“Cheguei a roubar minha mãe para sustentar o vício e bancar amigos”
Samuel Santos já não tinha a confiança dos pais e quase perdeu a vida para os vícios. Saiba como ele conseguiu recomeçar a sua história
Os vícios destroem o presente, interrompem o futuro e marcam o passado do usuário e da sua família, que sofre as consequências. No caso de Samuel Santos Malafaia, de 19 anos, as drogas passaram a fazer parte da rotina ainda na escola. “Por conta das más influências, comecei a usar maconha e minha vida ficou bagunçada, pois tudo que eu fazia era pelo vício. Eu bebia, fumava cigarro e, nos bailes, misturava tudo com LSD. Além disso, eu perdia muito dinheiro com jogos”, conta.
Outras áreas de sua vida também foram afetadas: “minha atitude fazia com que minha família se destruísse. Por minha causa, ocorriam muitas brigas em casa. Eu tirava a alegria dos meus pais. Perdi totalmente a confiança deles, pois cheguei a roubar minha mãe para sustentar o vício e bancar amigos.”

O fracasso se repetia na vida amorosa: “tive alguns relacionamentos e todos eram frustrados. Eu era muito ciumento e não dava certo com ninguém”, explica.
Deslumbrado com as recompensas oferecidas pelo mundo, Samuel foi se afundando na vida desregrada de noitadas até que percebeu que já não tinha mais o controle de si mesmo. “Meu pior momento foi quando eu tentei sair do vício e vi que ele era mais forte do que eu. Eu usava um dia, me arrependia e falava: ‘agora vou parar’, mas no outro dia eu estava usando drogas de novo. Isso trouxe complicações à minha saúde, até que eu tive um princípio de overdose, um ataque cardíaco e vi a morte de perto.”
A situação abriu os olhos de Samuel quanto a suas escolhas. A mãe dele já lutava por ele nas reuniões da Universal. Ao deixar o hospital, ele não tinha mais dúvidas sobre o que deveria fazer. “Eu estava decidido a nunca mais usar drogas e a partir daquele dia comecei a ir à Igreja com meus pais.”
Nas reuniões, Samuel entendeu que suas decisões seriam fundamentais para a transformação de vida que tanto buscava e deu mais um passo: se batizou nas águas. “Eu ouvia que tinha que morrer para o mundo e para o pecado. Decidi me batizar. Meu foco era a nova chance que eu ia receber naquele momento. Eu entendi que tinha que ter o Espírito Santo para permanecer e para suportar as guerras e as lutas.
Ele tinha que ser a prioridade. Tudo o que eu fazia era pensando em honrá-Lo e agradá-Lo. Até que em uma quarta-feira tive a certeza de que o Espírito Santo era comigo”, recorda.
Segundo Samuel, sua mudança, que começou internamente, logo passou a ser vista pelos familiares e conhecidos. “Não preciso mais de drogas ou de amigos para ser feliz. Hoje minha felicidade é servir o Deus Vivo. Minha família voltou a ter confiança em mim, tenho meu próprio negócio e sou casado com uma pessoa da mesma Fé, que luta pelo Reino dos Céus comigo.”
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