Você sabe o que agrada a Deus?

Muitas pessoas pensam que receber o Espírito Santo é para que não tenham mais tristeza ou para que seus sonhos sejam realizados, mas enganam-se

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Todos podem oferecer um copo de água a alguém necessitado, mas quem pode levantá-lo espiritualmente? Quem está habilitado a fazer isso? A resposta é: os que buscam agradar a Deus e receber Seu Espírito. Quem O recebe, obtém não apenas a satisfação em suas vidas, mas também a de alcançar outras pessoas. Isso porque o Espírito Santo nos faz fonte e quem é fonte tem vida para dar.

Quando Ele vem sobre alguém, é para habilitá-lo a servi-Lo e não para que ele sirva a si mesmo. Ele o habilita a falar dEle, independentemente da idade, nível cultural ou posição social, como explica o trecho de Isaías 61.1: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos .”

A questão é que ninguém pode dar aquilo que não tem. Sem o Espírito Santo, nenhuma ajuda é completa por mais que seja oferecida com boa intenção. Qualquer pessoa pode acolher um necessitado ou resolver uma dificuldade, como aquecer os que não têm onde dormir ou alimentar o faminto, mas não são todos que podem lidar com a dor da alma.

Traumas e Vazio

Um dia Scheila Rodrigues, (foto abaixo)  de 32 anos, sentiu essa dor da alma e sofreu de muitas formas. Ela viu a mãe com depressão e, para piorar, seu pai faleceu. “Minha mãe começou a vender as coisas de casa para que tivéssemos o que comer. Éramos seis filhos. Vendo essa situação, uma pessoa pediu à minha mãe que me deixasse trabalhar para ela e lhe falou que seria em um posto de gasolina, mas não era. Era em uma casa de prostituição.”

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Na época, Scheila tinha apenas 14 anos. Para suportar aquela situação, ela passou a beber e a usar drogas. Ela ficou ainda mais triste ao reencontrar a mãe seis meses depois. “Achei que minha mãe ficaria feliz em me ver, mas ela ficou brava e disse que precisava do dinheiro que eu ganhava. Entendi que ela sabia o que eu fazia.”

Em fevereiro de 2010, Scheila chegou à Universal. “Quando olhei para o Altar e vi escrito ‘Jesus Cristo é o Senhor’, quis esse Jesus para mim. O pastor ensinou que eu precisava me limpar, perdoar e que Ele faria o que nunca ninguém fez por mim.”

Porém, Scheila não estava disposta a se entregar e isso a fez se afastar da presença de Deus quatro anos depois. Por conta disso, ela passou a ter depressão. “Tive pensamentos de suicídio, pois queria a qualquer custo matar aquela dor que eu sentia.”

O que precisa ser feito?

Quase sem forças, Scheila retornou à Igreja no começo de 2016. Desta vez, estava consciente de que se quisesse ter uma nova vida teria de mudar suas escolhas. “Tive que renunciar à minha vida para receber o Espírito Santo. Para isso, me privei de tudo que poderia me atrapalhar. O mais difícil não foi perdoar minha mãe, mas meu padrasto. Quando eu era criança, passei por situações de abuso.” Seu padrasto pedia para que dormisse com eles, enquanto eles mantinham relação sexual e isso lhe trouxe ressentimentos.

Scheila sabia que precisava perdoá-lo. “Precisei procurá-lo em um asilo no sul de Minas Gerais. Quando perguntei se ele sabia quem eu era, ele não se lembrava. Ao ouvir meu nome, ele teve medo e eu disse que ele não precisava se assustar, que eu o perdoava e falei de Jesus para ele.”

Assim que ela liberou o perdão, seu interior se tornou o lugar ideal para receber o Espírito Santo. “Jamais poderei descrever o que recebi.

Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Uma alegria tomou conta da minha alma, uma força, um amor, um gozo, uma paz, algo extraordinário aconteceu comigo. O que mudou primeiro em mim foram os meus pensamentos e logo as minhas atitudes já não eram as mesmas.”

