Não perca a Campanha contra a gripe

Por que é preciso se imunizar?

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A vacinação contra a gripe vai até o dia 5 de junho. É a última fase de um calendário que teve início em março com a imunização de idosos e trabalhadores da saúde. Depois, na metade de abril, atendeu pessoas com doenças crônicas e, agora, prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e mães no pós-parto, pessoas com deficiência, professores e quem tem entre 55 e 59 anos.

Mas, comparando a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza deste ano com as edições anteriores, o número de vacinados está abaixo do esperado. Se em 2019, o Brasil atingiu 90% de cobertura, com mais de 53,5 milhões de pessoas vacinadas, em 2020, os postos de saúde estão registrando uma procura bastante inferior à meta alcançada no ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, até a segunda fase da campanha, que terminou no dia 8 de maio, só 36% do grupo ao qual ela se destinava tinha se vacinado. O grupo era composto por membros das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores) e portuários, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos (sob medida socioeducativa), população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Estado da Saúde decidiu convocar mães e crianças para a vacinação contra a gripe, porque a cobertura está abaixo da expectativa: somente 20% da meta foi alcançada.

De acordo com o Ministério da Saúde, ainda há doses suficientes para que todos sejam vacinados. O Instituto Butantan produziu 75 milhões de doses da vacina que previne contra os três tipos de vírus de influenza que mais circularam no ano passado. Mesmo que as pessoas tenham se vacinado em 2019, é preciso que sejam imunizadas novamente neste ano, pois o vírus da gripe sofre mutação.

Vale lembrar que a gripe é causada pelo vírus influenza e, assim como o coronavírus, é transmitida por meio de gotículas expelidas pela pessoa doente ao falar, espirrar ou tossir. Ao aspirar essas partículas, que podem ser percorrer distâncias superiores a um metro, você pode se infectar com o vírus influenza.

O contágio ocorre quando se leva as mãos à boca, ao nariz e aos olhos depois de tocar em superfícies contaminadas, como um corrimão, por exemplo.

Por outro lado, quem se imuniza contra o ataque do vírus influenza, pode evitar uma possível infecção dupla de gripe e da Covid-19, o que sobrecarregaria o próprio sistema respiratório.

Se você perdeu o período de vacinação destinado à sua faixa etária ou caso se enquadre ao público da última fase da campanha e ainda não se vacinou contra a gripe, procure o posto de saúde mais próximo da sua casa, pois você ainda tem a chance de se vacinar. Não se esqueça de adotar medidas simples como higienizar frequentemente as mãos com água e sabão, se proteger com o uso da máscaras e evitar contato com quem esteja com sintomas como tosse, secreção nasal e febre. E o mais importante: se puder, fique em casa.

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Autor

Eduardo Prestes / Foto: Getty Images