Inovação: Questão de sobrevivência

Investir em novas estratégias para conquistar clientes, deixar o processo de atendimento mais ágil e melhorar um produto já existente são formas de inovar

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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Bill Gates, dono da Microsoft, na frente de um apresentador de TV em 1995. O tema da conversa é a internet, até aquele momento pouco conhecida. Enquanto Gates responde às perguntas, tira muitas risadas da plateia. Não que o tema fosse engraçado, mas porque ninguém acreditava na revolução que viria.

A internet foi uma invenção, mas o que veio com ela foram inúmeras inovações que transformaram completamente o cotidiano das pessoas. Entretanto nem toda invenção é realmente uma inovação, esclarece Ricardo Faustino, especialista em inovação: “para que uma invenção se torne uma inovação ela tem que gerar valor. Não adianta inventar algo que não resolva um problema do mundo real e não gere valor para os clientes. Neste caso, será apenas mais uma invenção bacana que ninguém utiliza”.

Abordando assim, parece que a inovação é algo apenas para grandes empresas ou para setores ligados à tecnologia, mas não se engane: inovar é descobrir formas novas e melhores de fazer algo e isso pode ser aplicado em qualquer tipo de negócio e tamanho de empresa.

Por onde começar?
O primeiro passo é observar o mercado em que você atua, se colocar no lugar do cliente e se questionar: o que eu como cliente gostaria que fosse diferente? “Uma inovação não precisa ser necessariamente algo que não existia. Pode ser algo incremental, como a melhoria de um processo que traz mais agilidade ou a melhoria de um produto já existente que gera mais faturamento. Enfim, sempre existe algo que pode ser melhorado”, explica Faustino.

Muitas inovações, inclusive, surgem da combinação de algo que já existe. Por exemplo, há alguns anos era comum encontrar locadoras de DVDs. Depois foram criados portais que possibilitaram assistir a vídeos pela internet, como o YouTube. Então, por que não colocar os filmes on-line para que assinantes tenham acesso a eles? Possivelmente, questionamentos como esse deram origem aos serviços de streaming que conhecemos atualmente. A inovação, neste caso, foi uma questão de sobrevivência – afinal, as locadoras de DVDs estavam em processo de extinção.

De onde vêm as ideias?
“As ideias muitas vezes vêm das pessoas que estão ali, no dia a dia, vivendo o problema. Mas ainda assim não são todos que têm capacidade de enxergá-las”, explica o especialista. “Criatividade é um ‘músculo’ que deve ser exercitado diariamente. Por isso, é importante questionar bastante como as coisas são feitas hoje e imaginar como poderiam ser melhoradas.”

Um detalhe importante a ser ressaltado é que a única forma de saber se a sua ideia é boa ou não é deixando de lado o medo e colocando-a em prática. “Faça! Existem muitas ideias brilhantes que não saem do papel por falta de ação”, diz Faustino. E, mesmo que alguém ria da sua ideia, como aconteceu com Bill Gates, continue acreditando nela.

Visão que vem da fé
Enquanto muitos olham para uma situação e só enxergam problemas, outros conseguem ver uma oportunidade de fazer diferente. “O maior dom que Deus deu a você não foi a vista, foi a visão. Vista e visão são duas coisas diferentes. Vista é a função dos olhos; visão é função da mente”, disse o Bispo Leandro Zangarini em uma palestra do Congresso para o Sucesso, que ocorre às segundas-feiras no Templo de Salomão e nas demais igrejas da Universal de todo o País. “Nós temos que conduzir a nossa vida pela visão da Fé. Isso é poderoso, é grande”, completou. Se você também quer ter novas ideias, não perca essa reunião.

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Autor

Cinthia Cardoso / Foto: Getty Images / Arte: Eder Santos