Hoje casada, Scheila é empresária no ramo da beleza. Ela também serve a Deus como obreira. Agora habilitada espiritualmente, ela ajuda outras pessoas, pois atua no Grupo Calebe, voltado a melhor idade. “O Espírito Santo é meu instrutor, é o pai que eu não tive. E, por isso, tenho consciência que o melhor presente que posso dar a Ele é alcançar outras vidas, é ganhar almas.”

Agradar-se de Deus
A empresária Simone Chaya, (foto abaixo) de 40 anos, também teve uma história marcada por decepções. Com a separação dos pais, sua família foi morar na casa da avó, mas ela conta que não havia nenhuma disciplina. “Via drogas no chão, bebidas o tempo todo, orgias. Era uma bagunça.”

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Tanto que, por volta dos 13 anos, foi vítima de pedofilia. “Estragaram minha inocência. Eu me fechei, tinha medo de homens, nojo e mágoa.” Ela levou essa bagagem para seus relacionamentos. Aos 16 anos, conheceu o primeiro namorado e se casaram. Um ano e meio depois estava separada. “Eu só chorava, pois me sentia vazia.”

Embora frequentasse uma igreja evangélica e tivesse feito diversos estudos bíblicos, nunca entendeu quem era o Espírito Santo. Só entendeu Quem Ele é e que precisava dEle quando chegou à Universal. “Comecei a acompanhar os programas de rádio sem saber que eram da Igreja. Percebi que estava recebendo alimento espiritual que nunca havia provado antes. Quando cheguei à Igreja, entendi que Deus tinha que ser o primeiro em minha vida.”

Sua busca incessante pela presença de Deus, então, teve início. “O interessante é que não me preocupei com o meu futuro, pois estava preocupada em agradar a Deus. A minha prioridade era conhecer Jesus. Em quatro semanas, recebi o Espírito Santo. Percebi aquela força tomando conta do meu ser, me senti forte, parecia que eu estava protegida de tudo. Nunca mais fui a mesma pessoa.”
Sua sede de alcançar outras vidas também se tornou evidente. “Quando encontro uma pessoa que está desesperada, procuro ajudá-la para que se sinta acolhida e amada por Deus e não ajo de maneira religiosa ou condenatória.”

De mãos dadas com Deus no Carandiru
Mesmo com um histórico de 18 anos de vícios, 27 tentativas de homicídio, dois homicídios, latrocínio, 17 passagens pela polícia e 15 rebeliões, Marcos Cesar Datri, (foto abaixo) de 45 anos, recebeu o Espírito Santo em um lugar improvável: a antiga Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, que ficava na zona norte da capital.

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Conhecido no crime como “Marcos Psicopata”, usou a mesma disposição que teve de entrar nessa vida para sair dela. Tanto que o Encontro que teve com Deus aconteceu na primeira reunião de que participou em um dos pavilhões. “Na véspera, eu tinha planejado tirar a vida de dois presos, mas quando outro preso, que era da Universal, pediu licença e fez um convite para que eu participasse de uma reunião, aceitei. Quando cheguei, o pastor falou sobre Salvação. Pedi perdão a Deus pelos meus pecados e decidi me batizar nas águas.

Voltei para o pavilhão e comuniquei os que faziam parte da organização que estava largando aquela vida para servir a Deus.”

Histórico Ruim
Marcos entrou para a vida do crime aos 7 anos. Naquela altura, a maldade era uma característica familiar: seu pai assassinou uma das amantes e fugiu do País. “Minha mãe foi para a periferia de São Paulo. Comecei com pequenos furtos. Aos 9 anos, fiz o primeiro assalto à mão armada. Aos 15, assumi a gerência do tráfico em uma comunidade. Aos 17, comecei a roubar carga. Aos 18, já tinha cometido várias tentativas de homicídio.”

Ele entrou para uma quadrilha de assalto a banco e carros-forte e, depois de uma ação, foi detido. Um tempo depois, foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima. “Era comum abrir a porta da cela e encontrar pedaços de corpos no corredor”, diz Marcos. Ele conta que na época em que estava preso soube da morte da mãe vítima de Aids e do pai que também estava doente e faleceu enquanto cumpria pena.

