De portas abertas para doar vida
Mesmo em período de pandemia, voluntários e doadores se mobilizaram e compareceram à Universal para ajudar a combater a escassez atual dos bancos de sangue
Se a pandemia que ocorre no mundo colaborou para derrubar os estoques de banco de sangue no Brasil – uma vez que o isolamento social afasta os doadores desses locais –, o momento despertou, nos membros da Universal, a solidariedade e o interesse de ajudar o próximo.
Em São Paulo, o complexo do Templo de Salomão atendeu ao pedido do Banco de Sangue Paulista, cedeu espaço e, com a organização do Grupo da Saúde, reuniu doadores para contribuir com a causa.
Embora a realização de reuniões esteja temporariamente suspensa, como medida da contenção da Covid-19, as portas da Universal se abriram para a iniciativa de doação de sangue, o que reforça que sempre haverá mãos e braços estendidos para ajudar.
No Templo, a ação ocorreu entre os dias 1º e 3 de abril, atraiu pessoas de várias localidades e o número de doadores foi maior do que o esperado. Muitos deles atenderam ao convite feito através dos meios de comunicação e das redes sociais e compareceram ao local, independentemente da religião que professam.
Na entrada foram disponibilizadas condições para assepsia, como a lavagem das mãos. Também foi respeitada a distância entre cada doador, minimizando a aglomeração de pessoas, e a limpeza também foi reforçada.
HÁ VIDA EM MEIO AO CAOS
O Bispo Renato Cardoso, responsável pelo trabalho da Universal no Brasil, falou da magnitude da mobilização. “Estamos vendo pessoas se unindo e fazendo sua parte para ajudar quem precisa neste momento. Como sabemos, as próximas semanas serão críticas. É um período de solidariedade e estamos unindo forças para poder aliviar a situação crítica que muitas famílias vivem nesse momento por causa do isolamento social.”
O Bispo também ressaltou que a Igreja está à disposição para atender uma necessidade como essa. “É um trabalho que a Universal faz há muitos anos e não poderia ser diferente neste
momento”, reforçou.
PENSANDO NO PRÓXIMO
Na manhã do dia 1º de abril, a enfermeira Nathalia Souza de Faria, (foto abaixo) de 30 anos, chegou ao complexo do Templo do Salomão para doar sangue pela terceira vez e não estava só. Ela levou a prima, a autônoma Bianca Vanessa Souza Contreiras, de 29 anos, e sua tia, a recepcionista Edneia de Souza Contreiras, de 53 anos. “Vim pensando no próximo”, comentou Nathália, que, como profissional da área da saúde, entendeu que a iniciativa é urgente. “Soubemos da necessidade nos hospitais e do sofrimento das pessoas. Aquilo que eu gostaria que fosse feito para mim é o que faço pelas pessoas hoje.”

Bianca é doadora de sangue há pelo menos cinco anos e enxergou na ação uma forma de ajudar quem precisa. “Vi a chance de ajudar e salvar outras vidas.” A mãe dela, Edneia, está há 20 anos na Universal e compartilhou uma lição: “bem-aventurado é aquele que dá mais do que aquele que recebe. Por isso, estou dando de presente o que Deus me deu, que é a minha saúde”, considerou. Tanto Nathalia como Bianca são voluntárias do Grupo da Saúde. Além do trabalho evangelístico feito nos hospitais, o Grupo da Saúde também presta assistência espiritual aos familiares e aos profissionais de área que, por vezes, veem a própria saúde física e emocional afetadas por conta das grandes demandas e do estresse.
O Bispo Eduardo Ribeiro está à frente do trabalho do grupo realizado no Brasil e reforçou a importância da doação de sangue. Segundo ele, a ação vem sendo realizada desde o início do ano. Somente de janeiro a março de 2020, quase 23 mil doações foram feitas graças às ações do grupo em todo Brasil. Mais de 91 mil pessoas em todo o País foram beneficiadas.
Normalmente, o movimento é inverso: são os voluntários que vão até os bancos de sangue. “Mas a Igreja Universal abriu essa porta e cedeu seu espaço. Eles (os bancos de sangue) sabem que podem contar conosco”, disse o Bispo.
O Bispo mencionou que é preciso que haja condição para que a ajuda chegue. “Se a Igreja estiver fechada, não temos condições de dar esse apoio. De uma forma ou de outra, estamos ajudando a nossa sociedade”, acrescentou. Outros nove Estados aderiram à iniciativa. A previsão é de que, ao longo de todo o mês de abril, cerca de 3.550 pessoas doassem sangue e beneficiassem mais de 14 mil vidas com as doações. No entanto, até o fechamento desta edição, só nos primeiros dias da campanha, cerca de 4 mil doadores participaram da ação, o que vai beneficiar aproximadamente 16 mil vidas.
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