“Eu queria fazer sucesso a qualquer preço”
A busca de Cássia Chagas pela fama resultou em sofrimento e síndrome do pânico. Veja a transformação dela
A vendedora Cássia Chagas, de 36 anos, cresceu frequentando a Universal. “Cheguei na Igreja aos 7 anos, após minha mãe ter sido evangelizada na fila do hospital onde minha irmã estava internada. Meu pai era alcoólatra. Por essas razões, procuramos ajuda na Universal do Brás, em São Paulo. Minha irmã foi curada e minha mãe perseverou na Fé”, relembra.
Cássia conta que continuou ouvindo sobre a prática da Fé na adolescência, mas, aos 16 anos, se deslumbrou com a possibilidade de ser famosa. “Eu trabalhava como garçonete em um lugar que tinha música ao vivo. Lá, passei a fumar escondido. Um dia, me convidaram para cantar e aquilo me fascinou. Descobri que tinha afinação, criei uma personagem e virei cantora”, diz.
Dessa forma, Cássia mergulhou na busca pela fama. Fez contato com várias bandas e músicos, ensaiava muito e se apresentava em casas noturnas, bares e festas. Naquele período, ela fez da música sua profissão, mas não imaginava o sofrimento que teria no futuro.
“O problema foi que eu dei as costas para Deus e para tudo que pudesse me prender. Eu só queria a liberdade de viajar com as bandas e fazer shows de forró em outros Estados e cidades. Passei a viver na estrada. Eu queria fazer sucesso a qualquer preço e vivi longe de Deus e de minha família dos 16 aos 25 anos”, destaca.

Cássia relata que gastava muito com figurinos e instrumentos. Ela ainda tentou montar três bandas, mas não obteve sucesso. Também gravou CDs, DVDs e divulgou seu trabalho em cartazes e sites, porém o retorno esperado nunca chegava.
Com o passar do tempo, Cássia começou a se sentir frustrada. Apesar da dedicação à música e ao corpo, ela não era bem remunerada. Ela afirma que recebeu muitas propostas para se prostituir em troca de fama, mas que não as aceitou. Também rejeitou o consumo de drogas, que eram comuns no meio que convivia. No entanto fumava dois maços de cigarro por dia.
Até que, certa vez, durante um show, Cássia sentiu uma sensação ruim. Ficou com o coração acelerado e teve falta de ar e muito medo.
Apesar dos exames não terem detectado problemas cardiológicos, os sintomas pioravam a cada dia. Então, ela abandonou os palcos.
“Dali em diante, eu ia ao hospital praticamente todos os dias com os mesmos sintomas e toda vez me davam medicações fortes, mas não descobriam o que eu tinha. Não saía mais de casa e tinha uma sensação de morte. Até que fui diagnosticada por um psiquiatra com síndrome do pânico e transtorno de ansiedade e as doses de medicamentos eram altíssimas”, revela.
Atitude para um recomeço
Cássia se recorda que os amigos se afastaram e que os remédios pareciam não fazer mais efeito. Até que, em meio a uma crise de pânico, ela se recordou do tempo que frequentava a Igreja. Em seguida, assistindo a uma programação da Universal, recebeu o convite para voltar para Deus. No dia seguinte ela foi à Igreja.
Nas correntes de libertação, Cássia se livrou da ansiedade e da síndrome do pânico. Também abandonou o cigarro e não tomou mais remédios, mas o principal estava por vir. “Eu procurava agradar a Deus, fazia jejuns, orava de madrugada e lia a Bíblia. Pouco depois recebi o Espírito Santo. Aí eu entendi o porquê de nunca ter sido feliz antes. Hoje a alegria vive dentro de mim”, finaliza.
Atualmente, Cássia é casada com uma pessoa que professa a mesma Fé que ela e eles se dedicam a levar a Salvação para quem esteja na mesma situação que ela um dia esteve.
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