Confiança da Indústria atinge maior nível em dez anos

Economia dá sinais de melhora, segundo índice da FGV 

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Depois de tanto pessimismo em relação à economia por causa da pandemia do novo coronavírus, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) divulgou no fim de dezembro de 2020 que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) foi de 114,9, o maior desde maio de 2010, de 116,1 pontos.

Isso indica que 2020, marcado na história pelo isolamento em razão da Covid-19, terminou com um desempenho industrial considerado surpreendente pelos economistas, depois dos péssimos índices de abril (58,2 pontos, o menor desde que começou a medição, em 2001).

É uma amostra sólida de que crises não duram para sempre, desde que a sociedade se movimente. Segundo a FGV, a recuperação aconteceu pela reação dos gestores quando foi permitida a flexibilização de medidas restritivas contra a Covid-19 nos principais centros brasileiros – apesar de o contágio estar forte –, claro, seguindo os protocolos segurança.

Os índices da FGV, como o ICI, medido mensalmente, não são apenas teóricos. Quando levados a sério, ajudam empresários e governos a anteciparem os futuros eventos econômicos e a redefinirem estratégias para seus negócios continuarem não só abertos, mas também aumentarem sua produtividade. Quem se adaptou à realidade, em vez de fazer de conta que ela não existe, saiu na frente, enquanto muitos fecharam.

Os índices também mostram um resultado real da resiliência do empreendedor: a força usada para a subida o leva acima do que estava antes de cair. De acordo com o ICI, 17 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança acima da apresentada em fevereiro de 2020, antes da paralisação ou diminuição das atividades por causa do isolamento.

Ainda segundo a FGV, os empresários resilientes também estão mais otimistas quanto aos próximos três e seis meses. Os índices de Situação Atual (ISA) e de Expectativas (IE) avançaram 1,7 ponto – para 119,9 pontos e 109,6 pontos, respectivamente, se comparados aos números de novembro. O ISA atingiu o maior valor da série histórica (desde que começou a ser medido) e o IE alcançou o maior número desde 2011.

A própria história da Humanidade mostra que os que resistem a grandes crises são os que se previnem ou que se adaptam rápido quando elas já começaram. A Bíblia conta como José ordenou, quando governou o Egito, que alimentos fossem guardados regularmente antes de uma grande escassez profetizada, o que ajudou o povo a atravessá-la. Noé e quem acreditou nele foram os únicos a crer no aviso de Deus sobre o Dilúvio e sobreviveram na arca que construíram.

Aqui mesmo, na Folha Universal, não faltam exemplos de empreendedores que se adaptaram à pandemia (leia na página 20). Não só continuaram abertos enquanto tantos fecharam como também viram melhoras em suas empresas, ao passo que outros perderam clientes e receita. A diferença entre eles é a mesma de José e Noé: confiaram em Deus na direção de suas vidas e obedeceram a Ele.

Com tantas mudanças ocorrendo, são os resilientes que não cedem às tentadoras emoções do pessimismo que moldarão a economia nos próximos meses e anos.

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Autor

Marcelo Rangel / Foto: Getty Images