Uma pandemia dentro da outra?
O consumo de álcool e drogas continua a devastar a saúde e a destruir sonhos e famílias. Neste cenário, só há um caminho a percorrer: o da Fé. Ela tem sido a escolha bem-sucedida de muitas pessoas que venceram os vícios. Confira
Recentemente, uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) respondeu questões relacionadas ao consumo, ao abuso e à dependência de substâncias psicoativas. Grande parte dos resultados alarmantes quanto ao uso de drogas no Brasil, no entanto, não se restringiu às substâncias ilícitas, mas ao álcool. Cerca de 30,1% dos brasileiros ingerem bebidas.
Os números indicaram que os homens consomem, em média, cinco doses ou mais de bebidas alcoólicas em uma única ocasião e as mulheres bebem quatro doses ou mais. Uma dose contém 14g de álcool – quantidade presente em uma lata de cerveja, uma taça pequena de vinho ou uma dose de aguardente. O estudo também apontou que aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios para dependência de bebida e que o consumo de álcool é fator para morbidade, mortalidade e incapacidades, com possibilidade de gerar mais de 200 doenças e lesões.
SEGUINDO O EMBALO
Dados da Global Drug Survey (Pesquisa Global de Drogas, na tradução livre), que realiza um dos mais completos levantamentos anuais on-line sobre o uso de drogas no mundo, apontam que o consumo de álcool no Brasil aumentou 41% durante a pandemia de Covid-19.
Antes mesmo disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) já colocavam o Brasil como terceiro colocado entre os países da América Latina e o quinto em todo o continente americano com o maior consumo de álcool per capita (por pessoa), atrás do Canadá, Estados Unidos, Argentina e Chile.
Será que essa fase de confinamento em casa demonstra que presenciamos uma pandemia – ainda que silenciosa – dentro da outra? “Durante a pandemia, observamos que houve um aumento de 50% no consumo de drogas lícitas e ilícitas, com base nos atendimentos que realizamos. São pessoas que usavam drogas antes da pandemia e que consumiram ainda mais nesse período. Esse aumento é bastante preocupante, já que ele traz sérias consequências sociais e pessoais”, diz Adriano Moraes, coordenador do Tratamento Para a Cura dos Vícios, que acontece em todo o Brasil, aos domingos, em parceria com a Universal.
No Brasil, o vício é tratado como um problema de saúde pública e a própria OMS define a dependência química como uma doença crônica, recorrente, progressiva e fatal. No entanto, para Adriano Moraes, muitas pessoas não enxergam como funcionam os mecanismos de destruição que os vícios propagam. “São mecanismos silenciosos que fazem perder dinheiro, amigos, família, casa e dignidade. Quando o vício invade uma casa, o amor sai pela porta. O vício afasta pais de seus filhos e o marido de sua esposa.” Ele fala da situação com propriedade, afinal, ingressou no mundo das drogas depois de ter convivido com o pai alcoólatra. Contudo há mais de 25 anos ele abandonou os vícios.

“Eu comia comida do lixo”
Se não faltam números, pesquisas e dados sobre o uso de drogas e a dependência, também não faltam histórias de pessoas que pela Fé conseguiram superar os vícios, como é o caso do químico Robson Luiz Pereira, de 43 anos (foto a esq,).
Na adolescência, Robson aprendeu a beber e a fumar seguindo o exemplo dos pais. “Conforme fui ficando adulto, comecei a ir a festas, a baladas e a frequentar boates e casas de prostituição. Mesmo tendo um relacionamento e um filho, me envolvi com outra moça e aluguei um apartamento só para bebermos e usarmos drogas à vontade”, afirma.
Em razão disso, a separação foi inevitável. “Eu achava que viciada era a pessoa ‘noiada’, que só fumava crack e morava na rua. Esse foi meu engano. Apesar de ter instrução, eu não enxergava a situação e a cada dia me afundava mais.” Ele revela que, certa vez, depressivo e angustiado, consumiu dez pinos de cocaína com bebidas alcoólicas.
