“O diabo sempre falava em minha mente”

Embora tenha frequentado a Universal desde bebê, a estudante Eduarda Brígido, de 21 anos, viveu distante de Deus. Veja como, finalmente, ela O conheceu

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Aos oito meses de vida, a estudante Eduarda Brígido, hoje com 21 anos, já frequentava a Universal com sua mãe. No entanto, na adolescência, ela se afastou da presença de Deus: “em 2016, comecei a frequentar cada vez menos a Igreja. Em 2017, ao fazer 18 anos, passei a sair mais, a beber e a falar palavrão.”

Ela descreve como era sua rotina: “vivia em baladas LGBT ou em bailes funk. Dançava em cima de mesa, bebia até cair e brigava com várias pessoas. Certa vez, depois de chegar em casa de uma festa, fui bêbada à reunião na Igreja, sem temor nenhum a Deus. Eu ficava com amigos que não me acrescentavam nada.”

Em 2019, sua família mudou de casa e a frequência dela à Igreja diminuiu ainda mais. “Continuei com meus rolês e, quando dava, ia à Igreja – normalmente uma vez por mês. Amava chegar lá com o cabelo colorido, piercing no nariz, roupa curta e atraente. Queria que as pessoas olhassem para mim e falassem: ‘olha a filha afastada da obreira Kamila’”, diz.

A FÉ VEM PELO OUVIR
Depois de participar de muitas reuniões, Eduarda compreendeu o quanto Deus estava sendo misericordioso com ela. “Pensei: ‘me sinto tão decepcionada com meus amigos, então imagina como Deus deve estar também comigo. Ele que me criou, me amou e deu Seu Filho por mim’. Porém, todas as vezes que eu pensava em me entregar a Ele, o diabo sempre falava em minha mente que eu nunca mais brincaria no Carnaval, não ficaria mais ‘bem louca’ do jeito que eu gostava nem falaria mais palavrões. Então, eu desistia.”

Ela conta como orava sinceramente a Deus: “me senti à vontade para dizer a Ele: ‘não O conheço e ainda não O amo. Não posso ser hipócrita, chorar e pedir perdão por algo que ainda não quero mudar. Mas Lhe peço: que o Senhor me dê o Teu querer’”.

O QUE A SINCERIDADE FAZ
Em outubro de 2019, ela decidiu fazer um voto com Deus para receber uma direção para a área financeira, mas ela ouviu a Voz dEle lhe dizendo que, se tivesse o Espírito Santo, o restante lhe seria acrescentado. “Naquela hora, pedi a Deus pela minha vida espiritual. No domingo seguinte, decidi me batizar e, em algumas semanas, quando o Pastor chamou à frente do Altar para buscarmos o Espírito Santo, Ele desceu sobre mim”, lembra.

Hoje, Eduarda relata que o caminho para receber o Espírito Santo estava na atitude de se render a Ele. “Quando deixei tudo nas mãos de Deus – sonhos, planos, orgulho, conquistas e anseios –, Ele me deu o tudo dEle”, conclui.

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Colaborador

Flavia Francellino / Foto: cedida e Demetrio Koch