Mudança de vida
Três meses depois de seu Encontro com Deus, Marcos recebeu o Espírito Santo dentro do Carandiru. “As lágrimas escorreram de tristeza por tudo o que eu tinha feito, mas depois se transformaram em lágrimas de alegria.”

Marcos conta que, apesar de ter cometido tantas atrocidades e presenciar muitas outras, nunca tinha derramado uma lágrima sequer.

“Escutei depoimentos de criminosos que, depois de matar, choraram e se diziam arrependidos do que tinham feito, mas eu só senti arrependimento quando cheguei à presença de Deus.”

Ele buscava a presença de Deus em uma reunião e conta que o batismo com o Espírito Santo foi tão marcante que ele se recorda dos detalhes: “era quarta-feira à tarde no pavilhão 7, por volta das 14h45, quando uma alegria transbordou do meu ser. O crime mudou meu nome de Marcos para Marcos Psicopata, mas o Espírito Santo me transformou totalmente. No presídio as mortes e confusões continuaram a acontecer, mas dentro de mim havia paz, alegria e a certeza absoluta que, com o Espírito Santo, venceria tudo. Encontrei forças nEle e ofereci minha vida em prol do próximo. Mesmo condenado, eu evangelizava no presídio”.

Hoje em liberdade, Marcos volta aos presídios para levar a Palavra de Deus. Ele refez sua vida, se casou e abriu uma empresa. No entanto, pouco depois, deixou de lado seus sonhos pessoais para anunciar o Evangelho em tempo integral: há sete anos é pastor da Universal.

Ruínas Internas
A jornalista Bárbara Nichela Cícera, (foto abaixo) de 25 anos, conta que teve uma infância tranquila. “Cresci na Igreja, ouvia falar da Salvação e do que era certo e errado.” Contudo, na fase da adolescência, ela escolheu fazer o errado e teve uma decepção. Daí, começaram
os complexos.

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“Conheci pessoas que tinham histórias parecidas com a minha e via como elas se comportavam. Comecei a beber e me tornei rebelde.

Passei a ouvir vozes e a ter pesadelos. Não tinha ânimo para fazer nada. Muitas vezes nem tomava banho. Eu arranhava meu próprio corpo para encontrar algum alívio e só parava quando saía sangue. Começaram a surgir os pensamentos de pôr fim à minha vida para que eu tivesse paz. Passei a culpar Deus pelos meus problemas. Tudo isso foi me machucando mais ainda e criando raízes dentro de mim.”

Uma discussão serviu como tratamento de choque. “Agredi fisicamente uma tia. Naquele momento vi que precisava de ajuda, voltei para a Igreja em 2008. Fiz um desafio com Deus, porque não aguentava mais aquela dor. Me batizei nas águas e, depois de três meses, tive minha experiência com Deus e fui batizada com o Espírito Santo. Eu pensava que cometer suicídio mostraria se meus pais e se meus amigos me amavam, mas, quando conheci e me entreguei ao Senhor Jesus, descobri o amor verdadeiro. Uma vez me perguntaram o que me fazia suspirar pelo Espírito Santo e hoje sei que é o amor dEle por mim e Sua misericórdia.”

Primeiro jejum que fez 
Edmilson Gracino, (foto abaixo) de 39 anos, passou parte de sua vida em um cortiço. “Vivemos na miséria e passamos fome”, relata. Foi assim que, ainda cedo, ele começou a fazer entrega de drogas. Depois virou traficante. Cometeu vários crimes e, aos 17 anos, o primeiro homicídio.

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Daí em diante, teve várias detenções. Sua ficha criminal também inclui várias agressões.

A Palavra de Deus chegou a ele quando estava em liberdade depois de receber um convite para participar de uma reunião da Universal, em 2017. Não demorou para que ele deixasse os vícios e se batizasse nas águas. Ele decidiu que queria mudar de vida para valer. “Tinha um obreiro que cuidava de mim. Eu quis ser como ele, um homem de Deus. Ao perguntar a ele qual era o segredo do seu sucesso, ele respondeu que era o Espírito Santo. Perguntei o que fazer para recebê-Lo e ele falou que O recebeu durante um Jejum de Daniel.”