CONSEQUÊNCIAS
O saldo dele naquela época foi três relacionamentos fracassados e todo o salário mensal perdido nos vícios. “O dinheiro que eu ganhava não durava duas semanas. Então, eu resolvi vender drogas para sustentar meu vício.” Robson destaca outras perdas: “um dia, às quatro da manhã, tentei invadir a casa da minha ex-esposa, que trancou a porta. Dei um soco no vidro, perdi muito sangue e acordei no hospital. Depois disso, fiquei afastado dois anos do emprego e meus filhos se distanciaram de mim.”
Para Robson, seu pior pesadelo foi o crack. “Nessa época, eu comia comida do lixo e ficava sem luz, sem água e sem banho vários dias. Às vezes, eu pedia marmita nos estabelecimentos para trocar por uma pedra de crack. Vendi tudo o que tinha na casa da minha mãe: portas, janelas, fiação de luz e portão.”
ÚLTIMA PORTA
Certa vez, ao entrar em uma padaria para pedir sobras de alimentos, Robson reencontrou um amigo. “Quando ele me viu, perguntou se eu conhecia o Tratamento Para a Cura dos Vícios, pois ele tinha sido curado lá. Na hora duvidei, mas fui conhecer a iniciativa em Curitiba, no Paraná. Cheguei no Templo Maior cheirando mal e malvestido, mas fui muito bem recebido.”
Robson conta que desde aquele dia tudo mudou. “O Tratamento tem o diferencial de o viciado não precisar ficar internado nem usar medicação. São requeridas Fé e obediência à Palavra de Deus. Eu só tinha dois caminhos: ou me entregava ao mundo do crime e morria ou começava do zero e fazia tudo certo.”
Ele decidiu mudar. Já faz quase quatro anos que ele está livre dos vícios e sem recaídas. “Recuperei a decência, a moral e a dignidade. Tenho minha empresa, um apartamento, um carro e, acima de tudo, o Espírito Santo. Me casei com uma pessoa da mesma Fé. Hoje acredito que o único caminho para uma real transformação de vida é o da
Fé”, finaliza.
OVERDOSES
Em São Luís, no Maranhão, Joana Darc Meireles Bezerra, de 40 anos (foto a dir.), conheceu as drogas aos 17 anos e se entregou totalmente aos vícios aos 20 anos. Ela conta que por 15 anos viveu escrava da maconha, da cocaína, do “loló” (substância similar ao lança-perfume) e do crack. Para sustentar os vícios, ela entrou para a prostituição. “Quando eu usava cocaína e principalmente crack, sentia um grande bem-estar misturado com uma sensação de força, coragem e poder. Parecia que eu era capaz de fazer qualquer coisa que desejasse. Quando me prostituía, me sentia um objeto descartável e tinha nojo de mim mesma.”
Joana relata que em alguns momentos reconhecia que estava passando dos limites. “Por vezes, cheguei em casa drogada. Tentei matar meus filhos e agredir fisicamente minha própria mãe”, expôs. Ela constatou que as drogas têm um efeito devastador na vida das pessoas. “Tive várias overdoses. A última foi quando passei quatro dias dentro de um motel sem dormir nem comer, usando crack e bebidas alcoólicas. Também tentei o suicídio e quis me jogar de uma ponte três vezes. Eu achava que assim meu sofrimento teria fim.”
PEDIDO DE SOCORRO
Joana conta que buscou ajuda em muitos lugares, frequentou denominações evangélicas e fez rituais. “Tomei banho com uma água preparada e fiquei uma noite dentro de um quarto escuro com velas pretas e vermelhas e várias imagens.”
Sem ver saída e internada em um clínica psiquiátrica, Joana conheceu o Tratamento Para a Cura dos Vícios. “Fiz uma oração sincera a Deus pedindo mais uma chance e, nesse mesmo dia, o Pastor apareceu nesta clínica para fazer uma palestra”, lembra.
