Desfigurado por duas overdoses
O sacrifício transformou a vida de Rogério Dias
Rogério da Silveira Dias tem 47 anos, é bacharel em Direito e barbeiro. Carioca, ele mora no Cachambí, bairro próximo à linha do trem, na zona norte do Rio de Janeiro. Casado e pai de uma filha, ele tinha uma barbearia com a qual sustentava a família. Era membro da Universal desde os 16 anos e chegou a ser voluntário da Igreja, mas, aos poucos, foi se afastando da Presença de Deus. “Mesmo depois de casar e ter uma filha, eu queria viver uma vida de solteiro. Tentei voltar à presença dEle diversas vezes, mas joguei tudo no lixo para viver no mundo porque não priorizava o Espírito Santo”, avalia.

Rogério já consumia bebidas alcoólicas e decidiu experimentar maconha. “Uma droga puxa a outra. Eu me drogava dentro da barbearia e me tornei viciado. Eu usava tudo ao mesmo tempo: álcool, maconha, crack, lança-perfume, loló, cocaína, etc. A barbearia ficava mais fechada do que aberta e os amigos e clientes foram se afastando. Eu comecei a roubar dinheiro da minha esposa e da minha filha para sustentar o vício.”
Ele teve duas overdoses e começou a ficar desfigurado. Com 1m78 de altura, ele chegou a pesar 45 quilos. “Uma vez pulei do terceiro andar de casa só para ir à Cracolândia e depois passei três dias dormindo. Também tentei o suicídio: tomei uma cartela de medicamento contra ansiedade com diversas drogas e apaguei. Minha esposa me socorreu com a ajuda dos vizinhos. Tive de fazer lavagem estomacal no hospital”, conta.

Sua esposa, Silvânia, já o levava ao Tratamento para Cura dos Vícios, mas ela entendeu que teria que lutar de outra forma. “Ela participou da campanha da Fogueira Santa. Um dia, quando eu disse que estava indo embora de casa, ela pegou tudo que tínhamos – móveis, freezer, geladeira, televisão, cama –, vendeu e sacrificou no Altar, pedindo pela minha cura”, lembra Rogério.
Naquele final de semana, ele foi à barbearia para se drogar. “Antes, eu pedi ajuda a Deus com todas as minhas forças. Depois, tentei acender o cigarro de maconha, mas ele misteriosamente se desmanchou; quando fui usar cocaína – ao dizer parece engraçado – assoprei em vez de cheirar. Consegui acender uma pedra de crack, mas, quando traguei, não teve efeito.”
Silvânia diz que, dois dias depois, Rogério voltou para casa pedindo perdão: “o primeiro sinal de cura que notei foi ver que, mesmo em abstinência, não existia convulsão ou nervosismo. Ele também pediu emprego na fábrica onde minha filha trabalhava. Ela ficou um pouco assustada, mas resolveu falar com a chefe que lhe disse: ‘eu acredito que Deus pode transformá-lo’. Então, ele começou a trabalhar na fábrica e com corte de cabelo nos finais de semana.”
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo