O que guardar de 2020?

A pandemia marcou a vida de milhões de pessoas. E a Universal não poupou esforços para ajudá-las

Imagem de capa - O que guardar  de 2020?

Quem não gostaria que o ano de 2020 não tivesse existido? “Cancelar” o ano que passou, como dizem, ou esquecê-lo é o desejo de milhões de pessoas que foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Logo no início de 2020, o mundo foi impactado pela mais grave crise econômica e social das últimas sete décadas. As mortes causadas pela Covid-19 ultrapassaram a marca de 1,8 milhão, segundo dados da Dasa Analytics. Fora isso, o número de pessoas em insegurança alimentar aguda, a fome, atingiu a marca de 265 milhões, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU).

Por conta de dados alarmantes como esses, a Universal intensificou o seu trabalho em favor do próximo. Muitos templos e igrejas foram fechados por causa de alguns decretos municipais e estaduais em razão do avanço da pandemia, mas a Universal se empenhou em levar apoio espiritual por meio de suas programações na TV, no rádio e na internet. Além disso, o trabalho humanitário ficou ainda mais forte. Segundo o Balanço dos Programas Sociais elaborado pela Universal anualmente, em 2020 foram quase 17,5 milhões de pessoas ajudadas no Brasil e em 109 países.

Onde existia uma Igreja Universal lá estavam também milhares de voluntários exercendo o amor ao próximo, até mesmo em países que sofrem muito com a desigualdade social, como Burundi e Burkina Faso, na África; e Haiti, na
América Central.

Só no ano que passou, 405 mil voluntários no Brasil e 206 mil no exterior estiveram unidos aos projetos sociais da instituição. Eles arrecadaram e distribuíram 40,4 mil toneladas de alimentos, sendo 2,2 milh

ões de cestas básicas e 3,1 milhões de refeições prontas. Também doaram 3,1 milhões de peças de roupa, 1,1 milhão de kits de higiene, 635 mil livros, 91 mil cobertores, entre outros itens. Todas as ações sociais seguiram os protocolos de saúde direcionados para o combate ao coronavírus, como uso de máscaras e álcool em gel e distanciamento social.       

Dar a quem tem fome
O grupo Evangelização (EVG) esteve empenhado em levar vida aos aflitos. Os voluntários fizeram doações por meio de seus projetos. Um deles é o Anjos da

Madrugada, que presta assistência às pessoas que estão em situação de rua. O trabalho de 2020 foi concluído em 22 de dezembro, durante a realização da “Ceia Solidária”, realizada em todo o País. Além da mesa farta, o projeto proporcionou aos carentes banho, corte de cabelo, atendimento de enfermaria e panetones.

A EVG também esteve presente em albergues, oferecendo apoio espiritual e social, por meio de doação de alimentos, roupas, cobertores e kits de higiene.

Os voluntários do grupo também fizeram parte do projeto Unisocial. Nas comunidades carentes foram oferecidos cortes de cabelo, manicure, limpeza de pele, design de sobrancelha, massoterapia, diversão para crianças e atendimento médico, de saúde bucal e jurídico.

A administradora de empresas Solange Pereira Souza, de 32 anos (foto a esq.), é obreira na Universal e voluntária do grupo EVG há cinco meses. Ela conta que o projeto Unisocial realizou um trabalho transformador. “Conseguimos ver de perto a realidade das comunidades e de muitas famílias que não têm base ou até mesmo estrutura, e que quando chegam até nós, cuidamos com todo o nosso amor. Não ajudamos apenas com aliment

o físico ou proporcionamos uma tarde agradável, mas também levamos o alimento espiritual”, relata.

O Bispo Leandro Zangarini, responsável pelo trabalho do grupo EVG no Brasil, explica por que as ações sociais foram necessárias principalmente no ano de 2020. “Infelizmente, muita gente perdeu o emprego, muitos perderam as condições e coisas que aparentemente são simples para nós, mas que eram muito importantes para eles. Toda nossa força, nossa energia, tudo que a gente puder fazer, nós vamos fazer pelo próximo”, reforça.

Cuidado aos idosos
Uma faixa etária que foi bastante afetada com a pandemia da Covid-19 e que mereceu atenção especial dos voluntários da Universal foi a dos idosos. Muitos ficaram isolados em casa durante meses, como a aposentada Maria Veniz, de 76 anos(foto a dir.). Há três anos, ela faz parte do grupo Calebe – projeto social da Universal que oferece apoio aos idosos.

Maria mora sozinha e não costumava sair de casa. Até que um dia foi surpreendida com a visita dos voluntários do grupo. Ela conta o que sentiu: “foi maravilhoso, pois não estava esperando receber os voluntários. Foi uma alegria muito grande e até chorei de felicidade. Naquela visita pude sentir o amor e o cuidado do Senhor Jesus comigo por meio do grupo Calebe. Naquela tarde conversamos, demos risadas, oramos, falamos da Palavra de Deus e minha Fé foi fortalecida”, descreve.