Com o início do propósito, Edmilson buscou fazer mais do que se abster de informações seculares. “Fiz coisas diferentes, coloquei meu nome no azeite (simbolizando a presença de Deus), fiz jejum de alimentos, me privei não só de celular, mas de algumas pessoas que não acrescentavam nada à minha fé.”

O interessante é que seu desejo de fazer algo diferente ocorreu sem que ele tivesse participado de edições anteriores. Sua entrega o fez alcançar o que ele mais desejava: o batismo com Ele. Esse encontro foi fundamental para o que estava por vir dias depois, já que ele recebeu uma nova intimação.

De volta ao presídio
Edmilson passou várias vezes pelo presídio, mas, desta vez, ao ser notificado de que ele ainda tinha pendências com a lei, sua reação foi diferente porque ele já não era mais a mesma pessoa. Em outras ocasiões, ele fugiu, mas, com Deus, sabia que o certo era enfrentar a situação. “Antes eu era um delinquente. Tinha um ódio, uma raiva tão grande que, se as pessoas falavam algo que não gostava ou não aceitava, sentia gosto de sangue na boca.”

A partir do momento que a pessoa recebe o Espírito Santo e se deixa conduzir por Ele, ela passa a produzir Seus frutos. E, pelo fato de Seus frutos serem agradáveis, a diferença é visível. “Cuspiram na minha cara e por ter o Espírito Santo fiquei calado; fui afrontado dentro da prisão e encurralado na parede. Ali foi meu batismo de fogo. Se não tivesse o Espírito Santo, não teria aguentado.”

Dos 30 anos de condenação, Edmilson precisou cumprir apenas 31 dias. Mas agora ele tinha um único pensamento: agradar ao Espírito Santo. “Na Igreja, há dois tipos de pessoas: as que estão sendo enganadas por si mesmas e as que não aceitam ser enganadas. Se a pessoa não fizer nada diferente no sentido espiritual, então, entrará e sairá ano e ela continuará na mesma situação. Mas, dando o seu tudo ao Espírito Santo, ela poderá desfrutar daquilo que Deus quer”, observa Edmilson, que hoje é obreiro da Igreja.

“Minha missão é lutar até o último dia da minha vida para ganhar almas. O trabalho que fazemos é ir aonde a pessoa está, até o fundo do poço e ajudá-la a sair de lá. Damos a ela uma palavra de fé que levanta e a ensina a buscar o Espírito Santo. Porque, se ela não tiver o Espírito Santo, poderá ter tudo que não terá nada.”

Para que foi dado o Espírito Santo
O problema é que muitos querem levantar outras pessoas espiritualmente, mas sabem que ainda estão prostrados. O propósito do Jejum de Daniel – Agradando ao Espírito Santo, que aconteceu do dia 22 de setembro a 13 de outubro, buscou levar os participantes a construírem uma vida com Deus por meio de condutas que O agradem. E, porque O agradaram, agora se agradam do Espírito dEle e tornaram-se fontes.

No entanto, muitos não souberam aproveitar a oportunidade para se renovar. Essas se veem definhando espiritualmente porque tiveram atitudes egoístas e não se prontificam a ajudar espiritualmente outras pessoas. Essa é a resposta para o fato de não avançarem espiritualmente: o Espírito Santo não pode ficar acomodado no interior de cada um, pois é assim que surgem os deficientes espirituais.

Quem pede para receber o Espírito Santo tem que saber o que está pedindo, pois sua vida não será um mar de rosas. O Espírito do Altíssimo se submete a ela para que sejam capacitadas para dar suas vidas a ajudar outras pessoas. Mas, se ela não se submete a Ele, corre o risco de perdê-Lo.

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Colaborador

Flavia Francellino / Fotos: Demetrio Koch, Marcelo Alves, Mídia FJU Campinas