Unisocial leva mais de 2 toneladas de alimentos à população de Setúbal, em Portugal
Ação no Vale da Amoreira, no entorno de Lisboa, beneficiou cerca de 300 pessoas que enfrentam dificuldades econômicas e sociais
A iniciativa “Mãos que Acolhem”, da Unisocial em Portugal, promoveu um dia de solidariedade no espaço poliesportivo da Escola Secundária na Baixa da Banheira, em 10 de outubro. Com o apoio de 50 voluntários, a ação ofereceu 250 cestas de alimentos, além de centenas de peças de roupa, água mineral e atendimento básico em saúde, beneficiando mais de 200 famílias que vivem no Vale da Amoreira, em Setúbal, Região Metropolitana de Lisboa.

Durante o evento, foi montado um espaço kids com o apoio da Escola Bíblica Infantil (EBI) — onde as crianças participaram de brincadeiras lúdicas, atividades com balões e momento especial para lanche. A Força Jovem Universal (FJU) também marcou presença com apresentações musicais e street dance.

“O bairro não se resume aos problemas sociais que enfrenta; ele também é feito de famílias, trabalhadores, jovens e crianças que procuram oportunidades e melhores condições de vida. É nesse contexto que a ação social e o trabalho dos voluntários ganham relevância, por meio de respostas concretas às necessidades da população e do reforço dos laços comunitários”, pontuou Marcos Castro, que conduziu o evento. Com a mobilização, a Unisocial procurou aliar a distribuição de mantimentos com o incentivo ao convívio social, especialmente entre as famílias.

Um estudo publicado neste outubro mostra que Portugal lida com uma grave inflação pós-pandemia que limita o poder de consumo de parte da população. De acordo com a pesquisa, a insegurança alimentar no país aumentou de 13,8% em 2019 para 16,3% em 2023. Custos de vida e despesas com habitação, segundo o estudo, pressionam o cenário adverso.

Em resposta a essa realidade, Luiz Claudio Ferreira de Almeida, responsável pela Unisocial no país, afirma que “o programa social tem procurado lugares com maiores necessidades em Portugal, levando ações frequentes, como a ‘Mãos que Acolhem’, onde nem sempre todo mundo consegue entrar”.
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