Maria fez parte dos 132 mil idosos em todo o Brasil que foram cuidados e acompanhados pelo grupo Calebe em 2020.

Saúde mental e espiritual
Muito tem se falado sobre as consequências do isolamento social para contenção do avanço da pandemia. Uma delas foi o desenvolvimento ou agravamento dos casos de depressão e até o suicídio. E os números são alarmantes: de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão e que a cada ano mais de 800 mil tiram a própria vida.

Por causa disso, alguns projetos na Universal focam em ajudar as pessoas que sofrem desses males. Um deles é o Depressão Tem Cura (DTC), cujo trabalho ficou mais forte durante a pandemia. Foram atendidas cerca de 145 mil pessoas e realizadas quase 46 mil visitas.

  A Universal também contou com os voluntários da Força Jovem Universal (FJU). Só em 2020, o grupo atendeu mais de 2 milhões de jovens por meio de seus mais variados projetos. O Help, por exemplo, que auxilia jovens que sofrem com depressão, automutilação, traumas e ansiedade, foi um dos mais procurados.

Físico e interior bem cuidados
Vimos durante a pandemia o quanto os profissionais da saúde são essenciais. Em razão disso, o Grupo da Saúde da Universal (GSU) se fez presente. Em parceria com alguns profissionais de saúde voluntários, o GSU realizou palestras para outros profissionais da área, promovendo a valorização e o bem-estar físico, mental e emocional deles.

O Bispo Eduardo Ribeiro, responsável pelo Grupo da Saúde no Brasil, destaca o valor de cada profissional da saúde em tempos tão difíceis. “Esses profissionais enfrentaram o inimigo desconhecido, e até mesmo arriscaram as suas próprias vidas para salvar outras.” Ele também ressalta a ajuda dada aos enfermos: “a Universal, por meio do Grupo da Saúde, atendeu milhares de pessoas atingidas pela Covid-19”.

Uma outra atividade que o grupo promoveu com êxito foi a campanha de doação de sangue. Em 2020, cerca de 48 mil bolsas de sangue foram doadas, o que beneficiou quase 192 mil pacientes em todo o Brasil.

O Bispo Eduardo Ribeiro aponta que muitas pessoas tiveram medo de doar sangue por causa da pandemia, mas reforça que o Grupo da Saúde se mobilizou para beneficiar os enfermos. “Muitas pessoas precisavam de sangue, pois as doenças continuaram a existir, e graças aos voluntários demos esse suporte.”

O biomédico Geyzon de Melo, de 29 anos, confirma a importância desse trabalho. Ele é especialista em imunologia clínica e laboratorial, habilitado em patologia clínica e voluntário do grupo desde 2017. Geyson explica que sempre admirou os projetos sociais da Universal. “Quando surgiu o GSU com uma atenção voltada para o bem-estar físico, psicológico, emocional e social de profissionais da saúde e de pacientes e que oferece apoio para aqueles que muitas vezes são considerados heróis de jaleco, mas que em seus íntimos carregam decepções, frustrações e até depressão, na hora me identifiquei. Aprendi a olhar diferente a realidade da saúde não só ao meu redor, mas em todo o Brasil”, ressalta ele.

Fragilizados
Também percebemos em 2020 que a pandemia afetou muitas famílias e que casamentos foram prejudicados pela convivência diária. Em razão disso, os voluntários do grupo Auxiliares da Terapia do Amor levaram orientações primorosas para ajudar a salvar muitos relacionamentos. Além disso, eles contribuíram com doações de cestas básicas, água, pacotes de fraldas, entre outros itens. Ao todo, atenderam mais de 32 mil famílias em 2020.
As iniciativas da Universal também colaboraram no resgate social de segmentos fragilizados, como o projeto Universal nos Presídios (UNP), que já conta com 1,5 milhão de famílias de detentos beneficidas, e o projeto Vício Tem Cura, que alcançou no ano passado cerca de 493 mil dependentes químicos.

Seja um voluntário
Como você viu, os projetos sociais da Universal ajudaram milhares de pessoas. Existem muitos outros também que alcançaram os sofridos, mas é preciso muito mais voluntários para que o trabalho social continue neste ano que acabou de começar. O próprio Senhor Jesus avisou: “Grande é, em verdade, a ceifa, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da ceifa que envie obreiros para a sua colheita” (Lucas 10.2, na Bíblia Sagrada com anotações de Fé do Bispo Edir Macedo).

Sobre isso, o Bispo Macedo alertou: “há bilhões de pessoas aguardando as Boas Novas da Salvação. No entanto, o número de obreiros que existe para ir até elas é insuficiente. Além disso, a quantidade reduz cada dia mais, pois muitos ceifeiros querem servir a Deus do seu modo”.

Portanto, se você deseja dar ao próximo o que recebe de Deus, seja também um voluntário. Procure uma Universal mais próxima e informe-se. Jesus conta com você.

imagem do author
Autor

Maiara Máximo / Fotos: Cedidas, Demetrio Koch /Arte Sobre: Fotos Cedidas