Ela desejava a morte todos os dias
Os complexos e traumas criaram “monstros” internos e geraram grande infelicidade para Caroline
Caroline Leite Bonfim, (foto abaixo) de 21 anos, sofreu bullying por parte de colegas em sua infância e desenvolveu complexo de inferioridade, o que a levou a desejar a morte. “Sempre tive a atenção e o carinho dos meus pais. Até então estava tudo bem, mas, por causa do meu peso, eu era vítima de piadas e ofensas que me fizeram ficar cada vez mais fechada em meus conflitos.”

Com o passar dos anos, a insegurança foi ganhando força. “Eu via as outras meninas sendo admiradas e só zombavam de mim. Isso me fazia acreditar que eu era pior e feia. Então, quanto mais eu me escondesse, melhor seria”, conta.
Para chamar atenção e ser aceita, Caroline decidiu mudar seu estilo. “Isso atraiu olhares de algumas pessoas com quem comecei a fazer amizade. Em cada ocasião, eu fazia algo diferente: pintava o cabelo, mudava as roupas e o gosto musical.”
Ela conheceu o rock, estilo com o qual mais se identificou, pois remetia a aspectos sombrios. “Cada vez mais eu gostava do que era sombrio. Com isso consegui fazer mais amizades ainda. Estava sempre rodeada de gente na escola. Em casa, a tristeza e a angústia voltavam.”
Caroline, que é analista de programação, costumava usar roupas pretas e maquiagens impactantes, que refletiam a tristeza e a escuridão que estavam em seu interior. “Eu gostava de fazer maquiagens de machucados no meu corpo. Assistia a vários filmes e séries de terror, lia histórias estranhas, gostava de músicas com batidas agressivas e que falavam de ocultismo”, conta.
As amizades, os relacionamentos e a opção por vários tipos de entretenimento já não eram suficientes para aliviar a dor que ela carregava.
A depressão começou a fazer parte dos seus dias. “Eu chorava muito, praticamente todas as noites, e não tinha forças para vencer aquela situação”, diz.
Foi assim que começou a pensar na morte. “Eu pedia a Deus que tirasse a minha vida. Não tinha coragem de fazer algo nesse sentido, mas imaginava como seria se eu caísse de uma ponte, fosse atropelada por um carro ou levasse um tiro.”
Encontrando a Luz
Ela já conhecia a Universal e em 2013 decidiu procurar ajuda e entregar sua vida a Deus. “Entendi que o Único de que eu precisava era Deus, pois nada conseguiu aliviar minhas dores e minha angústia. Ele iluminou meu interior, que antes era vazio”, afirma.
Hoje, Caroline está livre dos traumas. “A maior diferença é a confiança que eu não tinha, primeiro em Deus e segundo em mim. Não me arrependo da escolha que fiz. Foi a melhor decisão da minha vida”, finaliza.
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