vivem muitas pessoas. Contudo, ainda que elas consigam enganar a todos, há algo nelas que sabe exatamente o que aconteceu e que os acusa constantemente: a consciência. O problema é que, por deixarem o orgulho dominá-las, elas preferem dar voz à mentira, em vez de reconhecerem que estavam erradas e se corrigirem, ainda que para isso passem por constrangimentos e sofram as consequências de seus atos.
O Bispo Edir Macedo destaca em seu livro O Pão Nosso Para 365 Dias do Ano que quem decide abrir mão do que causa a má consciência imediatamente se enche de certeza, pois a boa consciência traz paz. “A consciência limpa garante a paz que excede todo o entendimento. A paz que nos permite um sono tranquilo. A paz que nos ajuda a atravessar desertos e tempestades.”
O Bispo Macedo, porém, deixa claro que é necessário esforço para manter a boa consciência. “Há que sacrificar os impulsos, paixões e interesses que nada têm a ver com Deus. O erro gera má consciência. A má consciência gera a acusação. A acusação gera a dúvida. A dúvida neutraliza a fé. Daí, naufragar, é questão de tempo”, alerta.
O apóstolo Paulo declarou: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência.” (2 Coríntios 1.12). Apesar das calúnias e das condenações feitas pelas pessoas, o testemunho íntimo da sua consciência fazia com que Paulo não se preocupasse com que os outros pensavam sobre ele, mas com o que o Deus sabia a respeito da sua Fé e da sua sinceridade. Por ser íntegro e transparente em seus objetivos, Paulo exteriorizava um comportamento irrepreensível e comprometido com os Ensinamentos que propagava.
Portanto, consulte sempre sua consciência. Ela dirá a você quem realmente você tem sido. Ainda que as pessoas lhe aplaudam, ela sabe o que você carrega de ruim em seu coração. E o contrário também é real: mesmo que critiquem você, ela atesta a sinceridade que há em você. E não só a consulte, mas esteja disposto a pagar o preço da Verdade que liberta aqueles que decidem não continuar na prisão da mentira. Já os que não a admitem vivem presos e condenados pela farsa que escolheram viver.
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