Ela decidiu conferir o que havia ouvido do Pastor e comenta que aquela tentativa foi diferente das anteriores: “cheguei ao Tratamento pesando 34 quilos, com depressão profunda, com um vazio enorme dentro de mim e descrente de tudo, mas tudo mudou quando o homem de Deus olhou nos meus olhos e disse que o segredo era obedecer à Palavra de Deus. Naquela noite consegui dormir em paz.”
A transformação de Joana aconteceu depois de frequentar as palestras três meses: “me batizei nas águas e a partir daí dei total liberdade ao Espírito Santo para me conduzir e me moldar da maneira que O agradasse.” Dessa forma, Joana se libertou completamente dos vícios. “Hoje sou uma mulher realizada, tenho paz e uma alegria indescritível dentro de mim, mesmo diante das maiores batalhas da vida. Resgatei a minha dignidade e meu caráter e carrego dentro de mim o maior tesouro que o ser humano pode ter: o Espírito Santo”, conclui.
“PENSEI QUE FOSSE MORRER”
A técnica de enfermagem Meri Suzi dos Santos Silva, de 37 anos (foto a esq.), conheceu as drogas já na vida adulta, aos 27 anos. Como muitos, começou despretensiosamente com bebida e cigarro. “Depois usei maconha, ecstasy, LSD e skank (conhecida como supermaconha).”
Ela declara que isso a levou ao fundo do poço: “namorei um traficante de uma comunidade no Rio de Janeiro, pois pensava que ele tinha tudo de que eu precisava. Estava cada dia mais me afundando nas drogas. Eu sempre falava que, quando quisesse parar, conseguiria, mas não era assim. Tentei fazer isso com a força do meu braço, mas o máximo que conseguia era ficar sem usar drogas dois dias. O vício era algo sem controle.”
Suzi, como é mais conhecida, declara que achava o mundo das drogas envolvente. Ela narra que chegou a passar por situações desesperadoras quando estava sob efeito das drogas: “certo dia, de repente, parecia que meu corpo estava pegando fogo. Mergulhei em uma banheira cheia, do jeito que estava, e saí sentindo muito frio. Pensei que fosse morrer”, relembra. Ela afirma que perdeu emprego, dinheiro e até a própria casa para os vícios e que também passou a se prostituir.
Foi ao assistir a um programa de TV, há seis anos, que Suzi conheceu o Tratamento Para a Cura dos Vícios. Ela decidiu ir à reunião. “No primeiro dia foi estranho, cheguei a duvidar que funcionasse, mas não desisti. Depois de um mês me curei e continuei o Tratamento. Passei por um processo para ficar totalmente livre de tudo.”
Ela detalha sua mudança: “a Suzi, hoje, é uma pessoa completamente transformada. Sou uma mãe e uma filha melhor, tenho o Espírito Santo e sou uma nova criatura”.
A FÉ é a melhor ESCOLHA
Desesperadas, muitas pessoas e suas famílias buscam auxílio no Tratamento Para a Cura dos Vícios, que já ajudou mais de cinco milhões de pessoas no mundo inteiro nos últimos seis anos.
O coordenador do Tratamento, Adriano Moraes, afirma que a cura se ampara no fato de que o vício é algo espiritual e não apenas químico. “Não pretendo questionar a eficácia da ciência, mas quero demonstrar que o vício tem cura e uso como prova casos reais, como o meu e de pessoas que conseguiram se livrar da dependência. Dentro de uma disciplina guiada pela Palavra de Deus, a cura se torna real e a Fé é essencial, pois é ela que ajuda a pessoa a superar a vontade que o vício impõe e dar fim à escravidão”, menciona.
Todos os domingos, às 15h, Adriano Moraes realiza o Tratamento Para a Cura dos Vícios em Belo Horizonte, na Avenida Olegário Maciel, 1.329, no bairro Lourdes. Em São Paulo, os encontros ocorrem na Avenida João Dias, 1.800, em Santo Amaro, e na Avenida Celso Garcia, 499, no Brás. Confira outros endereços na página 32 ou em universal.org.br/localizar. Busque ajuda para você ou um familiar, pois a Bíblia descreve em 1 João 5.5 que “quem vence o mundo é aquele que crê”.
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